quarta-feira, outubro 10, 2018

Todos os caminhos levam a Bolsonaro - Saiba porque!

No Brasil nunca uma eleição presidencial teve tantos candidatos. Nunca um candidato teve tantos nomes. Mesmo assim tudo parece correr em sua direção, porque será? - Continue lendo!

congresso nacional  via wikipédia

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo -  Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2018

O Brasil vive um novo momento de euforia pelas mudanças radicais. Já passamos por isto antes e nos decepcionamos. Mas hoje como nação estamos animados com as novas propostas de mudanças, na verdade engasgadas na garganta desde que o governo militar passou o comando da nação para administradores civis.

Após a Segunda Guerra Mundial o Brasil corria sérios riscos de ser controlado pelo comunismo que marchava pelo planeta conquistando territórios, como um dragão engolia países inteiros.
Mas a cúpula militar decidiu impedir o avanço desta chamada "Revolução de 1964" para salvar a nação de uma grande, terrível e radical mudança. A mesma que levou por exemplo, a vizinha Venezuela à completa miséria, atualmente.

Com os militares no poder o Brasil teve que se adaptar à novas regras, toque de recolher, revistas, postos de controle, vigilância completa, em cada esquina.
Passados 30 anos o país já se mostrava maduro para lidar com esta realidade e então forças de oposição infiltradas em movimentos sociais, sindicais e políticas investiram numa campanha pela #DiretasJá, que constituía em permitir ao povo votar seu próprio presidente, ao invés de um general ou uma cúpula militar decidir por mérito, quem assumiria a presidência da República do Brasil.

Com a nova mudança radical, José Sarney assumiu o governo brasileiro e abriu os mercados e as empresas para um novo tempo. Mas com estas mudanças, as oportunidades de ganhos nesta terra rica e pouco explorada e preservada eram imensas! Foi aí que se estabeleceu uma verdadeira cleptocracia. Um turbilhão de espertalhões invadiu o governo e se espalhou por todos os órgãos públicos, fazendo de seus cargos de chefia uma espécie de reinado, regado de vantagens ilícitas, propinas, cobranças indevidas, esquemas mafiosos e muita corrupção.

O Brasil se viu varrido por salteadores e milhares de funcionários públicos cobravam à parte do usuário, pra exercer o mesmo serviço que eram pagos com dinheiro do Estado.  Uma bandidagem sem tamanho que foi se alastrando pelas veias dos serviços públicos até chegar no pulmão, coração e cérebro do governo. Com o passar de mais 30 anos os três poderes viraram verdadeiros mercados de compra e venda de vantagens, por quem deveria prestar serviços dos quais já eram eleitos, muito bem pagos.
Mas não parou aí. Aproveitando incidentes divulgados pela mídia, que envolviam políticos ameaçados e até assassinados, estabeleceu-se um sistema de proteção e blindagem destas pessoas que ocupavam cargos de liderança no governo. Mais poderosos e mal acostumados com tanta riqueza fácil, estes poderosos agora ampliam seus reinados aumentando abusivamente a quantidade de departamentos, setores, ministérios, secretarias e outros cargos de liderança, para que estas mordomias que acompanhavam as funções de chefia, pudessem ser espalhadas para um número maior de exploradores vampiros.

Além do roubo generalizado, servidores públicos em cargos bem inferiores criavam seus próprios meios de enriquecer, por meio de usurpar o estado, ou cobrando por fora aos usuários de seus serviços independente de suas áreas de atuação.

Entrando em colapso em função de tantos roubos, que levou ao péssimo funcionamento da máquina administrativa e seus serviços públicos, ainda mais com nova sequência de escândalos de corrupção, o confisco da caderneta de poupança ordenada pelo ex-presidente Fernando Collor de Melo..

Lula seria a aposta radical na mudança, para dar um choque de ordem no governo. A chegada dos novos tempos foi recebida com entusiamo pela maioria da população, mas com preocupação de uma minoria atenta, que não se distrai com oba-oba nacional.

Depois de 4 anos de lindas mudanças, o Brasil descobriu que ao invés de expulsar os ladrões do governo, havia contribuído para inserir o "Rei dos Ladrões" no poder, que unificou todas facções criminosas inseridas anteriormente, formando uma espécie de pirâmide do crime organizado contra  as contas do Estado! Como um aspirador de pó, o cérebro passa a controlar as demais partes do corpo em uma funcional máquina de corrupção, aumentando exponencialmente o fluxo de dinheiro correndo por suas veias. Agora a farra estava completa e a nação entrando em colapso, à beira de ir para o CTI!

O impeachment da ex-presidente Dilma Roussef foi o grande marco do momento exato em que o país entrou em estado de choque. Porque foi neste momento que a hemorragia se mostrou e o povo brasileiro começou a acordar. Como quem diz: "Ou você reage ou morre!"

A promessa de mudanças do governo provisório de Michel Temer ( que se anunciou como "O Reformador") na verdade provou que não era mais que "continuismo", para a manutenção do governo sitiado, até a retomada do governo pelo ex-presidente Lula, mentor de toda esta poderosa organização criminosa inspirada no governo Hugo Chávez e Nicholás Maduro.

Em meio as novas eleições presidenciais o Brasil se prepara para mais uma mudança! Tudo outra vez? Mais mudanças para pior? Mudar o que?

Quando um time de futebol entra no campo a fim de enfrentar seu adversário, alguma vez ele pensa nas derrotas anteriores? Definitivamente não! Amanhã será uma nova partida e temos que manter o foco de mudar o país e retirá-lo do CTI, ou iremos sucumbir coletivamente, como estamos vendo acontecer com a Venezuela, Haiti, Síria, Ucrânia dentre outros países que além de colapsados, enfrentam interferências e até invasões estrangeiras.

Definitivamente a manutenção do governo Lula e suas conexões, não será a melhor opção para o país. Então voltamos ao ciclo vicioso que adquirimos de votar em alguém muito oposto, para retirar outro pesadelo do governo. No Brasil não há meio-termos. Sempre acabamos fazendo eleições cirúrgicas de emergência, pra sanar as consequências ada eleição anterior.

Bolsonaro se apresenta como mais uma eleição emergencial e seu nome não pode ficar de fora, até que o Brasil aprenda a preparar seu próximo governo em quatro anos, ao invés de em 30 dias tentar achar alguém "menos pior" pra eleger! O lado bom desta conjuntura atual, que Bolsonaro parece ser um brasileiro tão cansado deste ciclo vicioso quanto nós, então temos a chance de acertar de vez nesta eleição. Houve um tempo em que pequenos gênios, que se destacavam no ensino fundamental eram vistos como que teria capacidade de no futuro, assumir o cargo presidencial no palácio de Planalto. Hoje deixamos para na última hora indicar o primeiro bêbado ou morador de rua que encontramos disponível. Que Bolsonaro venha mesmo a corresponder aos anseios preguiçosos  despretensiosos da nação e que ajude a formar um povo que pensa no seu futuro e que busca construir um país melhor pra si e para as gerações futuras!

Hoje o Brasil vive uma triste história: Temos que escolher se votamos num ex-militar que quer se tornar presidente, ou se num ex-presidente que se tornou criminoso condenado e preso.

Que história de sucesso ou tragédia você quer escrever? O teu voto dirá!

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