quinta-feira, abril 13, 2017

Síria ainda usa armas proibidas, como Napalm diz oposição

Saiba a razão para tantas mortes na Síria

Battle of Aleppo twin sieges map.

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 13/04/2017

Syria #armasproibidas #guns #tratadodearmas #crimedeguerra #EUA

A Lei de Emergência na Síria foi decretada em 1946 e foi sendo mantida até o presente. A lei síria condena toda forma de rebelião e desobediência civil com pena de morte. Este duro regime que escraviza o país espalhando sangue humano, terror, medo e muitas mentiras!

No início de 2011 um grupo de crianças do ensino fundamental teve a oportunidade de questionar o regime sírio, por meio de uma pixação no muro da escola. Estes 15 menores foram detidos pelo Serviço Secreto e mantidas numa prisão.
Seus pais foram pedir a liberdade das crianças e como não foram ouvidos em 14 de Março às 09 horas da manhã, se reuniram a professores e amigos em frente ao palácio da justiça com cartazes exibindo suas petições, uma vez que a lei proibia qualquer forma de manifestação oral contra o governo dos Assad.

Mas autoridades sírias enviaram a polícia que atacou violentamente os cerca de 40 pacíficos e silenciosos manifestantes, arrastandos pelos cabelos e intimidados com armas de fogo para a prisão.

Moradores de Idlib, Homs, Al Rastan e Hama realizaram manifestações cada vez mais volumosas em defesa dos presos civis e políticos, e estes foram perseguidos pela inteligência do governo e em menos de 2 meses de quase desobediência civil nacional as mortes começaram a ser contabilizadas durante as destemidas manifestações populares. Franco-atiradores sírios e iranianos ficavam escondidos em prédios do governo como escolas, hospitais, prefeituras entre outros, com objetivo de fazer a população desistir de protestar.

A persistência do povo sírio estava no fato de não aguentarem mais a ditadura sanguinária dos Assad que sempre ordenava chacinas e violentos castigos em público para servir de exemplo.

Cansados da mordaça, o povo anunciou que preferia morrer a continuar sob este governo.

Como nenhum dos lados foi flexível, a mortandade assolou o país com o presidente Bashar AlAssad ordenando o uso de requintes de crueldades, como mutilações, torturas de presos até a morte, tortura psicológica, estupros, confiscando os remédios das farmácias, desarticulando hospitais e proibindo a entrada de água, energia elétrica, gás de cozinha e alimentos nas regiões punidas com castigo coletivo cada vez mais cruel.

Esta dura realidade é o pano de fundo que explica a razão pela qual Bashar AlAssad continua punindo a população que apóia o fim do regime que Assad herdou de seu cruel pai, com agentes químicos, bombas de cluster, napalm, bombas de fragmentação, e munição à base de fósforo, além de bombardear residências indiscriminadamente por terra e ar, e ordenar ataques contra campos de refugiados sírios e populares que tentassem cruzar a fronteira para escapar por suas vidas.

Após 6 anos a oposição ao regime Assad já contabilizou cerca de 120 ataques químicos e apenas agora o novo presidente americano Donald Trump reagiu contra esta horrenda realidade que os sírios vivem esmagado sob completo desinteresse das Nações Unidas.

Ações e Reações internacionais

O ataque americano que puniu a base aérea militar pelo ataque químico contra populares em Idlib rural, foi recebido com repúdio pela Rússia, o principal acionista desta guerra que evoluiu com a aproximação de aliados de Assad como China, Iran, Corea do Norte, India, Venezuela, Iraque, Líbia, Jordânia, paquistão entre outros famosos inimigos dos Estados Unidos.

Recentemente o Japão, Israel, Turquia, Grã Bretanha e Arábia Saudita manifestaram apoio ao ataque americano, que impulsionado por Trump, buscam o fim imediato da crise armada na Síria.

Mas a tentativa americana de redigir um documento do Conselho de Segurança da ONU em condenação aos ataques sírios contra populares e rebelados, foi bloqueada pela Rússia que garante que não permitirá mais qualquer ataque contra a Síria. Corea do Norte, China e Irã também anunciaram que vão revidar qualquer novo ataque contra Assad.

No Irã a volta do cruel Ahmadnejad à presidência da república está sendo muito propagada. Ahmadnejad foi destituído do cargo acusado de fraude, corrupção e desvio de dinheiro público.








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