sexta-feira, maio 05, 2017

Mudanças no jogo político-militar da Síria seguindo para o sétimo ano de conflito de interesses

A guerra da Síria não se trata mais de uma revolta popular, muito menos de uma tentativa de islamizar o país. À cada novo ano, as intenções e as regras do jogo mudam, à medida que exércitos descaraterizados se confundem com forças oficiais de potências estrangeiras - Continue lendo:

Issam Alrayyes portavoz do FSA no Astana Talks jan 2017 - Foto By Voice of America [Public domain], via Wikimedia Commons

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 05/Maio/2017

Desde 2011 as forças rebeldes que lutam pela libertação da Síria das mãos sangrentas do clã Assad, mas o FSA (Free Syriam Army) já sofreu muito para continuar ativo. Forças estrangeiras de todos os lados se infiltram quando não em suas fileiras, em seus fronts. Estrangeiros travestidos de militantes extremistas que são poderosos grupos de operações especiais, que acabaram tomando carona no conflito entre populares e o governo, para transformar o solo sírio num verdadeiro tabuleiro do jogo político internacional.

É neste momento que as forças de oposição síria começa a literalmente desaparecer, restando um número cada vez menor de lutadores e também de seus políticos absorvidos pela ganância e elevadas ofertas de potências estrangeiras, como a Rússia.




Pressionados por todos os lados, os rebeldes são forçados a lutar contra o ISIS, as forças curdas do PKK (Turquia) e do PYD (Iraque) patrocinados pelos Estados Unidos. O FSA luta contra seu antigo aliado, o ALNusra. Luta contra pequenas milícias que entram no país à cada instante. Também luta contra a Guarda Republicana Revolucionária Iraniana, contra o Hezbollah, contra a tribo síria de Shabihas, contra as forças turcas, contra a Guarda Republicana Russa, contra o Exército da Síria e contra grupo paramilitares de "operações especiais" de diversos países que buscam controlar áreas do país. Todos estes grupo contra as forças rebeldes da síria parece mais um acordo internacional para sufocar os lutadores anti-assad.

Coincidentemente o FSA publicou há pouco um infográfico do mapeamento das milícias islâmicas estrangeiras que atuam contra as forças de oposição ao regime:




As forças curdas controlam quase a totalidade de três províncias no Norte do país: Hasaka, Raqqa e Aleppo. Enquanto os EUA fornecem recursos e upgrades para as forças islâmicas do PKK (Partido dos Trabalhadores Curdos), este ganha poder gigante em sua guerra histórica contra o governo Turco, graças ao apoio americano em logística militar e treinamento. Também graças aos EUA a região controlada pelo PKK que se uniu ao PYD a milícia curda remanescente do Iraque para recuperar suas terras tomadas durante a segunda guerra mundial. O território conhecido como #Curdistão .

Antigo mapa do Kurdistão há 3000 anos - Fonte:  http://www.albawaba.com/business/kurdistan-oil-autonomy-584382

Sem dúvida os curdos encontraram neste conflito uma oportunidade única para recuperar seu país devastado por potências como Síria, Turquia, Iran, Iraque, Armênia entre outras.




Astana Talks

O painel criado para que as forças envolvidas na crise síria consiga pôr fim na mortandade corrente que já matou 400 mil pessoas em 6 anos, é uma grande armadilha para o povo sírio e as forças rebeldes.   Aliás, enquanto o governo sírio chamava os rebeldes para o diálogo em Astana, suas residências eram desintegradas por chuvas de barris explosivos em diversas cidades do país. Por esta razão a oposição e seus representantes decidiu não participar do "diálogo".



O comércio de vidas em Astana

Deixados sozinhas, todas as feras devoradoras que impulsionam a mortandade na Síria foram discutir a redução da mortandade gratuita, e aprovaram a criação de 4 zonas de segurança, incluindo um No-Fly-Zone exclusivo para impedir a força aérea americana de sobrevoar a região.

Mapa das Zonas de Segurança via RT News

#SyriaSafeZones


  • Idlib Governorate
  • North of Homs
  • Damascus (Eastern Ghouta)
  • Deraa and Quneitra prov.


Este acordo segundo a oposição, representa a formação de um mais aprofundado e perigoso campo de concentração, cujo objetivo real é de encurralar e isolar o povo sírio das mídias e dos olhos estrangeiros, ocultando o que de pior poderá acontecer a elas.   Então Rússia, Iran e Turquia assinam um termo de cooperação para usar a desculpa de um cordão de segurança liderado apenas por aliados da Síria, ao passo que o mundo em silêncio aceita todas as decisões tomadas pelos mesmos que buscam garantir sua dominação ou colonização em terras sírias.

tags: guerra da Síria, Syria, Astana Talks, crise internacional, conflito internacional, colonização, invasão estrangeira, FSA, Free Syrian Army, Saulo Valley, O Observador do Mundo, 

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