terça-feira, janeiro 28, 2014

Genebra II, Síria e Oposição: O que mudou então?

A "Revolução Síria", outrora chamada de "Revolta Popular" e atualmente denominada "Crise Síria", tem se mostrado inflexível e cruel. No encontro batizado de Genebra II organizado pelas Nações Unidas pouco tem sido notado de progressão. Tudo porque os dois lados acabaram transformado o local num "front político". SAIBA MAIS:


Meninos brincam na cidade sitiada enquanto aguardam uma urgente solução política em  Genebra II
Foto Cortesia de Rami Kamal.
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2014 às 21:24 GMT-3

No primeiro momento a proposta de Genebra II parecia desinteressante para as duas partes em questão. A saber: Regime Assad e oposição.  Um esforço de mais de 3 meses da organização do evento e parecia que nenhuma das partes estariam presentes na data marcada. O dia 22 de Janeiro era a data mais aguardada pela ONU e seu Conselho de Segurança. Apesar do impasse mantido pelos meses que antecediam o encontro, a última semana foi surpreendente. Regime sírio e oposição confirmaram suas presenças. Daí a primeira expectativa era que o plano apresentado pela ONU fosse discutido e que um ponto de equilíbrio fosse achado na relação entre os dois lados das forças que disputam o governo da Síria.

Mas logo no primeiro momento o que deveria ser chamado de "diálogo" tornou-se um palco para "protestos" e determinações. A oposição partiu pra cima do regime sírio exigindo a saída de Assad do poder. O regime sírio por sua vez reagiu com a apresentação de um plano de 5 pontos onde Assad permaneceria no poder e proclamaria novas eleições sob sua supervisão:


A oposição síria não foi nada receptiva com a "inesperada" proposta. O impasse continuou deixando de lado as questões humanitárias e o cessar-fogo. Em outras palavras, nada muda no terreno. Até porque enquanto que representantes políticos dos dos lados trocavam farpas em Genebra II, representantes militares trocavam tiros e todos os calibres no front simultaneamente.

Kardam bombardeada - Ao cair da noite o cenário de guerra muda a paisagem em Damasco nesta terça. - foto: Syrian Revolution - Cortesia de Rami Kamal.


Autor desconhecido - Cedida pela Revolução Síria
Neste momento uma chamada "campanha contra o terrorismo" impetrada pelo regime sírio tem como alvo os rebeldes ao governo de Al-assad. O caso é que (citando o ativista sírio "Mike Árab como fonte que denunciou há pouco, que a liderança das tropas armadas que percorrem agora a cidade o país em busca de (terroristas) opositores ao regime, é o grupo terrorista Hezbollah.

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