terça-feira, março 25, 2014

Tropas russas intensificam cerco militar à fronteira ucraniana que tenta juntar os cacos do exército dizimado

Militares ucranianos denunciam que a Rússia tem aumentado sistematicamente a densidade militar ao longo da fronteira ucraniana, um dia depois de 7 soldados russos terem sido presos após invasão ilegal no país.


Ukraine, US, NATO and Partnership for Peace member nations kick off Exercise Rapid Trident 2011 - Wikipédia CC

Por Saulo Valley "O Observador do Mundo" - Rio de Janeiro, 25-03-2014 GMT-3

   O governo da Ucrânia tem se mobilizado para proteger suas fronteiras e se preparar para o próximo passo de Putin. Kyev já tem certeza de que Putin quer invadir a Ucrânia mas não sabe ao certo o método que ele empregará para tal. Há um racha nas opiniões. Há um grupo que acredita que Putin vai invadir a Ucrânia com intenção de dividir o país, iniciando o ataque a partir do leste, principalmente a região de Donetsk. Mas há quem espere pelo pior. Para esta outra metade da opinião pública ucraniana, Putin pretende tomar Kyev.

   De qualquer forma invasão é invasão e nossos contatos na Criméia e Ucrânia, citando aqui também o grupo "Resistência da Informação" continuam apreensivos quanto aos movimentos russos na região.

   Para o governo ucraniano o momento é ainda de completa indecisão, uma vez que o país não estava preparado militarmente para enfrentar um adversário do porte da Rússia. Aliás, se não forem os EUA, Coréia do Norte, China e Iran, que país teria tal condição?

   A tensão na região da Criméia está longe de baixar. Neste dia 25 de Março, é o limite estabelecido por Putin para a evacuação dos militares ucranianos da região. À partir de amanhã, estes remanescente poderão ser violentamente atacados por forças russas e sua milícia de Sebastopol.

   Ucrânia insegura e de baixa proatividade, não consegue se desenrolar no terreno. Tropeçando em corrupção política e militar, tem levado Tenyukh, o Ministro da Defesa do país a renunciar ao cargo neste dia.   Em seu lugar Mykhailo Koval, um ex-ministro da Defesa que havia sido retirado do cargo por acusações de corrupção. Oficiais militares ucranianos sugerem que o governo declare "Lei-de-Emergência" mas Kyev resiste. Na prática, nem os militares atuam, nem os políticos. O país está literalmente desarticulado.

   Completamente sucateada e dizimada ainda mais com a ocupação da Criméia, e apreensão de grande parte de seu aparato militar na região, o governo tenta encontrar meios de se "organizar para enfrentar a iminente invasão russa"...  impossível. Até o momento Kyev não anunciou nenhum plano efetivo de evacuação dos militares e seus familiares da Criméia. O Comandante Julius Manchur continua em isolamento, em poder das forças especiais russas, após ter sido sequestrado durante ataque à sua Base (Belbek) há dois dias. O vídeo a seguir mostra o moemnto em que as forças russas tentaram retirar a bandeira da Ucrânia da Base Aérea Militar de Belbek, mas seus militares formaram um escudo humano para evitar que russos hasteassem a bandeira russa em substituição (o que significaria a rendição da tropa ucraniana para a Federação Russa).


   Mesmo assim, Kyev se mantém fiel ao propósito de fazer a sua parte, enquanto a comunidade internacional corre para tentar bloquear o próximo movimento russo contra a vizinha Ucrânia. Mas Putin tem muitas cartas na manga e age livremente. No momento enquanto ele aguarda as tropas ucranianas se desenrolar, segue minando suas estruturas políticas, com generosas ofertas de suborno, além de enviar espiões todos os meios possíveis à região. As forças da Ucrânia têm se esforçado para detectar os infiltrados nestes últimos dias. Mesmo assim, só tem sido capaz de detectar alguns militares invasores.

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