sábado, novembro 05, 2016

Vergonha: Polícias do Rio esmolam depois da ostentação dos Jogos Olímpicos Rio2016

O Rio de Janeiro ostentou. Abusou dos gastos e quebrou. Deixou os mais básicos dos recursos escaparem por entre os dedos e.. fim de festa - É hora de passar vergonha - LEIA MAIS!

Upp Morro do Alemão - Creative Commons via Wikipedia
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2016

A falência do Estado do Rio tem sido uma tragédia comparável com a falência venezuelana. Tudo isto porque será?

Quando o país se inscreveu para concorrer e sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, vivíamos uma crise reflexo dos governos passados, que não combatiam a corrupção política e eram verdadeiros cabides de emprego e fortuna.   Em consequência desdes abusos o socialismo foi colocado no poder por opção do povo que focou a maioria dos votos num candidato de esquerda em rejeição ao histórico fracasso que se mostrou o PMDB e PSDB. Deslumbrando as riquezas que envolviam as relações do Brasil com o mundo, os socialistas apostaram que o Rio de Janeiro poderia se adaptar para merecer sediar estes tão importantes eventos esportivos e, para receber tantas delegações estrangeiras e líderes internacionais o Rio decidiu que a polícia se faria presente nas comunidades como forma de inibir a larga exibição de armas pesadas.

A primeira operação se deu no Complexo do Alemão. Tecnicamente impensável que uma mega operação militar conjunta com a Marinha do Brasil resultasse apenas na queda intencional de um helicóptero militar, a apreensão de um punhado de armas enferrujadas, enterradas, de pequenos calibres, fora de uso e a escapada de mais de 600 traficantes e seus líderes.

Daí a explicação era que a estratégia da Segurança Pública consistia em evitar o confronto direto e ocupar permanentemente as comunidades (Diga-se de passagem um contingente médio de um grupo de combate ( 9 unidades) pra controlar um complexo com mais de 440 mil habitantes, como é o caso do Alemão)..

Estratégia burra que só poderia fazer o crime organizado deixar o morro pra atuar nos bairros, transformando os subúrbios e Zona Sul em domínio controlado por facções. UPPs criadas para "proteger" turistas incentivados pela propaganda do Estado a visitar seus becos e vielas como se fossem memoriais. Um Salve a pobreza! Resultado: o turismo só acontece nas comunidades com autorização expressa dos traficantes. Arranjamos uma nova atividade para o crime organizado!
Facilitamos a relação entre grandes organizações comerciais e financeiras com as Associações de moradores das favelas. Ou seja: Ninguém grava um vídeo numa comunidade sem pagar uma cota de algumas centenas de milhares de reais à associação ou ao presidente dela.

Os postos das UPPs vivem cercados de inimigos fortemente armados muitas vezes pelos próprios policiais. As UPPs só servem pra matar soldados, deixar famílias de luto, consumir recursos públicos excessivamente, elevar tensão nas comunidades e transformar bairros em favelas.

Outra atividade que explodiu nos índices das polícias foi a punição de policiais por crimes e associação com o crime organizado. Isto já era de se esperar. Um verdadeiro comandante deve proteger seus liderados e não criar estratégias de extrema exposição de suas unidades, como é o programa das UPPs. Falta ao comando das polícias ler o manual "A Arte Da Guerra" do General chinês Sun Tzu!

..Ou quem comanda as polícias trabalha apenas como acumulador de recursos para si mesmo sem qualquer escrúpulo com suas tropas e a população.

Tanto que sete anos depois as estatísticas da PM revelam que o número de armas de guerra apreendidas aumentou exponencialmente. Agora vemos mais uma vez a polícia dizer que está mal aparelhada, etc etc blá blá blá blá. Os mesmos argumentos usados antes das UPPs.

A falência do Estado do Rio não é pela falta de recursos que movem nossa região. A politica se tornou o reduto de todo aquele que sonha enriquecer em demasia sem qualquer esforço e ao mesmo tempo adquirir poder.

Não existe legitimidade neste projeto que prometia "ocupação das favelas" mas só conseguiu ocupar containers fedorentos, mal instalados e isolados nas entradas das favelas. Os frutos desta obra são: Cabines de segurança transformadas em prostíbulo, canal de comunicação entre o crime organizado e a corrupção política, e esconderijo para soldados acuados, despreparados, praticamente desprotegidos, desarmados e desamparados pelo Estado e uma caixinha de "tiro ao alvo" para traficantes.

Já dá pra imaginar que a situação da polícia é tão desesperadora que logo a nova estratégia da Segurança Pública será enviar recrutas aos transportes coletivos com cofrinhos de metal gritando:

"Eu poderia estar roubando, matando, aceitando propina.. Mas venho aqui humildemente pedir a sua ajuda para o nosso batalhão.."

Perguntas finais:

Como o Estado pretende manter as dispendiosas UPPs sem sacrificar vidas, sem humilhar os soldados nem criar maior exposição destes profissionais às tentações do crime organizado?

Treinar soldados para os entregar aos cuidados do tráfico não poderá acabar sendo o maior legado do sistema das UPPs, além das milhares de vítimas de balas perdidas?

Tags:
Crime organizado, UPP, polícia militar, polícia civil, corrupção, gestão pública, Estado, favela, comunidade, saulo valley, O Observador do Mundo, segurança pública, Rio,

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