sexta-feira, dezembro 16, 2016

Síria: Emboscada iraniana captura 950 civis do comboio de Aleppo

Ativista síria confirmou nesta manhã de sexta que 950 pessoas que estavam no comboio de civis retirados da região sitiada de Aleppo, foram presas por milícia iraniana que aguardava fora da cidade em uma emboscada - Continue Lendo

Cercadas por canhões apontados para dentro, as cidades rebeldes são bombardeadas incansavelmente há quase seis anos sem que a ONU intervenha.

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro 16 de Dezembro de 2016

Nosso contato em Aleppo afirmou ainda que dos mais de 60 mil habitantes que estavam escondidos nos escombros da cidade antiga de Aleppo, apenas cerca de 3 mil foram "liberados" para ocupar os 20 ônibus num comboio que supostamente os levaria para longe dos bombardeios do regime sírios, mais precisamente na região rebelde de Iddlib.

Em uma entrevista ontem, o presidente sírio parabenizou os populares que foram retirados de Aleppo mas..

Como prevemos no artigo anterior o acordo de trégua era falso e pela segunda vez os refugiados foram atacados com armas de fogo. Na primeira vez antes de acessarem os ônibus estacionados fora de Aleppo.

Na segunda vez já longe de Aleppo o comboio foi atacado por forças iranianas à serviço de Alassad deixando 4 passageiros mortos e outros três feridos.

Possivelmente o Regime tentará matar os que restaram em Aleppo e em seguida fechará a cidade de Idlib e repetirá a mesma tragédia.

Lembrando que em 1982 Hafez Assad, o pai de Bashar AlAssad matou (em 15 dias) todos os 45 mil habitantes remanescentes da tentativa de libertação do pesado regime do clã Assad. Os rebeldes viviam em Homs e Hamá.

Após sua morte Bashar Alassad assumiu o governo da Síria e com crueldade infinitamente maior que seu pai. Desde o início da revolta em Março de 2011, Assad já matou mais de 400.000 pessoas e se prepara para (com a ajuda da Rússia e Iran) superar seu pai mais uma vez exterminando toda oposição, isolando-os em cidades e destruindo-os com pesado poder de fogo e ajuda das milícias estrangeiras contratadas como Hezbollah e milícias iranianas.


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