quinta-feira, dezembro 18, 2014

EUA quer influenciar a América Latina à partir de Cuba

A mídia tradicional acredita que com a renovação das relações americanas com Cuba, sela-se "o fim da guerra-fria", enquanto que Obama, que luta para aumentar a influência americana no Oriente Médio, Ásia e África, percebe que a América Latina se fechou - LEIA MAIS:

Lift Cuba embargo by Latuff2 Licença Creative Commons

   A guerra fria está em sua segunda versão e para este novo cenário, os resquícios da velha Segunda Guerra Mundial e sua subsequente guerra comercial, não podem contribuir para os desenvolvimentos na estratégia americana nesta nova batalha comercial entre EUA e Rússia. A guerra-fria do novo milênio vem em preparação para acrise alimentar e de recursos básicos anunciadas pelas potências e especialistas das Nações Unidas.   É com muito planejamento, articulação e estratégia que a América de Obama visa ganhar novos mercados e preparar o país para a crise anunciada para começar à partir da próxima década.

   A Rússia em meio à crise anunciou neste dia que está trabalhando para, em dois anos vencer os desafios do mercado financeiro em seu território. O Observador do Mundo percebe que este também é o prazo médio para que a Rússia consiga controlar a crise da Ucrânia, já que o mesmo deverá não ter fôlego financeiro para manter esta batalha contra a invasão russa por muito tempo. A luta para dominar antigos territórios da ex União Soviética é parte de um processo para evitar que os Estados Unidos continue exercendo suas influências às margens das fronteiras russas. Por outro lado, desde a guerra do Iraque, a América Latina se fechou gradativamente para a América do Norte, se aprofundando nas relações com as potências rivais, entre elas: Rússia e China.

   No jogo das influências a relação EUA e Cuba poderá ajudar a quebrar muitas barreiras estabelecidas mesmo que acidentalmente nas relações diplomáticas entre as Américas. Como diz a mídia inteira nesta quinta: Se os Estados Unidos mantém uma relação comercial forte com a China que é uma ditadura comunista, o que impede de ter relação com Cuba?

   O fim da crise entre Cuba e melhora a imagem de Obama para os americanos republicanos e aproxima dele os imigrantes cubanos naturalizados no país.

Se você sabe inglês e muito pouco sobre a velha guerra-fria, assista este vídeo:



   Tags: influência, Comércio Exterior, Relações Diplomáticas, EUA, Cuba, Barack Obama, Fidel Castro, Saulo Valley, O Observador do Mundo, Russia, guerra-fria, guerra comercial, mercado, 

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