sábado, janeiro 21, 2017

Manobras políticas podem vencer a vontade de uma nação de 200 milhões?

Mil homens poderosos contra um país de mais de 200 milhões de pessoas que em sua grande maioria quer o fim da corrupção generalizada - Qual a chance de sabotarem este sonho brasileiro?

By Braswiki (Own work) [CC BY-SA 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0) or GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html)], via Wikimedia Commons

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 21 de Janeiro de 2017

A operação #Lava-jato conquistou o Brasil e pela primeira vez, o maior ídolo nacional não é um craque de futebol. Ele se chama Sérgio Moro. Suas atitudes e ações representam os os anseios da nação, seguindo na contra-mão dos anseios de quase a totalidade da classe política hoje no poder.

Neste embate de interesses, o Brasil se vê saqueado, estuprado por seus próprios funcionários. Caso triste e semelhante aconteceu com a cantora Loalwa B. Vieira do grupo Kaoma, e tantos outros com a Aparecida Índia em Sepetiba. É um caso típico de roubo seguido de morte, praticado por pessoas tão próximas, quanto estranhas, destacadas por visível inveja e ambição. Não há diferença entre estes criminosos e aqueles que atuam no governo usando máscaras e fantasias de executivos e cuja crueldade e ganância podem ser maiores que o planeta inteiro.

Erradicar a corrupção política e empresarial, é como exterminar uma praga de ratos numa mansão abandonada. É preciso que hajam mudanças em praticamente todos os aspectos, não só para eliminar a praga, como impedir novas infestações. Não basta matar os ratos, é preciso que a casa seja livre de ambientes propícios para eles, que os ninhos sejam encontrados e destruídos juntos com suas crias.

A morte do Ministro do STF Teori Zavaski deixa uma sensação de perda, mas não de derrota. O Brasil não pode se encurvar diante do primeiro sinal de intimidação, afinal, qual juiz nunca se viu sob constante risco de morte, diante de tantos processos julgados cujos réus e condenados jamais admitem aceitar os efeitos de uma sentença final?

Teori morreu, mas o sonho brasileiro não! Moro pode se aposentar algum dia, ou deixar a Lava-Jato, mas o que importa é que à partir de Moro, o Brasil reúna suas forças para assumir o controle do país e gerir suas próprias contas, ao invés de passar mais 2000 anos reclamando que desde a descoberta o país é roubado e dominado por ladrões.

Enquanto o povo se acovarda de suas responsabilidades os bandidos gritam:

"O Brasil é nosso!"


..E nada fazemos para impedir que em dias de grande comoção nacional, uma pequena comissão de políticos votem na calada da noite leis que enterram o sonho brasileiro, condenando a população à escravidão por mais um monte de décadas.

Para que o Brasil seja realmente um país motivo de orgulho de cada um de nós, precisamos entendê-lo como se fosse o quintal de nossas casas e a administração pública como o condomínio que moramos. Todos precisamos nos inteirar de tudo o que acontece. Precisamos abandonar a ideia de que assistir novela é melhor que saber das notícias, que ver personagens fictícios traindo e matando-se uns aos outros é melhor que descobrir novos casos de corrupção.

Novelas carregadas de apologia ao crime e à violência humana não devem ser vistas como entretenimento, mas como lavagem cerebral, fomentação da violência e massificação popular para aceitação da prática da corrupção e da existência do crime organizado.

Um dos grandes exemplos que temos no nosso tempo é o povo de Tijuana no México. Cansados de descobrir que a polícia local e o narcotráfico trabalhavam em conjunto, decidiram cria suas próprias forças de autodefesa, invadiram as bocas de fumo e mataram os traficantes de um dos mais poderosos cartéis do país, reduzindo a quase zero suas operações. Os remanescentes desta quadrilha abandonaram as cidades e foram se esconder no mato. Os grupo formados por chefes de família inicialmente foram pressionados pelo governo dominado pela corrupção, mas eles resistiram até quando o exército foi enviado, e dois anos depois, o grupo de autodefesa de Michaocán já fazia operações em conjunto com o Exército para acabar com o tráfico de drogas eliminando as lideranças e seus pontos de vendas. Em dois anos a milícia popular realizou o que nenhum dos governos realizou ao longo de toda história do país.

https://www.youtube.com/watch?v=5PcYlg_wWM8

Só que está na hora do Brasil cuidar além da própria segurança, cuidar do próprio bolso!


Tags: política, segurança pública, gestão pública, vontade popular, Brasil, Saulo Valley, O Observador do Mundo, Sérgio Moro, Teori Zawaski, México, Michaócan, crime organizado, corrupção, 

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