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Síria: Fuga desesperada de Homs - Saulo Valley Notícias

A guerra civil síria chegou ao ponto em que a violência ultrapassou todos os limites da sobrevivência, tornando a permanência de não-combatentes nos locais de conflito direto, uma forma de suicídio. Cidades como Aleppo, Rastan, Iddlib, Daara, Sham, e Homs estão debaixo de bombardeios violentos pelo regime sírio, que após a decisão da ONU de proibir e destruir suas armas de destruição em massa, inclusive o napalm, passou a despejar barris de TNT sobre as residências de uma forma diária e regular. LEIA MAIS:

Mãe retira seus filhos dos escombros durante bombardeio a residências em Aleppo - foto cortesia: Syrian Revolution 2011
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 12 de Fevereiro de 2014 - 07:07 GMT-3

Há dois dias a ONU enviou uma missão para Homs, cujo objetivo era a retirada de civis da região, como parte do acordo de "cessar fogo" realizado no encontro Genebra II na última semana de Janeiro deste ano. Enquanto percorriam as ruas de Homs já quase fantasma, milícias leais a Bashar Al-Assad atacaram com morteiros e fuzis o comboio das Nações Unidas:


Apesar da tentativa de impedir os civis de escaparem das garras cruéis do regime sírio, o secretário geral das Nações Unidas Ban Ki-moon considerou a missão de resgate em Homs um sucesso. As imagens a seguir foram registradas por uma equipe de jornalismo da mídia estatal síria:


A violência do regime sírio levanta novas preocupações pelo considerado "pequeno avanço das negociações de paz", por parte da secretaria geral das Nações Unidas. De acordo com a ONU revelou nesta terça, que agora a nova preocupação é por conta dos cuidados das pessoas retiradas da cidade antiga de Homs. Citando o Dailystar como fonte, dos 1151 que foram escoltados para fora de Homs, pelo menos 336 homens foram detidos pelo regime sírio, sob suspeita de fazer parte das tropas rebeldes. De acordo com a fonte, o regime de Assad ainda suspeita da maioria dos que escaparam, o que significa que ele pode ter usado a fuga para ter uma espécie de "raio-x" da população que ainda permanecia debaixo dos telhados que ele bombardeava. Agora fora dos abrigos e identificados, os felizes refugiados podem voltar a sofrer novos ataques do regime que considerar que 100% da população que vive na região dominada pelos rebeldes como "inimigos do estado."

Em declaração à imprensa, o enviado especial para Síria Lakdar Bahimi declarou nesta terça: "Nós não estamos fazendo muito progresso". Ele dizia sobre as negociações de paz com objetivo de encerrar a guerra síria, retirando Bashar do poder e estabelecendo novas eleições pacíficas e democráticas, como sendo um objetivo agora declarado das Nações Unidas. Esta postura da ONU era muito esperada pelo povo sírio desde os primeiros protestos, mas ao contrário de todos os outros países que mudaram o sistema de governo no mundo árabe, tem sido necessário a morte de mais de 130 mil pessoas e a degradação de mais de 60 mil detentos, além dos quase 9 milhões de refugiados desabrigados e sofridos, para que as Nações Unidas mostre sua verdadeira posição sobre a situação no país.

A ONU ainda declarou verdadeira preocupação também pelos refugiados palestinos que estavam na Sìria. Desde os primeiros 6 meses da revolta popular contra o regime Assad, os palestinos que decidiram apoiar a oposição passaram a ser considerados inimigos declarados do estado, levando o regime a bombardear inúmeras vezes o acampamento para refugiados palestinos. Centenas de palestinos, senão milhares acabaram caindo nas garras de Assad e morrem sob estrema humilhação, tortura ou verdadeiros fuzilamentos. Castigo coletivo impetrado por Assad e sua cúpula militar com objetivo de exemplificar o que acontece com qualquer grupo étnico que se põe contra o regime. Por esta razão até mesmo os líderes alauítas (minoria protegida pelo regime) em 2012 declararam temer Assad.

A Maldição de Homs

Por tradição, Homs é a capital dos rebeldes da Síria. Em 1982 aquela região foi o palco de um dos mais violentos e cruéis massacres da história do país. No comando o então presidente Hafez Assad, o pai do atual presidente! Mais de 45 mil pessoas foram dramaticamente torturadas, incineradas, mutiladas e até enterradas vidas. Pessoas de todas as idades à contar da idade de amamentação. Pelo menos 65 mil pessoas ficaram detidas (e muitas permanecem detidas até hoje sem qualquer acusação legal). Até hoje a ONU não reconheceu o volume de mortes que o ex-presidente Hafez Assad causou, minimizando para 10.000 o número de vítimas da tentativa popular de retirada do ditador do poder. Hafez havia enganado o povo que em 1948 liderou o povo sírio numa revolta para retirar o então ditador com promessas de um mundo livre e feliz. 3 meses após sua posse, Hafez anunciou seu novo plano de governo e passou a reger seus apoiadores com punho de ferro em regime militar, mantendo desde então (até os dias de hoje) o pais sob leis do Estado de Emergência, quando o governo corre risco de tentativa de golpe.

Foi em 2000 que nova tentativa de libertação levou a morte de mais de 600 líderes políticos e militantes ligados à Irmandade Muçulmana que buscavam assumir o controle do país, mas foram exterminados em uma emboscada pelo cruel sucessor, o filho recém empossado Bashar Al-Assad.

Mediante tanta revolta acumulada por 46 anos de regime Assad, Homs tornou-se o centro das preocupações do regime sírio, sendo sempre lembrada com ódio, como a terra dos que buscam o controle do país. Por esta razão as ordens do regime sírio são claras e nós já denunciamos aqui no ano de 2011, mas infelizmente se 130.000 mortes não fizeram a ONU acordar para a mente insana de Assad, o que farão simples palavras escritas num blog e cópias de documentos do regime?

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