terça-feira, janeiro 13, 2015

Sepetiba: Caso Maria Aparecida termina com condenação de réus pelo assassinato da empresária.

A violenta forma que Maria Aparecida foi assassinada abalou o bairro de Sepetiba e adjacências em meados de 2013. Após cerca de 1 ano de investigações e processo criminal, réus que já estavam detidos dias depois do crime são finalmente encarcerados. LEIA MAIS:

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2015 - 21:00 GMT-3

A popular "Cida" era divertidamente extravagante como a foto ao lado. Seu jeito espalhafatoso de ser e o sucesso de seu comércio atraía atenção de muitos na região. Cida que era uma pessoa simples ao mesmo tempo não conseguia esconder seu crescimento financeiro dos olhares curiosos da população. Ainda mais porque administrava com sucesso a maior referência em loja de utilidades domésticas, presentes e variedades da região de Sepetiba.

Junto com seu sucesso, a moça (que era solteira) acabava tendo que suportar pessoas maliciosas e covardes, que sempre se achavam espertos e buscavam formas de lhe aplicar algum golpe financeiro, nem que para isto fosse necessário fazer chorosas declarações de amor para ela. Maria Aparecida que gostava de ser chamada de apenas por "Cida" era ainda mais popular pelo apelido "Índia", por causa do nome fantasia de sua empresa: "Índia Pop Bazar". Um fenômeno de crescimento.

Cercada de cobras e lagartos, ela era ainda assim ousada e investia cada dia mais em promissoras inovações, sempre ampliando suas lojas e comprando carros cada vez mais novos e chamativos. Invejada e muito visada, Cida frequentemente reclamava das falsidades e das tentativas de golpe que sofria quase todos os dias. Apesar do pouco estudo, a empresária era mesmo muito astuta e percebia de longe as tramas contra seu patrimônio. 

Carente, Cida buscava um amor verdadeiro, que não envolvesse sua vida financeira como alicerce. Ela sempre se queixava de pessoas que se aproximavam se passando por "loucamente apaixonadas" mas que só queriam explorar financeiramente. Por fim, seu envolvimento com um funcionário que já tinha problemas com outro funcionário, acabou levando a situação para o lado do homicídio, e a demonstração de ódio entre eles, acabou vitimando a Aparecida que acredita-se ter sido completamente inocente quanto a briga.

Agora resta saber por quanto tempo estes criminosos permanecerão atrás das grades. Réus primários não podem ser beneficiados depois deste crime tão brutalmente premeditado. Que seja feita a verdadeira justiça.

Tags: Cida, assassinato, homicídio, Sepetiba, Maria Aparecida, Índia Pop Bazar, Saulo Valley, O Observador do Mundo, 

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