sexta-feira, janeiro 13, 2017

Inteligência denuncia atuação russa no comando do Estado Islâmico e outras milícias

Serviço de inteligência descobriu que a Putin tem tido problemas de falta de contingente e que passou a investir na contratação de estrangeiros asiáticos, europeus e árabes para as fileiras do exército russo - Continue Lendo:


Radically oriented masked protesters armed with shovels, Dynamivska str., Euromaidan protests, events of Jan 19, 2014 - Creative Commons via Wikipedia
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2017

O Serviço de Inteligência da Ucrânia detectou uma vasta contratação de estrangeiros para as fileiras do exército russo, para fins de suas campanhas de colonização no exterior.

Citando o Coronel Dimity Timchuk como fonte, este que atua hoje no Ministério da Defesa da Ucrânia, revelou nesta manhã que o serviço de inteligência detectou entre os contratados até mesmo oficiais superiores.

Inicialmente Putin começou a contratar lutadores de lingua russa oriundos da "Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão e Tadjiquistão, bem como a Sérvia".

A inteligência ucraniana aponta que lutadores asiáticos não estão fora das propostas de fortalecer em número, as forças russas de coalizão no exterior, inclusive para compor o "Exército de Libertação Nacional" que atua como milícia na própria Ucrânia.

Tymchuk também revelou que a identidade verdadeira de diversos lutadores do Estado Islâmico têm sido descoberta, citando inclusive um radical islâmico no posto de general no comando de operação do EI na Síria, como sendo de origem russa. Insurgentes russos têm sido verificados em tropas radicais islâmicas do ISIS na Síria, no Iraque e nas tropas do Taliban no Afeganistão.

A fonte lembrou que em junho de 2016 uma das divisões do Estado Islâmico na Síria foi liderada por um mercenário natural do Tajiquistão batizado de Hamoliv G. (Khalilov) havia sido comandante de um esquadrão de elite da polícia especial no Tajiquistão sob a patente de Coronel, tendo tido treinamento de especialização na Rússia. Atuou nas bases do governo Tajiquistão inclusive na Guarda Presidencial comandada pelo tenente-general G. Mirzoev.   Tymchuk citou ainda que Mirzoev por sua vez, fez parte do Serviço Secreto russo infiltrado na "Frente Popular"  para lidar com opositores islâmicos.

O serviço de inteligência de diversos países compartilharam a informação que atualmente no Estado Islâmico atuam cerca de 2.400 lutadores de origem russa e 1.000 de oriundos da Bielorússia.

Lembrando do ataque em Istambul que na noite do Ano Novo matou 39 pessoas, Tymchuk revelou que o responsável pelo ataque foi divulgado como "Abu Mohammes Khorasan", mas que seu nome verdadeiro é Abdulgair Masharipov nascido no Uzbequistão.

Por esta razão o ISIS surgiu do nada e se infiltrou no conflito da Síria com objetivo de criar uma distração e confundir a revolta popular síria com terrorismo.
Por esta razão é que se entende que desde que a Rússia anunciou que enviaria tropas para combater o ISIS nunca efetuou um disparo sequer na direção dos terroristas, antes iniciou uma varredura extensiva pelo país em busca de opositores ao regime do ditador Bashar Al-Assad, seu aliado e protegido.

Por esta razão as forças russas, sírias e iranianas bombardeiam vilarejos pobres e cidades apontadas como redutos rebeldes ao regime sangrento dos Assad, com a finalidade única e exclusiva de exterminar a população inteira que se levantou em protestos contra o governo desde Março de 2011 das regiões sírias de Aleppo, Hamá, Homs, Deir Al Azour, Al Rastan, Subúrbios de Damasco, Daara, Wadi Barada entre outras. Acreditasse que 20% da população síria apoiou a revolta contra o regime do clã Assad e o governo jurou "exterminá-los da terra" juntos com todos os traidores ( soldados que desertaram das fileiras do exército quando se viram obrigados a matar civis). Estes se agruparam e fundaram o FSA (Exército Sírio Livre) para defender seus familiares e populares condenados pelo regime.

O FSA luta sozinho até hoje mas enfrenta forte pressão de forças estrangeiras apoiadas por governos ocidentais, invasão de milícias islâmicas estrangeiras para tirar vantagem da fragilidade das cidades, e as forças aliadas de Assad e suas tropas.

Base de dados:  sprotyv

Tags: Rússia, invasão estrangeira, Ucrânia, guerra, terrorismo, crime contra a humanidade, crime de guerra, crime internacional, ICC, Saulo Valley, O Observador do Mundo, 

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