segunda-feira, julho 06, 2015

Brasil: Crise institucional generalizada em efeito dominó

A crise política do atual governo brasileiro parece, mas não tem origem no governo Dilma: Leia mais.

Protesto contra corrupção generalizada no país - ano 2009 - Foto Saulo Valley
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo.

Para entender o que acontece o o país que até poucos meses era visto mundialmente como "fenômeno de crescimento e estabilidade", e hoje parece querer seguir os rastros da Itália e da Grécia... É preciso voltar onde tudo começou:

A ascensão de Luís Inácio Lula da Silva ao palácio do Planalto parecia ser uma grande conquista popular. A segunda das duas únicas vezes na história moderna que um trabalhador assumiu a presidência de um país. O primeiro foi a Holanda.

Quando Lula foi eleito, especialistas europeus logo se lembraram do fato similar acontecido com o povo holandês. Logo ressaltaram com preocupação que aquele momento do povo acabou se transformando numa grande tragédia econômica para o país.

Este foi o grande receio da Europa quando viu Lula subindo a rampa do Planalto pela primeira vez.

Mas a permanência de Lula no poder parecia ter sido um grande sucesso com a fantástica ampliação da distribuição de renda, elevando várias classes sociais e diminuindo os abismos financeiros entre as classes. Chegou ao ponto de parecer que só haviam duas classes sociais!
O crescimento da escolarização da classe pobre e a elevação das estatísticas dos empregos com carteira assinada...

Tudo perfeito exceto pelo fato de que tudo não passava de estatísticas estabelecidas à partir de resultados fabricados.

O dinheiro dos cofres públicos é que eram desviados para bancar a distribuição de renda.
Sob pena de não conseguir espaço no mercado de trabalho, analfabetos, semi-analfabetos e pessoas que não haviam concluído os estudos eram pressionados a se matricular nas escolas que não possuíam professores e quase nunca havia aula.

O corte nos impostos para as vendas de automóveis, móveis, eletrodomésticos e outros bens de consumo melhorou a vida do pobre, mas por causa da baixa arrecadação, houve um profundo déficit nos cofres públicos.
Sem falar que as obras grandiosas pré-Copa e Jogos Olímpicos alavancaram um turbilhão de gastos com lucros tímidos para o governo e retornos excessivos para instituições privadas envolvidas.

Em outras palavras, Dilma herdou um país quase falido completamente maqueado e cheio de curativos de emergência.
Com isto sua gestão deveria ser bem contida e sua condução deveria ser com as rédeas puxadas. Mas Dilma errou ao dar continuidade à administração suicida de Lula.

Nenhuma gestão responsável se detém nos gastos excessivos e na dispersão ou distribuição dos valores a serem recebidos mesmo antes de serem recolhidos!

Ou seja: Lula distribuiu dinheiro que havia nos cofres e o que haveria de entrar! De onde viriam então os recursos que manteriam o país de modo que a gestão PT batizou de "Sustentável"?

Sem entradas e com as reservas cada vez menores o país segue à cada nova reeleição desta política predadora e irresponsável.

A próxima gestão deverá cortar um grande dobrado para reabastecer os cofres e gerar receita para que o país se torne sustentável de verdade.

Dilma se mantém em desespero neste segundo mandato. Vive correndo para calar a boca dos especialistas que apontam uma tragédia nacional à vista e uma sequência de punições para a atual administração e a anterior. Daí sua corrida desesperada em busca de parcerias com as potências como China, Rússia e EUA. Mas uma realidade é bem clara: Dilma está correndo mesmo é atrás de favores e de misericórdia, implorando empréstimos e investimentos estrangeiros desesperados. Recursos estes que o Brasil tinha antes de Lula assumir o governo. 

Agora sabe-se também que cada um destes novos investimentos externos não virão de graça. Os governos Lula e Dilma vendem o almoço para comprar a janta como estratégia administrativa. Não demorará muito para descobrirmos que fomos todos vendidos como escravos para alguma potência ou para todas elas!

A política como um todo, a saúde, o futebol, o ensino público e privado são alguns exemplos de que os reflexos são cada vez mais devastadores, quando percebem os que as instituições mais essenciais e poderosas, hoje estão quase que desarticuladas e suas políticas de trabalho já deixam de fazer qualquer efeito e sentido. Forças gastas ao limite é que agora para quem está no topo e só parece restar o furto do que ainda sobrou nos cofres já quase esvaziados. 

Quem nos salvará?

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