Esportes

A volta das Artes Marciais orientais

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo
Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2015 - as 20:19 GMT-3

O Brasil está se reencontrando com as artes marciais orientais depois de 20 anos de domínio do Jiu-jitsu nacional, influenciado pelas eras Grace e MMA. Mesmo em grupo pequenos e até sem espaço ideal para treino, os adeptos das artes marciais orientais permaneceram amando estes esportes.

Hoje já se multiplicam os praticantes de "Tai Chi Chuan" nas praças e nas academias. Além disto ressurge o Ninjitsu, o vasto Kung Fu, o Karatê e o Judô.

In the picture are the two grandmasters of the Shaolin Temple, Shi DeRu (Shawn Xiangyang Liu) and Shi DeYang (Shi WanFeng), who are two descendant disciples of the late Great Grand Master of the Shaolin Temple Shi SuXi (His Holiness Upper Su and Lower Xi) Commons via Wikipedia

As Artes Marciais Orientais hoje já começam a quebrar certos paradigmas. A quase falência deste esporte no Brasil se deu ao fato de que a explosão das pesquisas sobre saúde, deu uma nova dimensão para os adeptos de esportes de contato. Com a crescente adesão das mulheres aos treinos de luta se fazia necessário a reforma das academias. Estas eram decoradas e adaptadas para remontar a idade média asiática. Tempos difíceis em que o luxo não se fazia presente nos locais de treinos de esportes de luta e conforto nem se falava. Era uma ofensa ao esporte!

Juntamente com o desafio de remodelagem das academias de artes marciais, ainda havia a dificuldade de convencer os mestres orientais a aceitar a transformação das academias decoradas como templos de budismo ou taoismo, em centros modernos de musculação e fitness.

Este entrave fez com que muitos atletas do sexo feminino trocasse os semi-templos pelas academias modernas cheias de aparelhos, esteiras, bicicletas, danças etc. O Jiujitsu "grace" veio na contra-mão desta doutrina permitindo bermudas (modelos típicos de surfistas), camiseta regata e sem calçados. As academias eram bonitas, bem decoradas, confortáveis e equipadas com material de musculação.

A mídia no esporte

A mídia teve um papel importante nesta transição, quando promovia as lutas dos atletas da família Grace. Enquanto isto os mestres tradicionais de artes marciais orientais discutiam entre si e se negavam a mudar o perfil das academias. Também não investiam em publicidade e lutavam para manter o modo de treino com base no século 18 para 19. Em pouco tempo até atletas do sexo masculino deixaram as artes marciais tradicionais.

As artes marciais hoje

Hoje as artes marciais orientais se mantêm sob forte influência da tradição mas com muitas concessões. Algumas academias foram adaptadas e há aquelas que possuem até o ar-condicionado. Há muitas equipadas com material para musculação, mas também a modernidade facilitou a importação da terra-mãe uma variedade de ferramentas e equipamentos que antes só se via nos filmes orientais de luta.

Ao mesmo tempo esta diversidade técnica, as artes orientais ganharam também jovens adeptos. Curiosos e ansiosos por conhecer um poder diferente dos atletas que costumam ver na TV. A meta é a invencibilidade. Todo admirador de esportes de luta sonham um dia se tornarem invencíveis. Pelo menos enquanto houver saúde e juventude.  

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