segunda-feira, julho 21, 2014

China: Cerca de 500 policiais invadem igreja em violenta repressão aos cristãos

Madrugada violenta com pelo menos quatro (4) pessoas feridas, sendo que duas (2) delas estão internadas em estado grave. Segundo ativistas chineses, centenas de cristãos se reuniram em frente à igreja para impedir que as forças militares, inclusive os bombeiros demolissem a cruz instalada na construção... SAIBA MAIS:

By Chong Fat (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0) or GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html)], via Wikimedia Commons
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 21 de Julho de 2014 - 19:15 GMT-3
Atualização: 23:20

Por volta das 03 da madrugada desta segunda-feira, uma multidão de policiais armados de escudos e cacetetes se dirigiu para as Igrejas Episcopal localizadas na regiões de Shuitou (Condado de Pyongyang), e na cidade de Wenzhou, (província de Zhejiang). De acordo com ativistas da ONG "molihua" ligada à Revolução Chinesa, a região é habitada por mais de 1 milhão de cristãos.  Com a notícia de que as autoridades chinesas estavam indo demolir a Cruz (sob acusação de motim contra o governo), mais de mil populares e estudantes correram para o local a fim de proteger a construção juntamente com o símbolo de sua crença, segundo informou a fonte, as forças policiais desistiram de demolir a cruz.

A perseguição aos templos tem sido ampliada desde o mês de Abril de 2014. Na rede social Twitter, um fotógrafo amador registrou o momento em que um guindaste ainda em Wenzhou, era usado para retirar a cruz do topo de uma igreja, e na foto havia uma faixa escrita: "Por favor, não removam a cruz, ela é a minha glória".

Durante todo o ano, Wenzhou tem se mantido como palco de violentos confrontos entre governo e cristãos.
O site português "Agência Ecclesia" atribui a crise ao fato de que os 50 milhões de cristãos que vivem na República Popular da China se negam a servir a deus nos templos criados pelo Partido Comunista nos anos 50. A fonte destacou as entidades: "Movimento Patriótico da Tríplice Autonomia Igreja Protestante" e a "Associação Patriótica Católica Chinesa" como responsáveis pela perseguição de autoridades eclesiásticas ao longo dos anos. A fonte disse ainda que no total, 160 igrejas cristãs correm risco de demolição na Província de Zhejiang.


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