terça-feira, setembro 24, 2013

Kenya: como termina o assalto no Westgate fashion mall?

O assalto ao fashion mal no Quênia, em seu quarto dia, ganha ares de incertezas, transformando um ataque  terrorista em ensaio de uma crise envolvendo inteligencia e as maiores potencias do planeta. Desde reféns estrangeiros de uma variedade de países a forcas conjuntas internacionais.

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 24 de Setembro de 2013
Atualização 19:15

Enquanto que as autoridades quenianas se esforçam para anunciar o fim da crise, o grupo al-shabab, que é uma das milicias mais poderosas agindo atualmente no continente africano, afirma estar no controle do  terreno.

A quarta-feira que se esperava ver o fim, começou ainda mais tensa com duas noticias bombásticas. A primeira é a informação oficial do governo pronunciada em rede de TV queniana pela ministra Amina Mohammed dizendo que fontes ligadas a inteligencia do Quênia que a acredita que haja entre dois ou três americanos e britânicos entre os integrantes da milicia que ocupou o shopping. De acordo com testemunhas resgatadas do interior do shopping, as ordens seriam dadas por uma ou duas mulheres que falavam em inglês e as ordens eram traduzidas para o dialeto local.

Atualização 19:00

Há cerca de 1 hora o presidente queniano  Uhuru kenyatta fez um pronunciamento em rede nacional. Ele anunciou o fim da ocupação do shopping mall. O ataque culminou  na morte anunciada de 5 militantes, 61 civis e 6 militares. 11 suspeitos foram presos enquanto a autoridade classificou o incidente como "vergonhoso'. Dos 175 feridos, 64 permanecem sob cuidados médicos. Este foi mais um período lamentável na vida de muitas famílias. Entre os reféns cruelmente executados haviam civis de 9 paises: India, China, Ghanda, Africa do Sul, França, Canadá, Austrália, Suécia e Peru.

Em 16 de janeiro deste ano uma operação terrorista muito semelhante, foi realizada numa estação de gás na Argélia. Ali trabalhavam profissionais vindos de diversos lugares do mundo. 38 dos reféns foram executados, e a crise atraiu tropas de potências ocidentais que atuaram em conjunto com as forcas locais para perseguir os terroristas.

Saulo Valley Noticias - O Observador do Mundo

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