quinta-feira, dezembro 24, 2015

Tragédia humana no Rio mostra que Jogos Olímpicos 2016 não interessam ao povo.

Cenário: Um evento sagrado e milenar que cai nas garras sujas da política brasileira. Um povo humilhado, massacrado, explorado, roubado e enganado, sangrando para que os preparativos para a celebração dos Jogos Olímpicos seja um sucesso tendo sua própria desgraça como alicerce - CONTINUE LENDO:

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), que pretende investir mais de R$ 500 bilhões em infra-estrutura até 2010. Ao lado, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Foto: Marcello Casal Jr./ABr
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 24 de Dezembro de 2015 -  As 10:28 GMT-3

 A corrupção política nacional chegou a limites inexprimíveis deixando a população mergulhada num mar de mortos e doentes, elevadíssimo custo de vida, além de milhares de estudantes sem aula. Uma regressão humanitária inacreditável para um país rico como o Brasil. Uma tragédia nacional com a deterioração de todos os serviços básicos essenciais, defendidos pelo Direitos Humanos, Direitos Universais, e a constituição brasileira.

Tudo isto partiu da decisão do governo Dilma pelo corte de recursos para a saúde, educação e segurança pública. Obviamente estes setores já são de longe os mais aprofundados numa degradação humana sem limites, que países modernos só vivem em tempos de guerra civil.

Enquanto o país sangra o governo Dilma está focado em evitar à todo custo, que a presidente seja incriminada por sua horrenda gestão, proferindo discursos mentirosos e acalmando a população com promessas que jamais poderão ser cumpridas. Desde a tragédia de Rio Claro até a estabilização econômica, e o retorno do crescimento do país. Tudo mentira para que o povo desista de pedir seu impeachment.

Quem acredita nestas sujas palavras, deve fazer um breve passeio num hospital público ou numa comunidade carente e ver quantas pessoas estão morrendo, quando não pelas doenças sem tratamento, balas perdidas, assaltos seguidos de mortes, mortes de policiais e bandidos... um verdadeiro massacre da moralidade e da "Ordem e Progresso".

No poder as pessoas mais sem escrúpulos do país, Planalto, Congresso e STF em batalhas políticas inusitadas, com a desmoralização de uma das últimas esperanças da justiça, pelo povo brasileiro.

Enquanto as obras para os Jogos Olímpicos vão seguindo de vento em popa, o Rio afunda. A população se vê ilhada num mar de lama e lixo que parece estar prestes a arrastar tudo para o profundo abismo da miséria estadual, e a Cidade que usa o pseudo de "Cidade Maravilhosa" está às portas de mudar para "Cidade Tragédia".

Revoltados os moradores buscam sobreviver e com tantos problemas pra resolver, não encontram saída política e administrativa para a solução. Igualmente desacreditados os brasileiros já se mostram sem forças para se defender, por não achar uma saída no fim do túnel.

A lavagem cerebral da mídia tradicional, certamente tem grande responsabilidade, pelo fato do país não conseguir reagir à corrupção generalizada da política.


O Brasil precisa entender que política não é só "Política", é a "Administração Financeira" da vida e do patrimônio de todos! É algo muito maior que a exibição de legendas e bandeiras, camisetas e  logos e bótons.

Enquanto nossos familiares morrem por falta de hospitais, médicos, suplementos médicos, nossos filhos ficam sem acesso ao estudo com o fechamento de escolas e universidades por falta de dinheiro para funcionar!  Sabe-se que a crise na saúde do Rio não é nova. Sabe-se que Sérgio Cabral é o pai da maior roubalheira  na saúde dos últimos 15 anos e ele não é investigado pelo Ministério Público.

Sabe-se que Pesão, Cabral e Paes, são braços do esquema Lula-Dilma. Foram eleitos com recursos públicos, por esquemas de desvio dos cofres públicos federais para que as fraudes fossem ainda mais potencializadas, como são agora. As esquecidas obras do PAC ainda não mostraram a que vieram. Até porque o BRT não atende em 30% a população que precisa dela. Mas o VLT já está ficando pronto em mais uma obra pra gastar dinheiro público. E este novo transporte público promete facilitar a vida de "milhares" de usuários diariamente. Na verdade pra que se façam necessários tanto o BRT quanto o VLT, as autoridades simplesmente eliminaram uma infinidade de linhas de ônibus. Assim todos serão forçados a precisar deste serviço "indispensável", que possivelmente não atenderá a demanda diária no horário do rush, e apenas uns poucos turistas encontrarão o tão prometido benefício.

Desde o começo das Obras do PAC, a criação da "UPA", da "Clínica da Família", entre outras siglas, nunca conseguiram atender à população como prometido, apesar de construções sempre novas, bem equipadas, ar-refrigeradas, mas sempre sem o principal: Os médicos.

A sigla UPP é outras que representa a incursão policial nas comunidades carentes, a manutenção de uma guerra contra o crime organizado, considerada a maior guerra da história do Rio. Muitos gastos com logística militar, treinamento e veículos, muitas mortes diariamente e nenhum resultado.

A Segurança Pública obviamente não planejou a prolongação dos conflitos armados, e claramente já dá sinais de enfraquecimento. Com a escassez de verbas, a máquina das polícias já começa a dar sinais de cansaço e seu contingente agora vive em completa exposição ao perigo.

Qual é a solução para o país e o Rio?

Quando estamos nas ruas não ouvimos sequer palavras de empolgação para a realização dos Jogos Olímpicos. Nas filas dos hospitais as pessoas xingam as autoridades e as obras recém inauguradas, entre elas o Museu do Amanhã. Apesar de demonstrar grande admiração, a maioria da população do Rio foi mesmo ver pra ter certeza. Foi olhar de perto o que nossas autoridades estão fazendo com o dinheiro que não consegue pagar os salários, nem décimo terceiro do funcionalismo público, não tem dinheiro pra comprar o mais simples dos recursos de uma enfermaria.

Parece até que o povo está tendo que devolver todos os benefícios que o governo havia oferecido nas gestões anteriores desde a eleição de Lula. Quem se lembra do programa "Mais Médicos"? E da "Farmácia Popular", "Fome Zero", "Brasil sem Fome", "Justiça para Todos"...  São exatamente nestas áreas críticas que o Brasil está sofrendo maior necessidade. Não é a ausência destes programas em si. É a falta do mais fundamental, que deveria ser suprida pelo governo por via de regra internacional. Até porque o Brasil figura no topo dos países que mais pagam impostos, e "custo de vida" dos mais caros do planeta. E então, cadê estes recursos?


Se todo dinheiro arrecadado pelo governo fosse verdadeiramente aplicado nas estruturas do país, não seria necessária a criação de programas-esmolas. Isto é uma aberração publicitária. Como quem diz: "Estamos te roubando, mas vamos te dar uma ajuda pra você não morrer rápido."

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