sábado, novembro 14, 2015

Jihad em Paris, França, Brasil, Síria e Iraque

O ataque terrorista desta sexta em Paris deixou pelo menos 120 mortos e cerca de 200 feridos mas poderia ter sido pior - LEIA MAIS:

localização dos primeiros eventos terroristas - via wikipédia

Sexta-feira 13 de Novembro de 2015. Uma noite que tinha tudo para ser uma noite feliz em Paris. Mas tudo mudou com a determinação de um grupo terrorista, que queria dar um basta nos ataques franceses às suas tropas no Iraque e na Síria.

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 14 de Novembro de 2015 - 09:28 GMT-3

Os ataques visavam dar um aviso ao líder francês para se retirar do combate e a sequência de ataques desarticulou o esquema de segurança montado para proteger a maior autoridade francesa que assistia ao amistoso de futebol entre França e Alemanha.

Um das principais características dos ataques do ISIS está na concentração de turistas. Todos os ataques são meticulosamente planejados para atingir pessoas de grande variedade de nacionalidades. Mas nossa missão como "O Observador do Mundo " é perceber detalhes do que poderia ter acontecido nesta fatídica noite:

A delegação alemã de futebol concentrada no estádio enquanto que pelo menos 2500 australianos estão agora na mesma região. A torre Eifeld atrai turistas de todo mundo e a noite parisiense é um outro atrativo internacionalamente poderoso.

Felizmente dos australianos apenas 1 se feriu. Dos milhares de brasileiros 2 se feriram e uma das vítimas está em estado grave. A delegação alemã a salvo e o que chama a atenção é que os terroristas não esperaram o amistoso terminar para deflagrar o ataque. Isto teria elevado ao máximo o nível de riscos, estresse e mortes no local.

Quem não conhece a França não imagina que 50% da população é de religião islâmica,  o que torna elevadíssimo o número de simpatizantes aos ataques jihadistas.

Com isto a França não precisa importar terroristas. Então pode-se imaginar o que seria se um número maior de pessoas decidisse apoiar o ISIS numa ainda mais ousada jihad...

Dos 8 terroristas mortos apenas 1 foi executado por forças de segurança. Os demais morreram como oferenda para Alah. Neste momento enquanto milhares de milhares choram as mais de 140 mortes, outros milhares de milhares comemoram as mesmas perdas como sendo uma grande obra de evangelização do Islam.

Em outras palavras, em tese metade da França pode estar feliz agora.

Por outro lado questionamos a dedicação da França em combater o terror islâmico estrangeiro com tantos mussulmanos naturais no interior do próprio território.

É bem certo que existe mussulmanos e terroristas. Nem sempre os que militam em nome de Alah são os mesmos que militam em causa própria usando o nome de Alah.

Ao menos na Síria, os verdadeiros jihadistas que militam contra a opressão dos Assad, não consideram os ataques do ISIS uma obra de Deus.

Na verdade se o ISIS decidiu operar na Síria por iniciativa própria deve se perguntar: porque o ISIS não ataca Assad, mas tenta dominar as regiões antes dos opositores a Assad?

Poucos se lembram quando Assad declarou que se os Estados Unidos pisasse na Síria ele mesmo tornaria o Oriente Médio num inferno. E lembrando também que quando a ONU questionou Assad pelo genocídio em curso ainda em 2011, ele alegou estar sofrendo "ataque terrorista". Só que não havia terrorismo no país e começando pelo Hesbollah, o governo facilitou a entrada de inúmeras milícias islâmicas no país, para camuflar seu real alvo: A população Síria que rejeita seu governo.

Jihadista no Brasil

Você pergunta: No Brasil há jihadista?  Sim. Desde antes da guerra da Síria o Brasil é para os Àrabes, o oásis que Dubai representa pra nós brasileiros. Mas a crise trouxe uma enorme quantidade de lutadores que fugiram mediante as crescentes vitórias das forças de Assad e a falta de recursos para o enfrentamento desta autarquia protegida e assistida pela China, Rússia, Irã entre outras potências. (Diga-se de passagem Dilma Rousseff nunca proferiu uma palavra em condenação aos crimes dos seus aliados, dos Assad).

Mas estes jihadista sírios no Brasil estão compromissados com a causa do povo sírio. Também há jihadista de outros países do Oriente Médio mas que vieram após abandonar a carreira.

Numa saia justa - Numa discussão sobre o ISIS na página do Ministério da Justiça na semana passada, um internauta pediu que todos os jihadista sejam proibidos de entrar no Brasil. Inocente, o operador da página do respondeu:


Após um dia de debates e críticas ao comentário publicado pelo administrador da página, outro post foi publicado com pedido de desculpas por ter "confundido Jihadistas como um povo".


Depois disto a repercussão foi aplacada. Mas ainda hoje há muitos brasileiros que confundem o povo Àrabe com os jihadistas, com os mussulmanos e com os terroristas. Na verdade é como chamar todos os brasileiros de flamenguista,  nordestinos e católicos.


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