quinta-feira, dezembro 11, 2014

Ambulatórios climatizados não esterilizam ambiente nem garantem a saúde dos pacientes e visitantes.

Esta é uma verdade mais que verdadeira: Salas hiper geladas não são capazes de impedir infecção hospitalar e ainda podem minar a saúde de pessoas cuja imunidade é deficiente quando submetidas a baixas temperaturas - Saiba Mais:

Transmission Electron micrografia de Múltiplas rotavírus Partículas cada um. é de cerca de 70 nanômetros de Medidor - Creative Commons 3.0 via Wikipédia
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 11 de Dezembro de 2014 - 16:32 GMT-3

   Desde a implantação das redes de atendimento UPAs e Clínicas da Família, tornou-se uma tendência a manutenção de salas equipadas com ar-condicionado mantidos em baixas temperaturas. Na ocasião das primeiras instalações das UPAs, havia a epidemia do tal ROTA Vírus, que segundo a mídia e alguns relatórios assinados por autoridades ligadas ao governo, seria este último responsável pelas mortes por infecção hospitalar no Estado do Rio. "O Observado do Mundo" sempre combateu este tipo de propaganda genérica, que atribui uma mesma variedade de sintomas para justificar contágios por vírus recém descobertos e justificar uma "epidemia". Quem ganha com isto?

   Na contra-mão das notícias pagas, "O Observador do Mundo" sempre com o pé no chão, observa que muitas pessoas chegam saudáveis nos locais públicos de atendimento médico e deixam o lugar com algum tipo de reação alérgica, quando não contaminadas por outros vírus mais pesados ou infecções hospitalares.

   No início de 2014 acompanhamos a internação de um parente nosso que foi acometido de um Acidente Cardiovascular e durante sua internação contraiu uma pneumonia aguda que teria sido a causa de uma segunda e letal crise de AVC.  Antes do óbito deste paciente observamos que a sala do pronto socorro estava tão gelada que os pacientes pareciam mantidos sob algum tipo de criogenia. Algo que lembrava a temperatura das gavetas nos necrotérios. O paciente tentava conversar mas a secreção que seus pulmões produziam parecia estar a afoga-lo. Os médicos informaram que não poderiam tratar a pneumonia por que ainda não conseguiam detectar se havia ocorrido uma AVC ou não...  Durante pelo menos 10 dias o paciente foi mantido em baixíssima temperatura, sem nem ao menos ter sido apontado a causa de seus movimentos serem quase zero, sendo que o paciente chegou andando com dificuldade, mas andava.

   Na última quarta-feira fomos levar uma outra pessoa a um hospital federal cuja estratégia "anti-pandemia" é a mesma: Manter ar-condicionados em baixas temperaturas. Logo se percebe que com pouco mais de 1 hora no local as pessoas começam a manifestar sintomas involuntários de rejeição da temperatura provocada. Eu mesmo tive uma crise de tosse e em pouco tempo já estava com febre. Precisei recorrer a remédios e até a antibióticos para me recuperar da chamada crise de reação alérgica.  Do lado de dentro algumas salas são mantidas a menos de 18° graus e no lado de fora 35°. Um verdadeiro teste de sobrevivência. Com a imunidade literalmente atacada, qual ser humano pode resistir se atacadas por poderosos vírus hospitalares?

   E quanto aos pacientes submetidos a prolongada exposição ao frio?  Não deveria haver um bateria de testes para medir o grau de imunidade nos pacientes internados?

   Seria mais caro? Sim, seria. É importante que todos saibam que a manutenção de salas muito frias nos hospitais não garante a saúde nem dos pacientes nem dos visitantes e muito menos impede a tal infecção hospitalar. Ainda por cima gera novos pacientes, ou pode complicar o estado de saúde de já pessoas fragilizadas. Ajuda a diminuir a incidência de contaminação? Sim. Mas não é uma solução efetivamente suficiente para proteger as pessoas em ambiente hospitalar. ..Ainda se os filtros dos mesmo não forem assiduamente higienizados, serão capazes de provocar infecção respiratória, e quem é que fiscaliza se os filtros de ar dos ar-condicionados são limpos e com que intervalos?

Tags: saúde pública, HOSPITAL, imunidade, OMS, contágio, epidemia, pandemia, virose, Saulo Valley  Notícias, O Observador do Mundo, 

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