sexta-feira, setembro 02, 2016

Política - O Brasil dividido por 3 gerações em conflito de interesses

A política nacional tornou-se o maior entrave para o desenvolvimento do próprio país. Ao invés de meios de solucionar os problemas, uma avalanche de desvios de finalidade, objetividade é praticada todos os dias pela comunidade política. Na arquibancada desta batalha pra lá de pessoal, três gerações de expectadores esperam que seus anseios sejam atendidos. Quem são estes?

Generations - Domínio Público

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2016

Cenário atual

A crise política nacional tem sido motivo de numerosos escândalos veiculados sucessivamente pela mídia oficial. Cada denúncia de abuso cometido por um destacado político ou grupo, acaba exigindo decisões agressivas para dar fim à crise e estabilizar a nação. Só que à cada nova solução adotada, um novo escândalo se revela. Tudo porque estamos vivendo num momento de completa falta de credibilidade política e administrativa. Perda de legitimidade que atinge em cheio a presidência da república e se estende por várias cúpulas do poder legislativo, executivo e judiciário.

Um cenário tão agressivo que líderes políticos controlam seus departamentos como se fossem verdadeiros cartéis ( se é que não o são). Estes se organizam, se dividem e se digladiam, com o objetivo claro de monopolizar o estado para fins e interesses próprios.

No meio desta guerra partidária, há 3 gerações separadas em opiniões e anseios.

1) A Geração do Populismo

Numa ponta está a geração que vive no tempo das liberdades sexuais e sociais. A geração jovem, já acostumada a ter mais direitos que leis proibitivas. Geração já habituada a interpretar o mundo conforme sua própria imaginação. Mundo este que ela mesma quer controlar. Liberdade esta que por sinal parece-lhe um ambiente bastante favorável pra viver pelo resto de suas vidas.
Estes jovens e adolescentes são pró-che-guevara e filhos do chamado populismo, a linguagem de governo praticada por países socialistas-comunistas, objetivando conquistar apoio popular com infinitas concessões para o povo, sem que haja limites para sua manutenção. Para esta geração, o afastamento dos partidos vermelhos do poder, pode significar o fim de um "sonho de liberdades".

2)  A Geração do Capitalismo

Mas no meio das expectativas populares está o povo que aprendeu a viver na era do consumismo material, cujo valor está nos bens adquiridos e nas riquezas. A cultura do "Você é o que tem". Para estes, a experiência com o regime populista trouxe muitas decepções e esta geração quer de volta a vida que tinha antes dos 13 anos de governo petista. Estes são pró-america e esperam ter de volta suas vidas quando antes ninguém se importava com os pobres, exceto eles mesmos. Estes são pais e seus filhos são parte da geração populista.

3) A Geração do Militarismo.

Lá trás está a geração madura de quem viveu na era do militarismo. A maioria é de militares ativos ou reformados e seus respectivos conjugues. Para esta geração, o mundo precisa de ser ajustado nos padrões da igreja tradicional e das leis rudimentares das forças armadas. entendem que a solução para a crise moral, política e social está contida no domínio militar, tornando as leis constituintes a base para solucionar os conflitos das gerações livres, capitalistas e futuras.

São muitas expectativas conflitantes para um só governo atender. Dividido, rachado e vendo a volta do desentendimento e a intolerância entre amigos, parentes, casais, colegas de classe e políticos, o país precisa de um ser ou grupo que seja o conciliador de todas estes conflitos. Um pacificador. Cenário este muito propício para guerras civis e outros tipos de conflitos violentos.

O Brasil precisa de abolir o radicalismo e o egoísmo de suas idéias e começar a praticar verdadeira democracia. Não a democracia dos que querem sitiar e controlar o governo, as leis e seus recursos para si. O Brasil precisa de uma geração que queira recuperar o amor comum, o respeito às idéias e pensamentos uns dos outros, o respeito aos recursos públicos e que defenda a necessidades de atender os mais humildes como parte da sociedade como um todo.

É hora de unirmos nossas forças e contribuirmos por um país mais habitável e mais humano, ao invés de cada um buscar retirar a parte que lhe interessa.

Pensemos nisto enquanto temos tempo.

Tags

gerações, corrupção política, política, CRISE, militarismo, capitalismo, populismo, comunismo, consumismo,  ditadura, democracia, entendimento, diálogo, Saulo Valley, O Observador do Mundo, 

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