quarta-feira, setembro 28, 2016

Índia e Paquistão tem tratado de paz ameaçado com disputa pela água

Crise entre Índia e Paquistão teve várias causas desde 1947. Hoje a disputa pelo uso das águas dos rios que passam pela Índia e passam pelo Paquistão ameaça a paz  mais uma vez entre os países - Continue Lendo:

The partition of India (1947)
Creative Commons via Wikipedia
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 28 de Setembro de 2016

Em 1947 quando o Paquistão e Índia Britânica se separaram no pós Guerra Mundial a ideia era que o povo muçulmano ficasse no lado paquistanês e os Hindus e Sikhs no lado indiano, mas a divisão de terra não foi acertada e do lado indiano restaram quase 1 terço da população islâmica o que ocasionou numa guerra sectária que pode ter matado entre meio milhão e 1 milhão de pessoas.

A guerra na região de Caxemira, como ficou conhecida foi o start para muitos outros atritos entre os dois países e hoje uma nova ameaça preocupa a comunidade internacional: O abastecimento de água.

No dia 18 de Setembro deste ano, um número de paramilitares rastejou sorrateiramente cruzando a fronteira que separa os dois países na região mais tensa de nome Caxemira, o foco de todas as guerras até hoje. Lá os invasores lançaram granadas no posto de guarda matando 18 sentinelas indianos. Houve tiroteio e 4 milicianos invasores foram mortos, mas no lado indiano, além dos 18 mortos outros 30 soldados ficaram feridos 10 deles estão ainda em estado bem grave. Possivelmente houve "troca de fogo amigo" devido a confusão gerada entre os guardas que retornavam e os que chegam em condição de reforço.

Imediatamente o governo indiano acusou o governo paquistanês pelo ataque. Este por sua vez negou a acusação e apontou milicianos de grupo radical islâmico como responsável pelo ataque.

No dia seguinte o líder do grupo radical que opera na região negou envolvimento na morte dos 18 soldados em Caxemira.

Irritado o líder indiano acionou aliados para rejeitar o painel "South Ásia Submit" planejado para ser realizado em Slamabad.

"O aumento de ataques terroristas transfronteiriços na região e crescente ingerência nos assuntos internos dos Estados membros por um país ter criado um ambiente que não é propício para a realização bem sucedida da Cimeira de 19 em Islamabad", Ministério das Relações Exteriores de Nova Delhi, disse em um comunicado.

 Índia ameaçou:

"A Índia possui um dos maiores exércitos do mundo porque não responder com fogo?"

A tensão gerada pela crise em Caxemira não para por aí. O fato mais alarmante é que os dois países possuem armas atômicas e o ataque ao posto militar pode provocar a quebra do acordo nuclear entre as partes.

Aliados do governo indiano decidiram então boicotar o encontro de cúpula programado para o dia 19. Citando o #HindusTimes como fonte que disse que países aliados buscam acalmar os ânimos do governo indiano solicitando que não use armas de guerra, mas que busque outras formas de castigar o Paquistão pela "humilhação" alegada pelo primeiro-ministro Narendra Modi.

A guerra das Águas

Apesar de todo conflito armado ou político que envolveu os dois países desde o pós-Guerra Mundial, o acordo de compartilhamento das águas dos seis rios que cruzam a Índia e abastecem o Paquistão nunca foi sequer arranhado. Mas segundo o atual governo, a melhor forma de fazer o Paquistão pagar pelo ataque é o interrompimento no fluxo de pelo menos três rios que abastecem o vizinho complicado:  Chinehab, Indus e Jhelum.

By Ijazurrehman1970 - Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=40356749
De acordo com o #HindusTimes o "Tratado de Água do Indo" entre os países reza que o Paquistão deve usufruir de pelo menos 20% das águas que jorram da Índia (Equivalente a 1,3 milhões de Acres) mas que com a paz estabelecida o país se utiliza de cerca de 800 milhões de Acres.

O governo indiano estuda uma forma de desviar estes recursos hídricos à fim de levar adiante sua vingança. A mesma fonte revela que a crise das águas já vem de anos anteriores a 2010 quando ambos decidiram construir represas hidrelétricas, sendo que o Paquistão já desenvolve seu projeto em parceria com o governo chinês, que por sua vez destacou a Caxemira como "importante para os dois lados e que ao longo da história os governos sempre souberam resolver por meio de políticas e o diálogo.


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Índia, paquistão, água potável, rios, guerra, conflito, tensão, crise internacional, invasão estrangeira, ataque, Saulo Valley, O Observador do Mundo, Caxemira, 

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