sábado, fevereiro 25, 2017

Se STF isentar Bruno estará fazendo apologia ao feminicídio que cresce velozmente

O Brasil já tem sua opinião formada sobre o STF: A casa que mais inocenta criminosos, arquiva processos de políticos denunciados pela justiça, aceita sucessivos Habeas Corpus para crimes hediondos de corrupção política e homicídios .. Seria diferente com o caso Bruno e Elisa Samúdio?


Porque crimes passionais são interpretados como "crimes leves" e não "hediondos"?
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 25 de Fevereiro de 2017

Qual o critério do STF? A estatística da Lava-jato deixa bem nítida a linha de trabalho do Supremo Tribunal Federal mais escrachado do planeta:

Foram mais de 115 condenações pelo Juiz Sérgio Moro contra NENHUMA condenação por parte do STF nestes 3 anos de atividade no combate à corrupção ligada à Petrobrás, mesmo tendo quase todos os ex-presidentes da república do pós militarismo denunciados em esquemas de lavagem de dinheiro, desvios dos cofres públicos, corrupção entre outros crimes. Pilhas e mais pilhas de documentos enviados pelo Ministério Público com denúncias e pedidos de abertura de inquérito no âmbito do STF, que são arquivados.

Credibilidade ainda em queda livre, o STF ainda decidiu que todo preso que estiver em situação de desconforto de superlotação deve ser indenizado pelo estado. Superlotação dos presídios é culpa da justiça que além de lenta, permite avalanches de recursos dos advogados dos condenados, mesmo com 100% de comprovação de seus crimes.

Se o caso Elisa Samúdio demorou pra ter um desfecho, é porque os advogados usam os recursos como estratégia para paralisar o processo até que ele caduque. Só o Congresso não quer ver isto, e não vota uma emenda para resolver esta questão.

Enquanto isto as passagens de transportes públicos cada vez mais caras, abrigam trabalhadores que são transportados como cereais em cargueiros, jamais se pensou que fossem indenizados pela superlotação dos metrôs, dos trens, ônibus e até mesmo das vans, isto é um verdadeiro abuso contra direitos humanos!

O caso Bruno Goleiro é sim um crime bárbaro, ele foi mandante do crime, isto já foi comprovado e se o Bruno deve ser solto seus comparsas também, ao passo que se os executores tiveram que cumprir suas penas por completo, o mandante também!

Em meio à violência que as mulheres estão sofrendo hoje com a expansão dos crimes passionais, que até pouco tempo eram banalizados pela justiça, parece que o caso Elisa Samúdio será um novo marco para que assassinos de mulheres sejam beneficiados com Habeas Corpus e muitos outros recursos criminosamente embutidos na lei.

Possivelmente o STF haverá de julgar o caso do embaixador da Grécia assassinado por ordem da esposa, o caso da ex-dançarina da Jaula das Gostosudas e tantos outros de grande repercussão nacional, espanto e revolta, então todos os crimes passionais (que geralmente são bárbaros) deverão ser interpretados como crimes leves e primários?

Vou falar: Meu tio, irmão do meu pai matou a esposa com 18 facadas nos anos 70. Ele foi condenado a 16 anos de cadeia e cumpriu exatamente este período. Quando saiu voltou a viver uma vida normal, e nunca mais se ouviu falar que ele agredisse uma mulher!

Quem mata tem que pagar como quem tirou uma vida, e quem mata a esposa não pode ser visto com quem jogou um móvel velho fora!

Tags: caso bruno, ELISA SAMÚDIO, bruno goleiro, Saulo Valley, O Observador do Mundo, Saulo Valley  Notícias, STF, Justiça Penal, crime hediondo, 

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