terça-feira, janeiro 10, 2017

Brasil à beira do Apocalipse é empurrado para o abismo por seus dirigentes

A crise na segurança pública não é de agora. Assim como o modelo, as leis e o regime prisional estão ultrapassados, a política como um todo já não atende aos interesses do país, mas velhas raposas lutam com todas as forças para continuar manobrando o Brasil para se beneficiar - Continue lendo:


By Bob Jagendorf [CC BY 2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/2.0)], via Wikimedia Commons

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 10 de Janeiro de 2017

 A cadeia não é mais solução para corrigir o detento há décadas, mas as pessoas se apegam ao que se acostumaram. É melhor e mais confortável do que buscar, estudar, pesquisar, discutir e implantar mudanças e atualizações.

Se antes a prisão de um criminoso servia como punição, hoje serve como promoção. Um verdadeiro paraíso, um reconhecimento público, uma premiação por seus crimes praticados contra cidadãos de bem, tudo porque o sistema carcerário no Brasil é uma verdadeira indústria.
Quando um preso adentra ele tem que se adaptar à nova realidade, mas as regras são as mesmas das ruas, até porque quem gerencia o crime organizado está lá dentro.

Daí então o novo preso que já havia escolhido o seu lado quando estava nas ruas, agora precisa se aglomerar. Ele entrará para a galeria dos mais bem sucedidos criminosos, se fizer conforme mandam seus chefes. Dentro da cadeia o criminoso tem trabalho. Ele deverá atrair novos negócios ou captar novos recursos financeiros para a organização. Além disto há uma distribuição de tarefas internas e os presos trabalham para proteger seus líderes se possível com a vida.

Lá dentro os maiores beneficiários são os criminosos. São eles que lucram com os serviços prestados pelas diretorias corruptas dos complexos e seus agentes. São eles que lucram com a prestação de serviços prestados por juízes, promotores, advogados criminalistas entre outros.

A estrutura é muito grande e muito cara, mas enquanto houver trabalhador neste país, enquanto houver dinheiro e pessoas compráveis, a manutenção do crime organizado será barata sempre!
O capital do crime organizado pode ser comparado com o capital movimentado por grandes organizações religiosas. As igrejas levantam um mundo de dinheiro sem fiscalização, registros ou impostos, assim como o crime organizado o fluxo de caixa é algo que não pode ser calculado.
E tanto o crime organizado quanto as igrejas retiram maior parte de suas receitas da classe trabalhadora. São raras as vezes que se ganha grande volume de dinheiro de uma só vez. O que sustenta qualquer grande organização é o pinga-pinga. Aquele dinheiro que entra todo dia o ano todo sem que hajam grandes sacrifícios. Por esta razão crescem o chamados "pequenos crimes".   Assaltos a comércios, roubo a pedestres, venda de drogas no varejo, venda de munição, locação de armas, franquia para instalação de bocas de fumo...

Como este negócio se mostra cada vez mais crescente e rentável para seus investidores, a melhor estratégia a ser colocada em prática é a derrubada das barreiras que limitam os incalculáveis lucros da organização. Para isto o crime organizado conta com autoridades em todas as esferas e estas alianças não são novas. Elas são bem antigas e há uma infinidade de autoridades que enriqueceram apenas prestando serviços extra para o mundo do crime. Não escapam policiais nas ruas, delegados, prefeitos, governadores, deputados, senadores, ministros, presidentes e até ex-presidentes da república e partidos. No mundo inteiro esta onda de enriquecimento ilícito vem sendo liderada pela própria cúpula dos governos e o que se vê hoje é o colapso generalizado do sistema. Não só do sistema prisional, mas de todas as estruturas que envolvem a política e a segurança pública hoje.

Antes que o Brasil se torne uma filial do México, da África ou do Iraque, algo tem que ser feito e este excesso de corrupção tende a sobrecarregar o MPF (Ministério Público Federal) em Curitiba, já que em Brasília só se trabalha para proteger os interesses deles mesmos.   Agora cabe ao Brasil reagir ou se deixar empurrar para o mais profundo inferno ardente. Seus recursos estão sendo roubados de modo sistemático e generalizado há muitas décadas, e estamos chegando ao ponto de racha. Tudo depende de como o país vai reagir a tudo o que tem acontecido ao longo destes dois piores anos destes 30 anos de "democracia".

O Brasil não pode contar só co a Lava-Jato, ele tem que ser fiscalizador, tem que brigar, gerenciar, fiscalizar e administrar de agora pra frente antes que nada mais possa ser feito, e estamos numa zona perigosa e permanecer neste estágio só irá aprofundar as desesperanças e o caos, devida à total inércia deste povo.

Precisamos mudar o país ao invés de exigir mudanças. 


Tags: política, corrupção, sistema carcerário, prisão, delegacia, cadeia, presos, valores, justiça, governo, Saulo Valley, O Observador do Mundo, 

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