sábado, novembro 26, 2016

Brasil: O governo insustentável de Michel Temer

O Brasil hoje vive o início de uma nova crise moral e ética na política em menos de seis meses desde o último vexame. Tristes acontecimentos que deixam o país instável em função do apego à corrupção ou enriquecimento ilícito generalizado de membros do governo - Continue Lendo:

O presidente Lula participa da convenção nacional do PT, que confirmou a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff à Presidência da República e Michel Temer (PMDB) como vice na chapa.Data13 de junho de 2010 Origem Agência Brasil Autor Valter Campanato/ABr

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 26 de Novembro de 2016

O frágil governo Temer já provou que não tem base pra chegar até as eleições presidenciais programadas para 2018. Este momento político que o país vive na verdade não deveria ter este nome, na verdade. Isto porque o momento agora é de esvaziar a política de corrupção e desvios internos, ações criminosas orquestradas pelo governo, quase sempre com ordens ou concessões que partem da presidência da república até refletir na vida do povo e nossas empresas.

Enquanto o país se esforça de mãos dadas para sair do atoleiro que se viu metido, depois de 13 anos de corrupção institucionalizada pelos partidos comunistas.. Nosso governo levanta a poeira do combate à corrupção trazendo à luz crimes políticos e desvios praticados por partidos comunistas, seus opositores.

Na verdade este esforço, apesar de ser bom para o país também revela que a administração Temer busca maior autoproteção, imunidade para seus aliados e partidos. Como se sabe "o ataque é a melhor defesa", e atacar a oposição e expô-la é a melhor forma de manter seus próprios crimes nas sombras.

A prova disto é que o próprio governo e seus principais líderes, os mesmos que lideram setores de combate à corrupção como o CGU, o PGR etc são incapazes de apoiar unanimemente a PL anticorrupção proposta pelo Ministério Público Federal.
Sabe-se a razão:

Eles jamais votariam cegos à favor de suas próprias condenações.

Se já estão assinando atestados coletivos de culpa como ainda estão no governo?

Porque são protegidos por lei. As leis que eles mesmos criam pra escravizar o país e mantê-los intocáveis.

Daí já se tem a noção que enquanto o presidente Temer se esforça para blindar seus corruptos mais íntimos, também se protege da condenação futura.

Mas este tempo esta por acabar. O Brasil já sabe que o governo Temer não tem bases limpas de corrupção, muito menos se manterá intocável o próprio presidente em exercício.

Na última sexta o encontro entre Temer com lideranças do PMDB e PSDB deixou claro que estas cúpulas estão se blindado através de acordos e pactos de fidelidade. Há quem diga que a proposta do encontro é preparar o caminho para que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assuma o país em caso de Temer ficar impedido.

 Por outro lado o governo Temer tem visto seus homens de confiança serem demolidos por investigações federais, acusações recheadas de provas de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Temer já sabe que seu governo provisório quase não tem força pra durar até o primeiro trimestre de 2017.

Em meados de Junho vimos a correria que foi para o Planalto proteger seus ministros e aliados da operação Lava-jato que investiga crimes financeiros contra estatais petrolíferas e os cofres públicos. Menos de 4 meses depois o Planalto ( agora com sua equipe de trabalho completamente renovado) vive o mesmo pesadelo. Tudo porque os corruptos que estavam no poder eram os mesmos, apenas trocaram de lugar, fazendo um rodízio dos partidos. Observe que um protege o outro através de criação de novas leis ou proibição de entrar em vigor leis reguladoras que impedem a prática edêmica da corrupção.

Tempo novo

Hoje vemos que a revolução tecnológica, as profundas e devastadoras crises dos mercados internacionais estão exigindo um postura mais profissional e firme de toda comunidade política global. Mas aqui no Brasil não há política séria.

Então assim como toda profissão tem seu período de reciclagem, renovação e adaptação à real nova demanda mundial, temos que mudar o país. Precisamos construir um mundo melhor, mais sustentável, mais seguro e mais equilibrado. É imperativo e o tempo hábil está se esgotando!

Não podemos mais deixar meia dúzia de pessoas engravatados saquear os cofres do governo, das estatais e de cada trabalhador para guardar para sí em algum paraíso real ou virtual.



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