terça-feira, março 29, 2016

Síria no plano B da Islamização radical do Oriente Médio

Palmyra, A cidade antiga da Síria que sobreviveu por cerca de 3 mil anos foi vastamente bombardeada pelo próprio regime sírio em 2012 durante a revolução árabe.

Por Saulo Valley, O Observador do Mundo


O que eu sei hoje (como observador do Mundo) é que a "Primavera Árabe" na verdade era um esforço da comunidade islâmica radical para controlar e unificar todo o Norte do Oriente Médio por meio da instalação de um Califado Islâmico. Para isto seria necessário derrubar reis, presidentes e ditaduras, ou simplesmente ocupar a região Norte destes países e transformar em "estados independentes, até que fossem unificados".

Em 2011 encontrei um mapa do Oriente Médio em que toda região Norte aparecia como um único Estado, e sem as fronteiras originais. Dava a entender que se tratava da democratização do Oriente Médio. Mas hoje os sinais são bem claros que se trata da islamização dos países com religião mista como o Egito, a Síria, Israel, Turquia, Líbia, Catar.. Até o Marrocos e o Iran entraram nos planos da "Revolução Árabe" mas nestes países os focos de oposição foram exterminados ou dispersos.

Hoje muitos destes lugares foram submetidos ao controle ou aos ataques do Estado Islâmico. Quem está no comando desta revolução simplesmente usou o povo (que ansiava por um governo democrático ao estilo Europeu), para derrubar vários ditadores,  entre eles Hosni Mubarak do Egito, Muammar Kadafi da Líbia..

Mas em nenhum destes casos os radicais islâmicos conseguiram permanecer no poder, mesmo elegendo presidentes laranjas. Isto porque a Irmandade Muçulmana já tentou uma outra "Primavera Árabe" mas onde governou deixou marcas de um regime de sangue.

Deste tipo de governo é o que a população árabe está querendo escapar.

Por "coincidência" todo este ambicioso plano põe todos os grupos radicais islâmicos na mesma linha de pensamento que Osama Bin Laden que dizia:

"Meu sonho é expulsar os infiéis das terras dos fiéis e estabelecer o Califado Islâmico".

Agindo do mesmo modo está o Alqaeda, Estado Islâmico, AlShabab e o Boko Haram entre outros. Com a dificuldade que se mostra para dominar o Oriente Médio os radicais islâmicos optaram pelo plano B:

Dividir ou Controlar todos os países onde a metade ou a maioria seja de religião islâmica. Isto põe a Europa no centro estratégico do Califado.


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