domingo, setembro 04, 2016

Pedalas Fiscais são legitimadas pelo Senado após impeachment de Dilma Roussef

Dois dias após o impeachment da presidente Dilma Roussef com base em suas "pedaladas fiscais", consideradas crime administrativo pelo Senado Federal, uma nova votação descriminaliza a prática para favorecer o atual presidente Michel Temer, até quando?  - Continue lendo:

Por Saulo Valley - O observador o Mundo - Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2016

Coroa, catraca, roda e pedais de bicicleta - Joaosa Creative Commons


O Brasil vive uma crise presidencial sem limites. Se a presidência da República se tornou um verdadeiro front de batalha por interesses que atendem a poucos e poderosos mortais, a presidência do Congresso Nacional, do Senado Federal e do STF não tem sido diferente.

Homens comuns, que se tornam lendários e poderosos ao assumir o cargo mais elevado de cada uma das casas que representam os 3 poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

A força destes homens já se mostra claramente hoje em dia, quando muitas de suas decisões acabam parecendo completamente independentes e pessoais, sem qualquer compromisso com a constituição brasileira. Aliás, nestes ambientes parece ao povo que pouco representa uma constituição estabelecida como base de conduta e decisões.

Avalanche de políticos fichas-sujas parece crescer à cada dia. As regras para barrar candidatos corruptos ou já envolvidos em processos judiciais e criminais, parece não resolver muito, já que nas presidências dos três poderes e da República são mantidos homens e mulheres que respondem por muitos crimes contra os cofres públicos, entre eles lavagem de dinheiro e corrupção. 
Quebra de decoro parlamentar pra ser crime, depende só do ponto de vista do interesse de quem julga.

Pergunta: Porque ocupantes de cargos presidenciais no governo brasileiro, estão tão acima da lei, e porque seus poderes são tão amplos ao ponto de decidirem sozinhos quando uma prática fere a lei e quando não fere?

Sentados no trono do controle, reúnem seus conchavos e aliados para perto de si, a fim de garantir o máximo de vantagens, que atendam seus interesses, os interesses de seus parceiros e de seus investidores. Uma verdadeira bolsa de valores dentro de cada cúpula que representa os poderes do governo.

Numa Associação sem fins lucrativos, o presidente é sempre a pessoa que representa a organização, mas não tem qualquer poder de decisão. Seus passos dependem da aprovação dos seis membros desta diretoria. Porque não repetimos esta regra em níveis mais elevados do governo?

Porque um presidente de partido como o PMDB pode acabar tendo tanto poder quanto um presidente de um dos três poderes? Porque detém maioria dos cargos do próprio governo em si.

Como um partido pode inserir 800 pessoas nos cargos mais elevados de um governo enquanto que outros podem não chegar a 10? 

Porque não há limites de participações por partido?


Chega um momento, que um presidente acaba exercendo ou impondo um verdadeiro regime, um cartel político que se estabelece acima da lei e dos interesses nacionais.

É nesta hora que um país sólido e forte é vampirizado e explorado ao extremo por forças tão poderosas que qualquer esforço nacional parece ser incapaz de retirar o pescoço de seus afiados dentes caninos.

O Brasil precisa encontrar uma forma de aniquilar estas facilidades de manobras e limitar os poderes de homens que sobem ao governo para dominar as estruturas do país para fins pessoais ou de alguns.
A justiça precisa ser não-politizada e o governo deste país precisa de funcionários que atuem de sua defesa, não em defesa de sua ganância!

Tags: corrupção, abuso de poder, Pedaladas fiscais, DILMA ROUSSEF, Michel Temer, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Saulo Valley, O Observador do Mundo, corrupção política, crise moral, 

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