quinta-feira, junho 08, 2017

STF em xeque: Interpretação da lei versus influência política

Até que ponto a indicação de um advogado ao cargo de ministro do STF, por um político pode comprometer a independência da justiça ao tomar decisões contra políticos? Leia, comente e compartilhe:

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 08 de Junho de 2017 - 10:08 GMT-3

By Antonio Cruz (Agência Brasil) [CC BY 3.0 br (http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.en)],
via Wikimedia Commons

Em meio ao julgamento da cassação da Chapa Dilma e Temer, o Brasil impaciente assiste os debates e as trocas de farpas entre ministros. Cada um com sua própria interpretação da lei, ou cada um tentando fazer prevalecer os interesses de quem o indicou ao cargo?

Esta realidade tem levado o país a sentir nojo da forma como as decisões de ministros do Supremo Tribunal vêm sendo tomadas ao longo dos últimos anos. A própria mídia já antecipa resultados com base na influência por trás de cada ministro presente na turma. O resultado depende da quantidade de ministros indicados pelo réu fulano ou ciclano!

Esta verdade já não pode ser disfarçada assim como a verdade nítida de que todos os presidentes da república sabem exatamente como funciona todos os esquemas de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa correntes em sua gestão. Na maioria dos casos fica claro que eles mesmos as chefiam e nomeiam "gerentes laranjas", pra que a conta nunca venha a cair sobre suas costas.

É nesta hora que como forma de prevenção, estes políticos já sabendo de sua inclinação para gerir históricas máfias políticas, acabam indicando ministros ao STF, que (mais cedo ou mais tarde) terão de protegê-los para provar que mereceram a indicação ao cargo. Sabe-se lá que tipo de juramento ou acordo é feito entres as partes, e até mesmo o que significa "quebrar as regras".

A morte de Teori Zawaski não teria sido uma mensagem?

Hoje Temer em julgamento espera que a maioria o favoreça. Esta maioria é de ministros que foram indicados por Temer, os que foram indicados por Dilma e os que foram indicados por Lula?

Pra que serve o curso de direito, especialização e todo o conhecimento técnico que um juiz necessita, se no fim das contas cada um defende seu próprio empregador? Realidade crua que faz sangrar o país que se esforça para vencer a corrupção política por meio da justiça...

Então como será que a última gota de esperança na justiça brasileira se acabar?

Quando as pessoas deixarem de acreditar na justiça elas vão à guerra!

Cada um vai busca sua própria arma. Cada um vai tentar impor suas próprias leis e regras. Cada um vai tentar fazer valer (à força) o que acredita. O caos instalado de modo que nunca mais haverá paz nem entendimento no país. Graças à liderança suja, comprometida e podre desta nação, da qual pode se envergonha cada um dos brasileiros que assistem a este ultrajante julgamento sem saber ao certo que decisão ou atitude tomar para mudar o rumo que as coisas estão tomando.

Ministro Gilmar Mendes é uma vergonha nacional e pesa sobre ele grande parte desta corrupção na qual está intimamente ligado, engavetando processos, desqualificando decisões justas de juízes de instâncias menores e delegados. O STF é o primeiro tribunal que desqualifica provas concretas contra criminosos políticos hediondos e dá soltura aos detidos pela polícia.

Os homens que estão sentados sobre esta legislação bandida precisam ser corrigidos tanto quanto as leis que criam ambientes propícios para a implantação da corrupção sistêmica e epidêmica no país.
Sabemos que com os últimos anos o número de honestos é bem inferior aos desonestos. Mas está na hora do Brasil virar o jogo e tomar as rédeas de sua própria vida, retirando as pragas que consomem toda sua produção!

Se você ainda tem honestidade não fique calado (a). Comente e compartilhe!


Tags: chapa Dilma Temer, corrupção, lavagem de dinheiro, caixa 2, abuso de poder, crime eleitoral, julgamento, decisão, STF, Gilmar Mendes, Saulo Valley, O Observador do Mundo, 

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