quarta-feira, maio 24, 2017

Rodrigo Maia acumula 12 pedidos de impeachment contra Temer

O Deputado Rodrigo Maia já recebeu o décimo segundo pedido de impeachment contra o atual presidente interino da república Michel Temer. Para alguns, Temer está na mão de Maia. Para outros Maia foi colocado na presidência da Câmara como escudo do presidente - Continue Lendo:

Rodrigo maia e Michel Temer - Creative Commons via Flickr
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 24 de Maio de 2017 - 12:17 GMT-3

A crise política está atenuada e o país volta a sentir a sensação de que está à deriva diante da corrupção política que busca controlar o estado como se fosse de propriedade de poucos. Literalmente organizados e comprometidos uns com os outros, presidente, deputados, senadores e ministros trabalham para proteger-se mutuamente contra toda e qualquer apuração judicial ou criminal contra eles. Não que estejam sendo acusados injustamente. A maioria deles acumula denúncias de diversos abusos contra os cofres públicos, crimes contra a nação, contra a saúde, a educação, contra a constituição e até assassinatos. Crimes encobertos entre eles que buscam atrapalhar qualquer forma de investigação contra si e seus parceiros, aliados e colaboradores.

Uma imensa quadrilha liderada quase sempre por ex-presidentes da república até mesmo em exercício. A violência e a ganancia com que roubam os cofres públicos com falsificação de documentos, superfaturamento de notas, troca de propinas e favores ilícitos é alarmante. Uma doença generalizada que transformou o Brasil no país politicamente mais corrupto do planeta, ultrapassado o México.

Governo clonado

Enquanto (mais uma vez) o Planalto tenta desmerecer as provas produzidas pela Polícia Federal e catalogadas pelo Ministério Público Federal, o governo Temer tenta seguir suas metas como se nada estivesse acontecendo. Neste estágio político o Brasil esteve no fim do ano de 2016 quando a nação pedia o impeachment de Dilma Roussef (de quem Temer era Vice). No momento que o impeachment era julgado, Dilma se limitava a distribuir casas populares como sendo a última coisa que poderia fazer em seu governo. Milhares de casas entregues quase que pessoalmente pela ex-presidente que cruzava o país para buscar apoio da opinião pública, pelo menos daqueles que recebiam o benefício da casa. O mesmo que dizer que Dilma Roussef usava a máquina administrativa para comprar apoio popular, pagando com recursos pré-aprovados por decretos e emendas de lei.

Temer está mergulhado nas reformas, como se elas fossem desejadas pelo povo, ao passo que a crise se aprofunda. Um verdadeiro precipício político que se aprofundará ainda com o esforço da oposição que busca eleições diretas. Nestas possíveis eleições os socialistas-comunistas apostam todas as fichas no momento, pra que Lula tenha sua chance de disputar o voto popular com qualquer candidato de direita, seguros de que será muito bem votado como foi em 2003.

Lembrando que a razão para que Lula fosse votado no primeiro mandato era o fato de o país não suportar mais escândalos de corrupção, fraudes contra os cofres públicos e os abusos praticados por altos membros do governo. A mágoa do golpe de Collor contra a caderneta de poupança ainda não havia se cicatrizado, talvez nem tenha cicatrizado.

Mas hoje a realidade é muito oposta. Lula está mergulhado numa onda de processos criminais, afundado em descrença, e impopularidade, rejeitado, odiado, enquanto a maioria de seus eleitores aguardam sua prisão... ele busca se eleger.

Continua

Tags: Governo, Michel Temer, Rodrigo Maia, Dilma Roussef, Impeachment, Câmara dos Deputados, Congresso Nacional, Senado Federal, Saulo Valley, O Observador do Mundo, 

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