segunda-feira, outubro 07, 2013

Segurança: Ocupação das comunidades do Rio leva traficantes para áreas residenciais e pacíficas

A estratégia da segurança pública de não entrar em confronto é um remédio doce com sabor amargo no final. Traficantes que abandonam as comunidades, estão migrando para lugares nunca afetados antes pela criminalidade como hoje.

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2013 - 08:23 GMT-3
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O caso Amarildo ganhou proporções jamais esperadas pela Secretaria de Segurança pública do Rio de Janeiro. Usado como bordão em diversas situações em que a polícia carioca tem sido duramente questionada em sua estratégia de ocupação das áreas antes controladas pelo crime organizado.

   Na realidade a sensação de segurança nas comunidades ocupadas  aumentou bastante, principalmente com a garantia do direito de ir e vir das pessoas que vivem por força da necessidade nestas regiões. Por outro lado, as armas continuam sendo exibidas livremente nas ruas e vias púbicas ( agora por PMs) enquanto que o tráfico de drogas e a disputa por pontos de drogas continuam em todas as áreas já ocupadas. Sensação de tranquilidade num lugar antes tenso.... Tensão e desespero nos lugares onde jamais se viu tanta violência junta!

   Um exemplo disto é a pequena cidade de Bocayúva, em Minas Gerais. A cidade que comporta pouco mais de 15.000 habitantes, hoje enfrente um diário confronto entre gangues que lutam por pontos de drogas. Homicídios diários têm levado a pequena população ao desespero ao ver que seus jovens estão sendo arrastados para a vida do crime e em seguida para as valas de desova...

   Situação angustiante também vivem moradores de muitos bairros residenciais do Rio de Janeiro. Áreas até controladas pela milícia estão servindo de Abrigo para os traficantes. Uma mudança inesperada na estratégia do crime organizado que fica confirmado que em muitas áreas violentas do Rio, traficantes e milicianos Deixam de ser rivais e tornam-se aliados.

   Enquanto isto a polícia sobe os morros, instala umas bandeiras num mastro e desce pra entrada das comunidades, deixando os traficantes livres para "trabalhar" nas partes altas. Sabe aquela piada que bandido bom quando não se esconde no mato se esconde no morro? Hoje em dia eles se escondem em áreas pacificadas, bairros residenciais e cidades mais rurais, tornando-se um pesadelo para outras populações.

   A mudança tem sido radical. Regiões antes dominadas pela chamada "Policia Mineira" agora são ocupadas por gigantes massas de traficantes oriundos de inúmeras regiões "pacificadas". Vila Rosali, um bairro do município de São João de Meriti, é um destes casos.

    Enquanto isto Governo e prefeitura do Rio se exibem em celebrações de vitória sobre o crime organizado, tão sólido quanto o "jogo do bicho", que ninguém fala mais e continua funcionando abertamente e ninguém reclama. A mortandade que assola a cidade mineira de Belo Horizonte com a fuga desesperada de centenas de traficantes cariocas.

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