sábado, março 22, 2014

Criméia e a difícil realidade dos militares ucranianos ilhados pelo novo governo.

Após o referendo de 15 de Março, as forças armadas da ucrânia na Península da Criméia se viu abandonada e no meio de um mar de indecisões e variáveis, foram privados de defender suas fronteiras e seus quartéis. Agora eles precisam deixar para trás toda vida que construíram por amor à bandeira nacional ucraniana, ou servir ao exército invasor sob novo juramento de total devoção...

Bandeira da Ucrânia

Por Saulo Valley "O Observador do Mundo" e "Resistência da Informação da Ucrânia"
Rio de Janeiro, 22-03-2014 GMT-3

Algumas unidades militares da Ucrânia na Criméia não resistiram à invasão e seus militares a abandonaram logo no início da volumosa ocupação russa. Com tanto poderio militar, (inclusive com 1 única bateria de mísseis com capacidade para apagar a Península da Criméia do mapa) e sem ordens do Estado Maior da Ucrânia... Bom muitos cruzaram a fronteira e foram para o continente. Mas há aqueles que decidiram ficar. Mas para isto teriam que se alistar nas forças armadas da Federação Russa, as forças de ocupação. Debaixo desta realidade, é que citando a ONG "Resistência da Informação da Ucrânia" que disse que a 36 Brigada decidiu pela rescisão de contrato com o Ministério de Defesa da Ucrânia e assinou o contrato com as Forças Armadas da Federação Russa na Criméia. Dos 400 militares, 205 decidiram-se pela Ucrânia e se inscreveram no processo de retirada deles e de suas famílias da região.  Transição esta que para todos os ucranianos na Criméia não tem como ser imediata. Como disse o Coronel da reserva Dmitry Tymchuk nesta manhã de sábado, será necessário um mutirão envolvendo uma variedade de órgãos do governo ucraniano, de áreas diferentes. Eles precisarão de ter a garantia de segurança do governo russo para deixar a região, o desbloqueio das estradas, documentação de todos os extraídos e suas novas instalações na Ucrânia. Ruim para os militares que deixam suas bases, ruim para seus filhos que deixam suas escolas e suas amizades. Ruim para toda população ucraniana na Criméia que pensava que com o apoio ao novo governo, a vida seria mais fácil e no entanto praticamente estão sendo expulsos por muita pressão psicológica e ameaças.

Para o governo russo, 200 milicianos na sua porta te intimidando a deixar a região (após arrombar sua porta) se constitui uma forma de "diálogo" e uma forma de se resolver as questões de forma "pacífica". Isto tem sido verificado nas publicações onde a nova gestão da Criméia trata de forma "amável" o assunto em suas publicações em jornais e web sites. Mas as forças de invasão estão com pressa para assentar a nova administração da Península. Resta saber se Putin vai dar tempo para a administração ucraniana retirar seu povo com vida.

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