sexta-feira, março 25, 2016

Dilma quer ajuda estrangeira pra não deixar o poder

Sem força política e jurídica Dilma Rousseff busca socorro internacional para se manter no cargo que não exerce - Confira:


Foto: Ricardo Stuckert/PR Agência Brasil via Wikipedia
Creative Commons

Por Saulo Valley Notícias, O Observador do Mundo, Rio de Janeiro, 25 de Março de 2016

No dia 23 (há dois dias) um estranho comunicado batizado de "Diálogo com a Sociedade Civil"  foi reportado. Uma correspondência interna distribuída para todas as embaixadas brasileiras à partir do Ministério das Relaçoes Exteriores,  alertando que o governo Dilma estaria sendo vítima de um golpe político.

No mesmo dia o Itamaraty distribuiu novas mensagens pedindo que as embaixadas desconsiderassem o primeiro comunicado.

Mas a informação veio à público e a oposição notificou que queria explicações sobre a ação.

O Itamaraty apontou o ministro Milton Rondó Filho como responsável pelos dois envios na manhã daquele dia. Também anunciou que o diplomata foi "admoestado" e perdeu o direito de enviar correspondências.

A ação foi vista com desconfiança já que se deu no momento em que Lula se vê obrigado a seguir sem foro privilegiado para enfrentar as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público de Curitiba.

Ao mesmo tempo o Congresso Nacional liderado pelo Deputado Eduardo Cunha prepara a comissão que votará o Impeachment da presidente sob acusação de improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Como se não bastasse no mesmo dia, o Jornal O Globo notificou que durante a visita do presidente Barack Obama à Cuba, foram distribuídas cartas com 3 páginas escritas em inglês, alertando que Dilma estava sendo vítima de "Golpe Político".

As ações desesperadas que parecem orquestradas pelo Planalto vão confirmando as suspeitas em função dos passos seguintes de Dilma Rousseff:

No dia seguinte (24) ela tem um encontro com jornalistas de 6 agências internacionais de notícias. Neste encontro a presidente se esforça para convencer à mídia estrangeira que está (mais uma vez) sendo vítima de golpe e que nunca vai renunciar, alegando não ter cometido qualquer crime que a torne merecedora de Impeachment.

Mas a imprensa internacional se limitou a publicar o que foi conversado no encontro sem dar muita ênfase ao chamado "Golpe", ao contrário relembrando o massivo pedido de renúncia e Impeachment feito por mais de 6 milhões de brasileiros nas ruas do país no dia 13 deste mesmo mês.

Ao mesmo tempo que Dilma busca atrair a atenção internacional para os problemas internos de seu governo que não consegue resolver, a presidente teve uma dura resposta:

Após seu encontro pouco comentado entre jornalistas estrangeiros, a poderosa revista Fortune publica que o Juiz Sérgio Moro (que lidera as investigações da operação LavaJato por bilionários desvios financeiros da multinacional Petrobrás),  foi eleito o 13° homem mais influente do planeta e a 50a personalidade do mundo.

No mesmo dia a Polícia Federal revela que possui planilhas encontradas durante um mandado de busca nas dependências da construtora Odebrecht. As autoridades disseram que as planilhas revelam que há pelo menos 200 nomes de políticos na contabilidade das propinas envolvendo a Odebrecht em financiamentos ilegais de campanha, atingindo em cheio o Marcelo Odebrecht, ex-presidente da companhia que já se encontra cumprindo pena de 19 anos por corrupção e lavagem de dinheiro nesta mesma operação.

Cada vez mais perto de Dilma Rousseff, as investigações já revelam um bilionário esquema de caixa 2 para as campanhas eleitorais de Lula, Dilma e outros políticos.

O esforço mais recente de Dilma foi anunciado novamente pelo jornal "O Globo" que apontou que Dilma Rousseff garantiu que conversará com o presidente americano Barack Obama sobre a tentativa de "golpe político, que segundo ela está em andamento no país.

Esta declaração veio um dia depois que o presidente americano, em sua visita à Argentina, disse:


"Esperamos que o Brasil possa resolver sua crise política de maneira eficaz", apontando ainda que o país possui "uma democracia madura, com um sistema forte que lhe permitirá prosperar e ser o líder que precisamos", afirmou.

A internacionalização dos problemas internos do governo Dilma pode ter começado no dia 21 deste mês, quando o presidente boliviano Evo Morales declarou:

"Esperamos que através de vocês da mídia possamos ouvir alguns presidentes da América do Sul. Devemos fazer uma reunião de emergência da Unasul no Brasil para defender a democracia no Brasil, vamos defender a companheira Dilma, para defender a paz no Brasil, para defender o companheiro Lula e todos os trabalhadores " , disse ele.

O que se pode estranhar é que até agora não vemos sinais de que Dilma tenha pedido ajuda ao BRICS. As forças armadas estão ainda mais atentas nestes dias agitados como estão.

O mais intrigante que apesar de se esforçar pra se manter na cadeira presidencal,  Dilma já não governa há muito e suas ações estão concentradas nas defesas própria,  de Lula, de ministros e aliados incriminados em investigações federais.

É sabido que Dilma abandonou a atividade presidencial e que a tentativa de nomear o ex-presidente Lula ao cargo de ministro chefe, seria para que ele governasse em seu lugar (sem ter sido eleito e mesmo sendo alvo de voraz investigação de corrupção e lavagem de dinheiro), em troca ambos estariam protegidos pelo foro privilegiado.

Dilma ainda é um recorde de rejeição popular. Ela detém 93% de rejeição nacional ao seu governo e à cada discurso mais brasileiros desligam os televisores, se manifestam em panelaços, buzinaços e chingamentos.

Acredita-se que seu maior interesse em se manter no governo, mesmo com tantas provas criminais de sua trapaças na última campanha que a reelegeu, seja para se manter imune enquanto o poder Judiciário faz devassar na vida de pessoas ao seu redor. Pelo menos uma dezena delas já está presa.

Outro indicador oposto à permanência de Dilma no cargo é o sacrifício da vida do país que com a paralisação do mercado financeiro retrocedeu economicamente pelo menos 30 anos.

Paralisia que mais se assemelha aos países em conflito armado. Por exemplo a situação econômica do Brasil hoje é pior que a Ucrânia que está em parte dividida em conflito armado numa tentativa russa de anexar o país por meio de estratégias de guerrilha.

Discursos inflamados do governo estão levando admiradores a ficar cada vez mais violentos, inclusive sob ameaça de ataques armados a autoridades e civis por parte do próprio ex-presidente Lula e líderes de entidades ligadas ao governo.

Mesmo diante de todas as ameaças o povo brasileiro está decidido a lutar pelo fim da ditadura de miséria e corrupção do "Partido dos Trabalhadores " que deixou claro que governa nem para os ricos, nem para os pobres, mas para os criminosos.

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