quarta-feira, janeiro 06, 2016

A implantação e queda do comunismo socialista e o "Decálogo de Lenin"

O "Decálogo de Lenin" é um resumo do pensamento da implantação do comunismo de modo mais "social". Escrito por um brasileiro de Sorocaba, a obra, por incrível que pareça descreve exatamente a tragédia que o Brasil vive hoje sob a luz do Partido dos Trabalhadores - CONTINUE LENDO:

"El Comandante" em homenagem ao dia das crianças na Venezuela - Foto cedida por Bernardo Londoy - Creative Commons
A "Revolução Bolivariana" era ainda um sonho de Chávez de unificar toda a América Latina sob seu comando. Ele pretendia instalar um regime comunista duro, com maior apelo social mas que culminava no empobrecimento de todas as camadas abaixo dele, e o enriquecimento exclusivo do Estado militarizado e de seus líderes.   Para isto Chávez contava com militantes de esquerda em todo o território latino, e depois do fracasso dos anos 60, finalmente nas últimas duas décadas, conseguiu colocar seus "agentes laranja" no poder em diversos países, entre eles Brasil e Argentina.

Quando o Brasil aderiu ao "Comunismo Socialista", por meio da comemorada ascensão de Luis Inácio Lula à presidência, nem Tiririca poderia imaginar que seu lema de campanha "pior que está não fica" seria atropelado pela crise que se sucederia na segunda metade da era PT no poder.

Semelhança com o "Decálogo de Lenin"

Enquanto uma convulsão de escândalos de desvios de recursos públicos em todas as esferas dos governos federal, estadual e municipal, o brasileiro se desespera e se depara com um texto assombroso que profetizava a tragédia econômica e ética que o país viveria intencionalmente sob os tentáculos do movimento também conhecido como "Chavismo".
"O Decálogo de Lenin" causou desespero e muitos debates na internet e ainda hoje poucos sabem sua verdadeira origem. Como nossa função é ir fundo nas origens, "O Observador do Mundo" traz à tona a verdade sobre este texto assustador:

Pra terminar com a discussão sobre a legitimidade do "Decálogo de Lenin"

O "Decálogo de Lenin" é parte do livro "O Pensamento Vivo de Lenin", que foi escrito pelo escritor comunista Paulo Tortello, nascido em Sorocaba - São Paulo em 1952 e falecido em 2000 de causa não divulgada.

O escritor era um profundo estudioso do pensamento marxista e leninista e em seus dois estudos, tentou interpretar e resumir o que representa todo o contexto das estratégias de implantação alternativa do comunismo, após o fracasso da Segunda Guerra Mundial.  Paulo Tortello, que não era nada leigo (ao contrário do que muitos pensam) foi fundador e membro emérito da Academia de Letras de Sorocaba. Era destacado professor de português e um comunista convicto e apaixonado.

Ao contrário do que ensinava Lenine, que buscava uma implantação do comunismo de forma mais disfarçada, Paulo Tortello foi direto, claro e chocante ao traduzir todo o estudo do Marxismo e Leninismo para um resumo de apenas 10 mandamentos. O texto foi escrito em 1987 ganhou o nome de "Decálogo de Lenin".




Paulo Tortello escrevia para um público maduro e consciente do que representa o comunismo aos olhos do próprio líder comunista. E este texto foi escrito para quem estava prestes a assumir o poder, e possivelmente teria chegado até lá debaixo de uma máscara de "bom samaritano".

O mais incrível é que tanto os discursos de Lula, quanto de Dilma Roussef parecem ser balizados por este pensamento e suas ações deixam claras as intenções de instaurar uma era de "ditadura democrática" com base na implantação do comunismo desarmado, apelando para o social e a proteção das minorias, ou classes isoladas ou mais inferiorizadas pela sociedade moderna. Aí entra a exploração do proletariado, dos indígenas e das favelas.

A quase ascensão e queda do comunismo socialista

Após 12 anos dos "vermelhos" no poder, o Brasil já não consegue suportar o pesado jugo de exploração e desvios provocados pela classe política, influenciada pela venda direta de todos os serviços que deveriam ser utilizados gratuitamente para o crescimento do país. O tráfico de influência, a fabricação de relatórios que poriam o país entre as maiores revelações dos países emergentes, e a queda brutal da economia, do comércio interior e exterior, desvalorização da moeda, e a perda crescente do crédito internacional.

No mesmo sentido outros países latinos começam a sentir que o comunismo socialista é por demais caro e insustentável, e apesar de usar muito a palavra "democracia", está longe de se tornar uma. Com isto seus líderes acabam se afirmando com verdadeiros "laranjas", quando os recursos de um país em crise financeira são desviados para um país vizinho, que nunca gastou 1 centavo sequer em função de nossa pátria. Até que o Brasil consiga manter a memória viva, este sistema de governo nunca mais voltará a ser praticado no país. Vamos esperar para saber até que ponto os eleitores brasileiros têm "memória curta".

2 comentários:

  1. O Décalogo de Lênin não existe, ele é imitação de um documento americano. O autor do "Pensamento Vivo de Lênin" se equivocou. Nove em cada dez pessoas da Direita Brasileira acreditam que tais regras saíram da pena de Lênin...O “Decálogo de Lênin”, amplamente refestelado, ventilado e analisado em sites nacionais, é apenas uma versão brasileira de um documento apócrifo, difundido nos Estados Unidos há muitos anos, intitulado “Rules for Revolution”. Os norte americanos acreditavam que tal documento era soviético, porém, mais tarde descobriu que não era soviético. Alguns pesquisadores tais como Paul F. Boller Jr. (falecido em 2014, era historiador, Ph.D. por Yale e Professor Emérito da Texas Christian University) e John George Jr. (Ph.D., professor aposentado de Ciências Políticas na Central State University), já verificaram a falsidade do documento, expondo as teses no livro “They never said it: a Book of Fake Quotes, Misquotes, and Misleading Attributions"

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  2. Nas páginas 114-116 do livro “They never said it: a Book of Fake Quotes, Misquotes, and Misleading Attributions editado pela Universidade de Oxford, podemos ler...

    Uma virtual abundância de citações malucas para serem utilizadas pela direita irritadiça assim que necessário, as chamadas ‘Regras para a Revolução’ supostamente se originaram no ‘secreto quartel general soviético’ em Düsseldorf, Alemanha, logo após a segunda guerra mundial, e foram parar às mãos de dois oficiais da inteligência aliada, entre eles, o Capitão Thomas Baber, que disse ter infiltrado o local. Entretanto, por alguma razão, o documento não apareceu até 1946, quando foi apresentado na edição de fevereiro de uma publicação britânica chamada ‘New World News’. Por conseguinte, o ‘American Opinion’ da ‘John Birch Society’, deu importância ao documento, como também fizeram os porta-vozes da extrema direita, Dan Smoot, Frank Capell, e Billy James Hargis. Nos anos 1970, a NRA (Associação Nacional de Rifles) entrou em cena. No ‘The American Rifleman’, órgão da NRA, em janeiro de 1973, o editor Ashley Halsey relatou que o Capitão Barber, um dos agentes da inteligência que supostamente capturara o documento ‘Regras para a Revolução’ em Düsseldorf, deixou uma cópia manuscrita de próprio punho, antes da sua morte em 1962.

    Mas as ‘Regras’ são obviamente falsas; não aparentam ser nem um pouco de 1919. Conservadores respeitáveis como William F. Buckley,Jr., M. Stanton Evans, e James J. Kilpatrick, classificaram o documento como uma falsificação. Ele foi denominado como uma farsa pelo boletim anticomunista, o ‘Combat’. Uma cuidadosa pesquisa nos arquivos do FBI, CIA, Subcomitê de Segurança Interna do Senado, e nas Bibliotecas do Congresso, falhou em apresentar qualquer vestígio ‘das regras’. J. Edgar Hoover, falecido diretor do FBI, declarou que se pode ‘especular logicamente que o documento é espúrio’. Ainda assim, continuou a ser citado como autoridade nos anos 80.

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