domingo, novembro 29, 2015

Brasil: Inflação e instabilidade nacional: Hora de estocar alimento?

A crise econômica nacional está se aprofundando e com ela os preços disparando para o alto. Enquanto o mercado tenta se adaptar à escalada recorde de preços, principalmente dos alimentos, há quem já pense em comprar a mais para estocar. LEIA MAIS:

Nos anos 80 poloneses e brasileiros viviam a mesma crise - Domínio Público - Via Wikipédia
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 29 de Novembro de 2015 - 19:23 GMT-3

A Crise Econômica dos anos 80/90

Houve um tempo em que as pessoas corriam para comprar os alimentos antes da vigência de um novo aumento de preços. Entre os anos 80 e 90 a crise era tão profunda que havia até fila para a compra de alimentos. O pior é que no caso do óleo de cozinha, do leite, do açúcar e do feijão chegou a haver limite máximo de 1 ou 2 quilos (ou unidade) por pessoa (ou família). Era uma crise tão grande que faltava tudo nas prateleiras, porque os mais ricos faziam grandes estoques e quando os pobres entravam nos mercados, já não havia o que comprar. A inflação chegou a bater 166%. Era uma verdadeira disputa, que quem tinha maior poder aquisitivo garantia o bem estar de sua família. Geladeiras e dispensas lotadas, e para isto as pessoas utilizavam quase 100% do seus salários.

O "aniversário do Guanabara" faz este período parecer de extrema abundância em comparação com aquela época, apesar das mesmas brigas.

 O Brasil viveu momentos difíceis demais e a miséria nacional era uma realidade profunda e amarga, com a mortandade infantil estando sempre entre os cinco primeiros recordes mundiais.

Hoje vivemos uma realidade diferente e quando o governo Fernando Henrique passou a faixa presidencial para o candidato eleito, Luis Inácio da Silva, deu-se início ao período em que a classe miserável foi melhor valorizada. Apesar das "boas intenções" desta atual administração, o país voltou ao buraco da inflação, perda exponencial de recursos, enfraquecimento da economia, quebra de suas multinacionais mais poderosas e os preços em constante reajustes-surpresa sacam cada vez mais, a capacidade, o poder de compra da população.

Mas a crise neste período poderá ser ainda pior, se o governo não tomar providências. Isto porque na época a população nacional era de cerca de 127 milhões. Descobrimos um site que conta em tempo real a população nacional, o que pode ser interessante indicar para nossos leitores e pesquisadores. O site "countrymeters/Brazil" atualizou neste momento que escrevo este artigo para 207.560.889 milhões. 

Levando em conta o crescimento da densidade demográfica dos centros urbanos (cada vez mais inchados), estamos diante de uma situação preocupante. O governo anunciou nesta sexta-feira mais corte nos gastos do governo, o que aumenta a pressão sobre os impostos e os preços voltam a crescer. Principalmente com os cortes nos incentivos (redução de IPI) nos produtos e bens de consumo de maior necessidade para a população.

Balança desequilibrada 

Todavia a tesoura de Dilma não afeta a classe política, que se mantém cada vez mais rica, imune e farta. Pequenos salários, gigantes benefícios, incluindo auxílio moradia, auxílio combustível, auxílio um trilhão de coisas que elevam de mil para milhares suas remunerações mensais. Apesar deste  investimento "sustentável", a classe demonstra não fazer 1/10 (um décimo) do que se faz necessário para que o país supere a crise e a instabilidade que vive.  Na prática há maior investimento nos "programas sociais" que enriquecem a classe política do que a classe trabalhadora.

A prova disto é, por exemplo o salário dos soldados da Polícia Militar do Rio. R$ 2.000,00 por mês para entrar na favela e trocar tiros com traficantes que recebem o mesmo valor ( ou mais) por semana!

Secretaria de segurança completamente desarticulada, cúpula de polícias que mais parecem loterias (aonde todos ganham no topo da pirâmide) e uma população desarmada, indefesa e indefensável tenta se manter no direito de ir e vir e quase sempre não volta pra casa viva.

Fome, insegurança, desemprego e medo do futuro parece ser um ambiente propício para que as pessoas comecem a pensar mais em comprar comida para estocar, do que investir em lazer e pequenos bens de consumo. Estamos vivendo uma época que manter a vida começa a ser mais importante que viver luxuosamente.

Pra encerrar a "era da ostentação" que a classe c estava vivendo, Dilma não poupa esforços e anuncia cortes nas bolsas de estudo no Brasil e no exterior. Imagine um país completamente sem investigação policial, federal e fiscalização? A equipe "econômica" cortará gastos nestes setores também! Luz, água, gás e telefone perderão seus incentivos nesta nova temporada de perda quase completa do poder de compra do povo brasileiro que acreditou e investiu tudo para colocar um um semi-analfabeto e uma mulher no poder, para encerrar corrupção e a roubalheira política. Mas só piorou!

Como já se faz notório, Dilma sempre tenta retardar a notícia ruim. Mas esta artimanha acaba sendo rompida de forma tão explosiva quanto as barragens de Mariana. Mesmo assim após anunciar todos estes cortes no que é mais essencial para o país, ela ainda aconselha:

"´É bom que ninguém fique alardeado fora de hora. Dilma Roussef"

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