sexta-feira, outubro 09, 2015

Brasil: Constante compra de apoio político explica gastos públicos compulsivos - Saulo Valley Blog

A falta de apoio político às propostas do Planalto são as causas de Dilma Roussef estar constantemente metendo a mão nos cofres do governo para literalmente comprar votos nas sessões. A enorme barreira se deve ao fato de que as propostas de Dilma são claramente incabíveis em sua maioria. Daí, colocar um "docinho" na boca dos parlamentares tem sido uma constante a prática, que ganhou força no governo Lula - LEIA MAIS

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 09 de Outubro de 2015 - As 20:36 GMT-3


Dilma Rousseff sendo empossada para o seu segundo mandato.
Antonio Cruz/Agência Brasil - Agência Brasil
Prática adotada por Dilma como meio desesperado para fazer valer sua influência política no governo e aprovar as pautas que são fundamentalmente urgentes para o país.

Mediante à rejeição quase que total, e ao desinteresse político, não há crise financeira que impeça a presidente de iniciar mais uma nova rodada de distribuição de premiações.

A última deverá acontecer nas próximas horas, quando Dilma já se mostra esgotada de ser derrotada nas sessões do Senado e Câmara, TCU e por aí vai... Com tantas derrotas seguidas, Dilma promete dar um docinho para bancar a reforma dos gabinetes eleitorais de cada político. Parece pouco não é?

Mas a prática adotada pelos políticos brasileiros torna esta reforma em algo nada honesto nem simples.

A maioria dos candidatos é de empresários e ao se eleger, a maioria deles apresenta o endereço de suas empresas como endereço de seus gabinetes eleitorais. Desviam alguns funcionários da empresa para assinar como funcionários dos gabinetes e estes acumulam funções tanto na empresa quanto nas atividades relacionadas aos gabinetes políticos.

Ah e é claro: Com tanta grana doada aos políticos quase sempre, seria fácil apontar aleatoriamente e dizer que este ou aquele tem altas somas de dinheiro no exterior, certo?

Agora faça as contas de quão "anti-corrupção" é a estratégia de Dilma.

Quanto dos cofres públicos ela desviará no auge da atual crise político-econômica para a reforma dos chamados "Gabinetes Eleitorais", que na verdade são empresas privadas?

Quantos milhões dos cofres públicos, Dilma já gastou em seus dois mandatos só com compra de apoio de parlamentares e senadores, para aprovar as votações mais básicas, que qualquer presidente conseguiria com liderança política?

Será que com tantos "docinhos" os políticos e partidos a exemplo do PMDB se acostumaram a só funcionar mediante ao pagamento extra?

Que nota você daria para este tipo de gestão?


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