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Entenda o que é terrorismo e como o Brasil interage com ele - O Observador do Mundo

Eles deixaram a guerra para viver em paz, mas ao ouvir "a voz de Deus no chamado da Jihad", reacendem a chama que há dentro de cada um para realizar missões das mais cruéis - SAIBA MAIS

Por Saulo Valey - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 17 de Jan de 2016 - As 18:53 GMT-3

Decidi escrever este artigo após ver pessoas se dizendo especializadas no assunto, descrever o terrorismo como uma atividade puramente ligada ao islamismo. Mas aqui hoje você vai saber o que é o verdadeiro terror:

World Trade Center - Mais de 2600 mortos - foto cedida por slagheap WTC 9/11/2001 - Ground Zero, New York City, N.Y. (Sept. 16, 2001) -- A lone fire engine at the crime scene in Manhattan where the World Trade Center collapsed following the Sept. 11 terrorist attack. Surrounding buildings were heavily damaged by the debris and massive force of the falling twin towers. Clean-up efforts are expected to continue for months. U.S. Navy photo by Chief Photographer's Mate Eric J. TIlford. (RELEASED)
Falar de terror não é fácil. Uma palavra errada e você pode se tornar alvo de milhares de furiosos jihadistas no mundo inteiro. Você ainda pode acabar ofendendo a comunidade islâmica e a coisa ficar ainda complicada, porque não se brinca com a fé das pessoas. Quanto mais apaixonados são os religiosos em sua fé, mais sensíveis se tornam a ataques de críticas e discriminação.

A verdade que o Brasil é um verdadeiro paraíso. Um oásis, daqueles que se vê em miragens repentinas pelos viajantes dos áridos desertos do Oriente Médio. Um paraíso que muitos árabes sonham alcançar, mas as dificuldades e distância são ainda maiores que achar uma simples fonte de água num deserto escaldante.

Eles sonham ver o mar. Sonham com a vida pacífica e quase secular, peculiar das grandes metrópoles, mas ao mesmo tempo muitos buscam as pequenas cidades no interior dos estados para viver quase como fazendeiros. Eles buscam levar vidas tão comuns quanto qualquer um de nós, e ainda querem a oportunidade de se reunir com seus conterrâneos nas mesquitas oficiais ou nas casas de seus compatriotas mais chegados.

Aí a mídia ou um monte de pessoas ignorantes começa a fazer você pensar que todo árabe é terrorista. Então eles acabam tendo que viver meio que afastados do mundo secular, como tentando viver entre nós sem chamar atenção para suas existências.

Mas o Brasil ainda não entende esta matéria. Razão pela qual me sinto responsável, e no dever de ajudar no entendimento de quem, o que e quando faz o terrorismo se tornar uma realidade. Por isto começo com um esclarecimento de que árabes não são terroristas e que qualquer pessoa de qualquer nacionalidade pode se alistar numa milícia islâmica radical e sair por aí explodindo tudo consigo junto.

Por falar em mistura, tanto na África no Norte quanto no Oriente Médio todos os que não são muçulmanos são chamados de cristãos, ao passo que aqui há uma grande ruptura entre as religiões cristãs. Isto faz com que por exemplo, quem é cristão católico não deva ser chamado de (por exemplo) "evangélico" ou "protestante" nem vice-versa.
Assim árabes, muçulmanos e terroristas não são obrigatoriamente as mesmas pessoas, mas podem ser... Assim como qualquer um de nós podemos.

O "terrorismo" em si é um ato e não uma nacionalidade. Apesar de ser muito praticado no Oriente médio, na África e até na Europa, a atividade está mais ligada aos negócios criminosos e até políticas sujas. Às vezes por políticos que não se conformam com os resultados das urnas...

Radicalização islâmica

Por outro lado existe a realidade por trás da islamização radical. O islamismo radical é a justificativa para a implantação de uma organização capaz de formar homens dispostos a morrer em nome da disseminação do mesmo tipo de islamismo e consequentemente a implantação da Sharia (sistema de governo islâmico radical que substitui a constituição com base no Corão).  Aí sim. Estamos falando de terror generalizado, até para muçulmanos moderados. Países como o Marrocos, o Irã e a Arábia Saudita se mantém na linguagem mais conservadora do islamismo. Os dois últimos sustentam regimes de governo paralelos à Sharia, onde a constituição pode ser sobrepujada pela lei religiosa, dependendo da interpretação da autoridade suprema no país, e de caso para caso.

Jihadistas Radicais

Muitos destes soldados de Alah sacrificam suas vidas para que o nome do profeta Mohamad seja reverenciado de modo literal e irrevogável. Por isto a implantação do islamismo radical acaba permitindo automaticamente que seus heróis morram para exterminar pessoas que não são fiéis a Alah e seu profeta. Esta era a base de ação de Osama Bin Laden. Como ele a maioria das milícias radicais. No caso da implantação do islamismo radical, a maioria dos grupos atua no norte dos países que pretende ocupar. Assim que conquistarem o Norte, estabelecerão um califado islâmico e dominarão tudo por meio da Sharia. Quando este momento chegou ao Sudão, foi feito um referendo e o país acabou se dividindo em dois. Assim como o continente africano: Muçulmanos ao Norte e Cristãos ao Sul. Hoje com 60% de muçulmanos e 40% de Cristãos (católicos e protestantes) a Nigéria vive este momento onde há muito derramamento de sangue. O grupo radical Boko Haram é a entidade islâmica determinada a islamizar o Norte do país. Ele é patrocinado pela metade dos políticos no poder, tem apoio da população muçulmana e hoje sabe-se que Haram é liderado pelo General de Exército regular do país.

Para chamar atenção a maioria dos ataques terroristas são centrados em marcos e monumentos históricos, centros financeiros (como World Trade Center) e locais com uma variada quantidade de pessoas de nacionalidades diferentes. Depende da razão da mensagem que os terroristas querem enviar.

Na Turquia o terrorismo tem duas caras. 

A primeira está ligada ao Partido dos Trabalhadores Curdos (PYD) que luta para recuperar seu território conhecido por "Curdistão", invadido pelos países que o cercavam por todos os lados. Para intimidar as autoridades turcas e forçar o governo a devolver parte de suas terras, o grupo abandonou a diplomacia e usa armas de fogo e explosivos.

Ao mesmo tempo desde que o Estado Islâmico começou a ser atacado na Síria, este acabou alcançando o território turco para se refugiar. Então passou a atacar o governo liderado pelo presidente Tayip Erdogan, que tem alianças com os EUA e Israel. Por isto os ataques terroristas atuais.

Na Síria o povo que luta para controlar seu próprio país. Mas por falta de apoio da ONU engajou numa luta armada contra o atual governo Assad, que facilitou a entrada de grupos radicais, a fim de justificar seus bombardeios aos opositores políticos locais classificando-os como "terroristas".

Assad que não quer ficar cara-a-cara com as forças do Conselho de Segurança da ONU foi apoiar a milícia islâmica radical Hesbollah, que (como o PYD Curdo) luta por suas terras contra o governo israelense na conhecida Palestina e Faixa de Gaza. Enquanto fornece suporte militar para o Hesbollah na Palestina, Assad tem ramificações do grupo agindo em seu favor na Síria. Ao passo que a oposição hoje conta com pequenas milícias (nem sempre radicais, nem sempre islâmicas) que reforçam o FSA (Free Syrian Army) exército opositor formado por dissidentes, civis voluntários, curdos, palestinos, alguns alawitas, cristãos e jihadistas simpatizantes oriundos do mundo inteiro. Na Síria pode haver uma forte corrente no sentido de islamizar o país, devido a brecha de poder que se abriu na luta entre Assad e a oposição popular de maioria humilde.

Atos de terror do Estado Islâmico (ISIS/ISIL) 

Esta irmandade terrorista é caracterizada pelo seu ódio aos não muçulmanos radicais, mas no fundo atendem uma agenda semelhante à agenda que antes era seguida por Osama Bin Laden. A diferença é que o EI não tem um líder em destaque, como era o Osama para o Al Qaeda. Estes ataques visam divulgar o nome da milícia que com isto atrai jovens voluntários do mundo todo, impressionados por suas "revoltas" ao mundo e comum - E isto seduz muito a juventude desde sempre.
Terrorism (Free photobank www.tOrange.us) / © Creative Commons LicenseThis work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Terrorismo sem religião nem nacionalidade

Por exemplo, um governo pode patrocinar a formação de um grupo de mercenários que mate autoridades (indesejadas) ou que queira desestabilizar uma ideia solidificada. Por exemplo, a ação dos "BlackBlocks" nos protestos de 2013 destruíram o moral da população para sair e exercer seu direito de protestar de modo pacífico e seguro, o mais importante canal de comunicação entre o povo e seu governo. Canal este garantido pela constituição. Este foi um ato de terrorismo traumático e estes jovens não eram muçulmanos nem árabes.

Na verdade o governo brasileiro nem precisaria ter criado a "lei anti-terrorismo". Esta iniciativa já é um sinal de que uma organização, ou atividade terrorista já está sendo esperada pelo governo. Geralmente quer abrir lacunas para agir em nome próprio, mas usando peças sem rosto de um tabuleiro de xadrez cujas peças não são identificáveis. Isto só é assim porque estamos abrindo as portas para grupos radicais disfarçados. Nem sempre muçulmanos. Muito mais comunistas. De qualquer forma o terrorismo é muito mais praticado por grupos que utilizam o radicalismo e o fanatismo como base, além das drogas que os deixam alucinados e temporariamente invulneráveis.
Podemos comparar as disputas entre fanáticas torcidas de futebol com os grupos terroristas islâmicos. A diferença é que eles não matam por dinheiro, nem por religião. Matam por que acham o time deles melhor que os outros.  Na maioria das vezes o terrorismo está ligeiramente ligada à corrupção política e à disputa por poder político, ou religioso.

Em países ocidentais os terroristas são considerados "Inimigos Públicos Número 1". Acontece que muitos dos ataques terroristas podem ter sido contratados até pelos próprios governos dos países aonde aconteceram. A explicação é que com a tragédia, o Congresso normalmente fica mais sensível à liberação de verba para compra de mais armas, equipamentos bélicos, treinamento de tropas e até envio de tropas ao exterior em perseguição aos chamados radicais. Estratégia esta que parece ganhar mais força atualmente, atraindo países bastante tranquilos, e o Brasil pode estar nesta lista insana. 

Em fim terroristas no Brasil são todos que atentam contra a vida alheia em coletividade, sabotam, explodem e atiram em troca de dinheiro. Se praticados por milicianos, bandidos de facções criminosas e políticos no poder.

Tags: terrorismo, corrupção política, Saulo Valley, O Observador do Mundo, islamismo, radicalismo, fanatismo, religião, cristianismo, jihad, protesto violento, 

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