quinta-feira, novembro 26, 2015

Operação russa na Síria dá vantagem a Assad contra rebeldes

Putin diz se aliar a países ocidentais em operações contra as forças do ISIS mas corre na frente para atacar forças oposicionistas ao regime de Al-Assad. Mais de 420 ataques em menos de 24 horas. LEIA MAIS:

"Barrel bomb aftermath Aleppo February 2014" by Freedom House - https://flic.kr/p/jNy8TW.
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 Bombardeios sucessivos em alvos militares rebeldes tem levado o ditador Al-Assad a progredir velozmente na retomada das regiões rebeladas.

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2015 as 12:19 GMT-3

Enquanto isto o mundo se deixa enganar por suas ardilosas manobras políticas, tornando cada vez mais seguro o regime de um dos ditadores mais sangrentos desde que tomou posse do governo da Síria em 2000. Bashar Al-Assad chegou a superar  largamente a marca de assassinatos de seu pai que chegou a 45.000 oposicionistas ao seu governo (em 15 dias). Hoje mais de 250 mil pessoas entre populares de todas as idades e sexo além de lutadores voluntários foram mortos pelo regime de sangue do clã Assad desde o início da revolta em 14 de Março de 2011.

No âmbito político vários países desrespeitaram os embargos impostos pela ONU contra a Síria e continuaram a fornecer logística militar, petróleo e recursos financeiros para a manutenção das forças de segurança contra o povo cansado da opressão nacional. Manobras políticas descredenciaram a luta dos rebeldes sírios por liberdades e democracia, ao classificar a "revolução popular" como "guerra civil".

Com medo de perder sua influência no Oriente Médio, Putin passou a prestar total assistência a Assad desde o início da revolta, pouco se importando com a quantidade de civis massacrados pelo exército sírio. Agora a situação tende a piorar. Com a desculpa de atacar as bases do ISIS, Putin vê uma grande brecha política para camuflar seus ataques aos rebeldes cada vez mais enfraquecidos. Suas frentes de combate foram atrapalhada com a chegada do Estado Islâmico e acabou (intencionalmente) adicionando mais e maiores complicações ao já deteriorado entendimento político entre os dois lados e as Nações Unidas. A ONU por sua vez "parece" não dispor de serviços de inteligência nem de investigação para apurar os fatos reais no solo.

Enquanto que a Rússia de Putin (que se diz com dificuldades financeiras) mantém operações militares maliciosas na Ucrânia e na Síria.

Meio que perdido, e claramente traumatizado pelo fracasso da guerra do Iraque, Afeganistão e Paquistão, os EUA parecem ser facilmente convencidos pelas astutas palavras de Putin que juntamente com os regimes do Iran e China, tentam impedir que a Síria seja um país democrático, laico, ou até mesmo cristão.

Tags: #syria, revolta popular, revolução, guerra civil, conflito armado, crise, Putin, Assad, Saulo Valley, O Observador do Mundo, 

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