quinta-feira, janeiro 12, 2017

Gestão Pública: Até quando Brasília fica imune à falência dos Estados e Municípios?

Você acha que o efeito dominó da falência dos estados não atinge o Governo Federal?

Até que ponto Brasília vai suportar todos os prejuízos destes péssimos figurantes de gestores que no final das contas ao invés de responder por crimes de responsabilidade, jogam toda responsabilidade para o Governo Federal?

Todos querem gastar aleatoriamente em luxo pessoal, mas na prática quando a responsabilidade chega a bater em suas portas.. Os estados querem o perdão das dívidas e não querem arcar com nenhuma das responsabilidades de ser o responsável por um estado inteiro e seus milhares de habitantes! - Continue Lendo

Domínio Público
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 12 de Janeiro de 2017

À cada dia percebemos que o país está correndo na direção do precipício. À começar pelas pessoas escolhidas (ou eleitas) para administrar as contas públicas.

A maioria tem se mostrado completamente alheia ao que lhe compete em verdade. Se qualquer grande multinacional contratasse dois ou três gestores iguais em níveis de competência e resultados a maioria dos gestores que o governo federal sustenta, nenhuma delas estaria com as portas abertas em pouquíssimo tempo. 

A ideia de ter administradores eleitos é um grave erro administrativo. Querem um exemplo? Imagine que sua empresa tenha 3000 funcionários deste faxineiros até mestres em gestão empresarial.

Então você precisa renovar sua diretoria e promove eleições gerais internas, de modo que todos os funcionários, do menor ao maior, possam concorrer ao cargo.

Daí, no final do pleito você descobre que o camarada mais popular da empresa é o cara que serve cafezinho e um dos faxineiros fica em segundo em popularidade e votos.

Pergunta: Você está pronto para entregar cegamente toda gestão de sua empresa e a vida de seus três mil funcionários nas mãos dos dois?

É assim que administram o Brasil, usando com desculpa um livro de regras que só é respeitado pelo povo (por obrigação) mas praticamente nenhuma das autoridades no governo as tomam com regra de conduta e vida, nem mesmo seus filhos e esposas em casa.

A morte das células

O que é um corpo de um elefante sem uma minúscula célula?

Se um elefante branco medindo 15 metros de altura começa a ter morte sequencial de suas células, até quando ele estará forte e vívido?

Assim são os municípios e os estados. São células de um grande corpo e hoje podemos ter certeza que o Brasil se trata de um grande elefante branco cuja gestão sem qualquer responsabilidade e perícia o conduz para o colapso.

Não é exagero. É uma realidade dura, e só é mais dura porque o povo brasileiro se recusa a acordar e não rejeita logo este modelo de governo e suas emendas constitucionais que transformam um livro de estatuto geral, numa revista em quadrinhos aonde os corruptos são os maiores beneficiários de papel passado e registrado em Diário Oficial!

À cada dia vemos os prefeitos e governadores buscando se esquivar de suas responsabilidades em busca de saírem ilesos desta grande farra das contas públicas, que tem levado o país à falência de seus órgãos.

À cada dia novos órgãos apresentarão sinais de falência. Isto porque estamos usando a desculpa da "Democracia" para manter no controle das contas públicas todos os ladrões bem sucedidos em popularidade, por benfeitorias ou por elevado poder de fogo.

Pessoas incompetentes e desqualificadas para gerir trilhões e trilhões de um dinheiro que não lhes pertence. As duas eleições presidenciais passadas são provas de que quando uma pessoa não tem a menor noção do cargo que assume, só lhe resta anarquizar tudo ou roubar o que estiver à vista, já que a autoridade máxima naquele posto é ele mesmo. A gente pode comparar com um impostor, um cara que não pertence à quele mundo assumindo o papel de alguém que nasceu para aquilo.

Você poderia experimentar imaginar colocar um copeiro para pilotar seu avião particular e em seu primeiro dia de teste, colocar toda a sua família dentro dele. É duro mas é assim que o Brasil é administrado!

Eu como Observador do Mundo, acredito que a política já perdeu a sua utilidade e que governos devem ser administrados por profissionais especializados e concursados, inclusive a cúpula do Supremo Tribunal Federal. Chega de indicação ou voto!


Os profissionais deve ser devidamente fiscalizados e que seus resultados sejam responsáveis por sua manutenção no posto. Ninguém pode contratar um mecânico para gerenciar uma rede de supermercados sem qualquer noção do ramo e ainda dar-lhe por exemplo, 10 anos de estabilidade para administrar sem ser questionado!

Isto é loucura das mais loucas que um ser humano moderno pode imaginar. Nem nossos filhos fariam esta idiotice, ou será que você contrataria uma moradora de rua para ser a governanta da sua casa, sem mesmo perguntar se ela já trabalhou antes?

Creative Commons via Wikipedia
Manobras e mais manobras tem sido tudo o que estes falsos administradores fazem pra escapar das responsabilidades que arcaram ao assumir seus cargos, tanto que se um administrador de uma multinacional comete 3% dos erros cometidos na gestão do Rio de Janeiro, por exemplo este não teria tido tempo para atingir os 4%. Já estaria na rua com pesados processos nas costas!

Pare pra pensar Brasil!

Tags: gestão pública, administração, política, falência, corrupção ativa e passiva, esquemas e fraudes, Desvio de fundos, fraude administrativa, CEO, gestor, concurso público, Saulo Valley, O Observador do Mundo,

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