quinta-feira, dezembro 03, 2015

Crise: Porque Brasil é melhor sem Dilma

Desde que Dep. Cunha aprovou o pedido de impeachment, iniciou-se uma série de reações positivas com a notícia. Porque a notícia atenuou em parte a crise que conduz o país ao caos - LEIA MAIS:


"Dilma Rousseff comenta os protestos de 15 de março de 2015" por José Cruz/Agência Brasil - Agência Brasil. Licenciado sob CC BY 3.0 br, via Wikimedia Commons - Via Wikipedia
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 03 de Dezembro de 2015 - 15:10 GMT-3

O país está um caos desde a eleição de Dilma no primeiro turno. Na verdade até o governo Lula tudo parecia bem. Quando Dilma foi eleita, notou-se que nos primeiros 5 meses de governo nada acontecia. Ela demonstrou inexperiência e falta de expressão política para liderar um governo formado por lobos e raposas velhas.

Mas com a ajuda de Lula, seu fiel "suporte técnico", seu governo parecia deslanchar, principalmente no segundo ano. Mas até o final do mandato o país estava mais uma vez à deriva. Concentrada em se reeleger, muitos problemas que ela deveria ter resolvido pessoalmente ficou na responsabilidade de pessoas que pouco fizeram.

O que enfraqueceu seu governo desde o início, foram os escândalos e as intensas disputas políticas; e por esta razão a presidente não conseguia organizar um corpo que pudesse liderar e chamar de governo. Demite ministro, indica outro. Demite chefe disto, indica outro. Inicia governo e congela uma pasta para demitir outro membro.. Um verdadeiro caldeirão.

Surpreendentemente sua reeleição aconteceu com uma estatística de votos bastante oposta à realidade, o que gerou suspeitas de que Dilma havia utilizado de recursos escusos para se eleger "legitimamente".

Com 52% dos votos Dilma continuou no poder, mas desta vez parecia mais perdida que nos primeiros meses após a posse do primeiro mandato. Governo parado. País parado e agora mais uma tempestade de corrupção política em seu governo. Com isto o Brasil voltou a ficar ingovernável. Estagnado, com economia morna e moeda se desvalorizando, o Brasil ainda tinha uma notícia ruim para receber: Desde 2012 que o país não atinge a meta do PIB e fecha no vermelho. O planalto sempre buscando renovar meios de evitar a prestação se contas.

Mas Dilma continuou lutando para distribuir dinheiro e casa para o povo, como um show televisivo de auditório. Descontos de IPI iniciados na era Lula foram continuados, com intuito de movimentar a economia e manter a população consumindo. A ideia era enfrentar a crise mundial que se deflagrou em 2008, usando consumo interno, já que as exportações estavam quase paradas.

Daí à longo prazo a arrecadação dos impostos foi à pique, terminando por mergulhar o país num grande fosso. O mais profundo dos últimos 29 anos!

A aparente estabilidade estava com os dias contados, porque estávamos gastando literalmente todas as nossas reservas e o ano de 2015 ainda nem havia se encerrado, e seu orçamento não havia sido votado. Por esta razão, desde o governo Lula eram praticadas as famosas "pedaladas fiscais". Estratégia que Dilma continuou explorando ao invés de gerar novas fontes de renda. Continuou gastando, distribuindo recursos e abrindo mão de receber os impostos sobre de muitos e diversificados mercados, como automóveis, eletrodomésticos, eletrônicos etc.

Na verdade muita gente tem carro, casa e mobília nova, em consequência destas pedaladas, mas não deveria ser uma base de governo. Não havia sustentabilidade neste recurso.

Outro grande erro praticado nos governos Lula e Dilma:

Todos os escândalos políticos desde 2008 pra cá, passaram a ser resolvidos com compra de silêncio. Falta de apoio  de cada proposta a ser votada, era sempre resolvida com mais pagamentos e distribuição de cargos.

Dizem os políticos que "o povo tem memória curta". Você já se esqueceu destes escândalos todos que foram simplesmente silenciados, porque Dilma ofereceu dinheiro extra e cargos importantes como pagamento?

A última negociação que foi bem comentada, foi a cessão de ministérios importantes  para o PMDB, em troca de apoio na reforma ministerial, que encerrou uma temporada de quase seis meses de escândalos.

Logo após este período, iniciaram-se as bombásticas notícias de Dilma que o país já estava mergulhado no vermelho (sem saber) e crises envolvendo a Petrobrás e desvios... BNDES... Vale... assim vai até hoje.

Na prática Dilma não deveria ter continuado no poder em 2015. Mas precisava escapar da prestação de contas com a União. Contas estas que deveriam ter sido prestadas de 4 em 4 anos mas não aconteciam desde 2012.

Como um administrador gerencia uma empresa assim sem que leve à falência?

A tragédia de Mariana serviu para mostrar que falta em Dilma a governabilidade. A capacidade de gerir uma crise e transformar pesadelo em solução. O Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon descreveu a atitude do governo brasileiro sobre a tragédia da narragem como "inaceitável".

Se fosse nos Estados Unidos ou num país europeu, o governo teria tomado a frente do problema e usado todos os seus recursos para impedir que a lama seguisse rio à baixo. Reestruturaria a região e já teria socorrido os desabrigados. Teria feito de tudo para controlar a situação e depois disto enviar a conta para a Samarco e à quem mais de direito. Esta deveria ter sido a atitude de um governo que tem liderança e atitude.

Ainda hoje vemos que a tragédia não terminou e que a lama segue por meios próprios e que alguns paliativos são feitos para esperar, quem sabe o dia que a lama tóxica deixe de fluir. Quem sabe evapore e vire chuva... o que provocará maiores problemas à saúde de milhares de milhares de pessoas, animais e agriculturas.

A boa notícia após a aprovação do pedido de impeachment

O lado bom com a aprovação do documento se deu na esfera econômica. Com a notícia o dólar recuou de 3,85 para 3,80. A bolsa de valores deu o maior salto no ranking global, desde que déficit foi oficialmente anunciado pelo governo, e as pessoas começaram a respirar com maior alívio. Com aquela sensação de que não vamos terminar os próximos 3 anos como se estivesse-mos na situação econômica do pós Segunda Guerra Mundial.

Ruim mesmo é só para a Dilma e sua equipe. Porque para quem não lucra com o governo atual, o horizonte começa a surgir do meio da neblina.

No fim das contas, os Jogos Olímpicos estão às portas e enquanto o Rio de Janeiro passa fome com mega desemprego, ou morre tentando um atendimento médico. À dispeito disto os estrangeiros serão muito bem recebidos e terão a sensação de que estiveram numa cidade realmente maravilhosa. Um país incrível e uma administração impecável!

Quando um casamento não dá certo o divórcio consentido e amigável é a melhor solução para os dois lados. Persistir na relação é fomentar o agravamento da relação e dar oportunidade para tragédias inesperadas. Aprende a pensar Brasil.


Leia também,:
Reforma de Dilma é manobra - isolar-se de opositores e proteger corruptos

Tags:  crise econômica, déficit, GOVERNO, BRASIL, crise política, DILMA ROUSSEF, Samarco, Saulo Valley, O Observador do Mundo, impeachment, 

Artigo em Destaque

EDITORIAL - O Brasil é perfeito para quem não teme o trabalho honesto

Temos que combater os esforços da mídia paga, que visa fazer as pessoas amarem mais o mal que o bem. Se você concorda leia, comente e compa...

Leia também: