domingo, março 09, 2014

Ucrânia: O atirador era o mesmo: Autópsia e balística de manifestantes e policiais mortos revela.

O governo anterior já não atendia às necessidades do país e a corrupção era efervescente. Um chamado levante revolucionário se deu em nome da grande esperança popular por mudanças e o fim da corrupção, mas as investigações revelam que os atiradores eram contratados para inflamar os dois lados da luta política CONTINUE LENDO:

Um dos mais ativos franco-atiradores que tornou em guerra a manifestação política ucraniana em Kyev
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 09 Mar 2014 - 06:40 GMT-3
Atualização: 16:42

O Ministério Público abriu uma investigação para descobrir a quem representavam os snipers espalhados e estrategicamente posicionados durante as manifestações em Kyev. Os primeiros resultados já mostraram que os atiradores (Um deles já está preso) não pertenciam a nenhum dos lados da batalha política que eclodiu nos últimos meses e serviu como desculpa para a invasão russa à Criméia e possivelmente na Ucrânia. Estes atiradores sem face foram tão convincentes que forçaram as autoridades a desintegrar um destacamento de polícia inteiro por medo de motim e por acreditar que eles estavam atirando nos manifestantes para enfraquecer sua luta por reformas. Hoje está tudo muito claro de que a orquestração assumida de Putin se deu início muito antes da atual crise. Relatos de agências noticiosas e (isto faz parte das anotações da equipe do Ministério Público que investiga o caso) que pelo menos 10.000 muçulmanos estavam envolvidos nas violentas manifestações e gritavam "Isto aqui é Ucrânia e não Rússia!" e também "Alahu Akbar" que quer dizer "Deus é Grande".

De acordo com as investigações, os manifestantes mortos em sua maioria eram simples ativistas sem nenhuma posição de liderança. Todos foram mortos por tiros perfeitos e letais, que não tivessem qualquer chance de sobreviver.

Manobras perigosas

As investigações revelam que o "novo e revolucionário" governo na verdade agiu de forma truculenta e maldosa, subornando políticos poderosos e influentes e ameaçando militares e suas famílias. Tudo isto fica muito claro como sendo parte de uma gigante orquestração russa para abalar as estruturas do país, dividir e confundir as opiniões.  Na Ucrânia, a manifestação armada de pró-russos pedindo a chegada da intervenção russa vem para deixar o mundo estarrecido diante de tamanha violência que agora parece ser com legal consentimento popular, mas esta não é a verdadeira verdade. 

Subdivisões da divisão

A verdadeira verdade é que a política ucraniana está sozinha nesta luta e que os militares não estão apoiando, apenas assistindo ou acompanhando de perto. Está muito claro de que a política do país está severamente comprometida por inúmeros agentes pró-russia infiltrados por todas as estruturas do país, e que isto vem para deixar o atual governo completamente sem força de reação mediante a invasão russa. Desejar repelir Putin é pedir para ser morto pelos seus próprios "joios". Esta é a realidade que cresce e se mostra clara mediante os fatos investigados. 

Inflitrados

A Situação anda mesmo difícil e até mesmo os militares que estão ao lado da Ucrânia precisam saber com quem compartilham suas idéias. Qualquer um pode ser pró-russia e denunciar para as tropas invasoras. No meio dos que protestam  contra invasão há também os que torcem pela concretização da invasão russa. E ela está acontecendo. Soldados russos estão chegando na Criméia, vestindo uniformes das forças ucranianas e ocupando os postos de vigilância nas fronteiras, aeroportos, e outras bases militares. Relatos de moradores locais e militares reformados ligados ao grupo (Resistência da Informação) contam que acontecem revistas a passageiros que chegam de trem na região, e outros relatos também comprovam que as visitas e revistas nas residências começam a acontecer, forçando por meio de ameaças as famílias a se tornarem ou se declararem "pró-rússia".   Por esta razão, a calorosa manifestação de "boas vindas" ao regime usurpador russo se deu neste sábado em Kyev.

No seio militar ucraniano

O sentimento de patriotismo das tropas ucranianas na Criméia se mistura à frustração de ter recebido ordens para não reagir à invasão e o sentimento de ter sido traído por militares que se venderam e passaram para o lado russo. O baixo moral ainda pode ser mudado mas os poucos remanescentes soldados ucranianos originais não receberam qualquer suporte do governo para lutar. Enquanto isto assistem novos destacamentos russos chegando em dezenas de veículos militares e sem demonstrar qualquer sentimento de respeito por aqueles que se viram vendidos por seu próprio governo.

Breaking news: Drone sobrevoa novas instalações russas na Criméia e especialistas militares afirmam: "É uma estrutura para guerra de grande porte".


Estratégia russa para a Década

A colonização russa está em pleno andamento e promete atacar a todos os países onde a influência americana e européia se mostra eficaz. Decidida a superar suas próprias crises e ganhar a maior parte dos mercados do globo, a Rússia tem atraído para si antigos e históricos aliados dos Estados Unidos como o Brasil e arqui-inimigos, como a Venezuela e o Irã. Apoiado pela China que divide o mesmo sonho de abraçar o mundo com a chama ainda viva do comunismo em suas veias, tem sido vista como aliado inseparável para toda e qualquer colonização. A declaração russa sobre a "guerra moderna" em Janeiro de 2013 com a posse do novo ministro da Defesa, Serguei Shoigu visa conter o crescimento da influência americana nas regiões onde a Rússia antes influenciava e a prevenção contra invasões internacionais. Este plano de defesa  apresentado na ocasião e publicado pela agência "Voice of Russia", apontava como alerta de perigo para a integridade russa países vizinhos e incidentes em escala pequena e regional "no máximo", acrescentou. A declaração do novo ministro na ocasião coincidia com a violenta crise que a Síria estava vivendo já há menos de 60 dias do segundo aniversário da guerra civil no país. Crise esta que acontece sob os olhares e estratégias russas em apoio ao presidente Bashar Al-Assad. Onde oficiais da Guarda Republicana Russa estiveram presentes e ativos desde os 3 primeiros meses de manifestação popular contra o atual regime. Na apresentação de seu "Plano de Defesa", o novo ministro então fala sobre "as experiências da Rússia com a primavera árabe":

"Antes de atacar um país é necessário para desestabilizar a situação no país para criar um impasse civil. É melhor lutar com mãos de outra pessoa, porque as perdas entre os próprios militares são muito caros para a reputação e o orçamento." Disse.

Estas poucas linhas já demonstram o que realmente aconteceu na Ucrânia e como as coisas chegaram a este ponto tão angustiante. Daqui pra frente resta saber qual será o próximo país alvo das ações neo-nazistas de Putin.

Veja a assustadora invasão russa de carros militares e BMPs blindados gravado há 2 dias na Criméia:



A guerra silenciosa: Forças russas agora seguem para solo ucraniano.



título ref: http://sputnikipogrom.com/russia/ua/9741/estonian-knockdown/

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