segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Síria: SOS para presos políticos encurralados no meio da "batalha dos presídios".

A Síria vive momento tão difícil que chega a ter uma guerra dentro da outra. Se no cenário nacional a violência explode fronteira à fora na luta entre Assad e opositores, dentro do mesmo país há opositores brigando pelo controle das casas de detenção bem como na "guerra dos aeroportos" em 2012/2013 LEIA MAIS:

Combates intensos registrados em 2013 - Al Nusra versus Syrian Army - Snapshot by "War Clashes"
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 17 de Janeiro de 2014 - 21:27 GMT-3
Atualização: 18-02-2014 as 08:24

Um pedido de socorro foi enviado nesta segunda direto do centro de detenções da cidade de Aleppo. Presos da "Ala Política" enviaram uma mensagem pedindo socorro desesperadamente para as organizações do ramo humanitário. De acordo com uma fonte nossa ligada aos presos políticos detidos em Aleppo, que vive hoje dias de horror, contam por meio de uma carta sobre a gravidade da situação que os presos estão sendo submetidos desde que o FSA (Free Syrian Army) decidiu atacar os presídios e soltar todos os presos a partir do ano de 2012. Segundo a carta, a "Batalha das Prisões" deveria ser um fator causador de muitas expectativas positivas para os presos, mas ao invés disto tem sido causa de muito mais sofrimento e dor. Segundo depoimentos enviados pelos presos, a luta entre as milícias rebeldes entre elas ou entre elas e o regime sírio, tem sido causado de muitas mortes, sem falar que nas prisões que o regime consegue recuperar o controle, os presos estão sendo castigados. Muitos são os que morreram de fome e sede, por causa do castigo imposto pelo regime Assad.

De acordo com a carta desde Abril de 2013 os detentos estão vivendo em condições extremamente desumanas de desnutrição, doenças e mortes por ferimentos causados pelos confrontos entre os dois lados das forças que lutam pelo poder. A carta denuncia que muitos presos já morreram desde Abril de 2013 de fome e sede quando milícias rebeldes decidiram cercar os presídios ou quando o exército regular sírio assim o fez.

"Alguns perderam a consciência e o poder de suportar a fome e começaram a cometer loucuras dentro da prisão para serem mortos pelo exército e a polícia.A prisão tornou-se insuportável , devido às reações do exército sobre o braço político usando mísseis, bombas e metralhadoras pesadas .." - Disse a fonte.
Há cerca de 1 ano os rebeldes que comandam o FSA anunciaram oficialmente os planos de atacar a Prisão Central de Aleppo. Um fórum entre os presos políticos sobreviventes foi organizado recentemente para compor esta carta pedindo urgentemente "pelo fim deste massacre". A carta faz ainda um apelo humano para as facções que estão sitiando a Prisão Central de Aleppo, "para cessar fogo e neutralizar as ações militares..."

Os presos denunciam que "o número de vítimas ultrapassou centenas de prisioneiros, lutadores , agentes policiais e soldados do exército , enquanto que nenhum dos presos foi libertado, ao contrário do que tem sido anunciado pela mídia."

A carta encerra pedindo ajuda das organizações humanitárias das Nações Unidas e por fim para que o derramamento de sangue seja encerrado no interior da Prisão Central de Aleppo.

 Sheik Abdul Mahhed Majid se preparando para ataque suicida na Prisão Central de Aleppo - Imagem: Al-Nusra 07-02-2014
O Sheik Abdul Mahhed Majid nesceu na Inglaterra e foi treinado nos campos de formação de jihadistas no Pakistão. Majid aparece de branco se preparando para conduzir um caminhão bomba em direção a Prisão Central de Aleppo. De acordo com fontes jornalísticas, o ataque teria rendido a libertação de pelo menos 300 presos da área do presídio controlada pelo regime de Assad. Mas a carta enviada neste último dia 16 nega a notícia e aponta a grande mortandade de combatentes e presos, numa batalha que parece não ter fim:

Este vídeo a seguir mostra 1 longo período de combates intensos dentro do sistema prisional Central de Aleppo re-publicado há 1 dia atrás e foi gravado no dia 7 de Fevereiro 2014. A milícia All Nusra comanda as operações contra o exército sírio pela libertação dos presos. Mas este período de luta pelo controle segue com mais derramamento de sangue e os presos pedem socorro!


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