sexta-feira, novembro 16, 2018

Julian Assange periga ser extraditado para os EUA

O fantasma da extradição de Julian Assange volta a assombrar e podemos dizer que processar e condenar o fundador da Ong Wikileaks pelo crime de espionagem, é sim um "Sonho Americano".

O nome de Assange volta à tona depois que o site "Wall Street Journal" publicou sobre o esforço do Departamento de Justiça dos EUA nas negociações com o governo equatoriano para extraditar Assange que está vivendo na embaixada do Equador no Reino Unido, que ofereceu exílio durante perseguição internacional dos Estados Unidos aliado ao governo da Suécia.

Para impedir seu deslocamento pelo mundo, enquanto hackeava os emails da diplomacia americana e publicação no site Wikileaks em 2010, criou-se uma suposta acusação de estupro de duas mulheres com as quais Julian teve relacionamento.

Sob forte pressão diplomática americana, o governo da Suécia pretendia extraditar Assange para os EUA assim que chegasse no país. Para levar o jornalista para a Suécia, o governo acionou a Polinter com alerta de procurado por crimes de estupro.

Assange percorria o mundo realizando palestras e apontando crimes de guerra do exército americano na guerra do Afeganistão e Iraque.

Quando os mandados de prisão foram emitidos, Assange pediu proteção ao governo britânico. Ele foi mantido em prisão domiciliar na casa de um amigo milionário britânico por vários anos, até que mudou-se para a embaixada do Equador.

Expostos os mais de 255 mil documentos de conversação entre o governo americano e os outros países, causou forte impacto no mundo e abalou relações bilaterais, militares e comerciais. Assange ficou classificado como "Inimigo dos Estados Unidos da América" pelo governo Obama.

Assange literalmente expôs e humilhou o poderoso governo americano, que localizou sua fonte, o soldado da inteligência americana Bradley Manning, que fornecia cópias destes documentos para a divulgação no Wikileaks.

Desde então o governo americano ainda persiste na tentativa de levar Julian Assange ao tribunal e finalmente trancá-lo em Guatánamo, aonde está o soldado de primeira classe desde 2010, que foi condenado em 2013 a 35 anos de detenção pelo crime de espionagem e roubo.

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