terça-feira, setembro 15, 2015

"Pacote Rejeição" castiga brasileiros e poupa políticos

Dilma Rousseff decidiu governar o país?  O que levou a presidente a arrochar a mesma classe que ela jurou defender em seu primeiro mandato? - LEIA MAIS

Foto oficial Dilma Rousseff - Creative Common via Wikipedia 
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2015 
O governo Dilma Rousseff anunciou um pacote de cortes nos gastos do públicos para tentar corrigir o bizarro déficit nas suas contas, que se aprofundou desde a eleição do ex-presidente Luis Inácio da Silva e veio acumulando ao longo de seus mandatos. 

A conta que nunca fecha, é consequência de uma gestão irresponsável e excessivamente "caridosa". Um exemplo disto é a usina quebrada que Dilma deu de presente para o governo da Bolívia, mas para isto preferiu concertá-la e entregar funcionando aos beneficiários. O concerto do presente custaria cerca de 60 milhões de Reais, mas o gasto foi barrado por Cunha em 2014.

O projeto eleitoreiro "Minha Casa Minha Vida" nunca foi enxuto e depois de construídos a maioria dos conjuntos habitacionais foram abandonados nas mãos do crime organizado que passou a controlar  e vender as moradias em muitos estados brasileiros.

O Bolsa Família, que virou moeda de troca, por apoio e votos, ainda hoje é utilizado para sustentar estrangeiros e refugiados que chegam sem estrutura e ficam fora do mercado de trabalho. Realidade muito distante do propósito anunciado no começo dos dois últimos governos.

Com a rejeição nacional da corrupção política e a rejeição da própria presidente como gestora, a "presidenta" decidiu cobrar de volta todos os investimentos antes aplicados na classe pobre. É claro e isto é visível, que Dilma ficou bastante irritada com a queda livre do seu gráfico de popularidade, e a assombrosa aparição do povo nas ruas pedindo o fim da corrupção e seu Impeachment!

Para amenizar a crise, Dilma convocou a todos os que a apoiavam para protestos em sua defesa e o volume de pessoas ao seu lado foi quase nulo.

Para piorar quando entrevistados, muitos manifestantes (pró-governo) vestidos de vermelho, disseram aos repórteres que não apoiavam a Presidenta e pediam também o fim da corrupção política no país.

Sentindo-se humilhada, a presidente agora dá o troco:

Um pacote de cortes nos gastos públicos deveria ser bem recebido por todos, se não fossem na área da saúde, educação, projetos sociais, incentivos na agricultura, indústria, comércio e exportação.

O castigo vem sendo impetrado com afinco e à cada novo dia surge uma notícia pior que a outra. Tudo acontece em paralelo aos novos avanços da "Operação Lavajato", que Dilma lutou tanto para impedir. Vendo seus aliados e membros de seu governo caindo na malha fina da justiça, Dilma está determinada a vingar a destruição plena de seu regime.

Ninguém se lembra que há alguns meses o senado federal votou e aprovou o próprio reajuste salarial em 56%. Este tipo de votação e independência deveri ser vetada em constituição, mas não acontece. Já imaginou se todas as classes trabalhadoras pudessem votar e aprovar livremente seus próprios salários, enviando no final a conta para seus patrões?

O "Pacote Rejeição" é o que mantém a presidenta realmente ocupada. Dilma retirou há uma cerca de semana, o controle das Forças Armadas, do Estado Maior e deu ao seu Ministro da Defesa. Isto para castigar aqueles que promoviam campanhas pró-Impeachment e golpe militar.

O pacote de medidas do governo não passa de uma tentativa para se manter no poder e impedir que seus aliados sejam punidos por seus crimes de colarinho branco. A corrida desenfreada não diz respeito à recuperação da popularidade. Diz respeito à auto-preservação, já que respeito pelo Brasil, ela já perdeu há muito tempo.

Resta-lhe pouco tempo para apresentar um relatório de contas para o TCU e está é a razão dos aumentos nos impostos e reduções de todos os benefícios possíveis.

Lembrando que este tipo de comportamento é típico de quem rompe uma relação. Dilma sabe que não voltará mais ao governo e possivelmente Lula também não. Se Deus quiser o PT também estará fora da cadeia de  comando do país e a retirada de suas influências negativas possivelmente devolverão a paz ao país e reduzirão a violência armada.

Sabe-se que se Lula for re-eleito presidente este acerto de contas será adiado por mais um ou dois mandatos... então Brasil, fique esperto e não vote à favor do se pró funeral!

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