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Direitos Humanos - Humilhação nas agencias bancarias é vista com descaso pelas autoridades, até quando?

   Os bancos são poderosos e administram quase todo o dinheiro que o país movimenta a seu favor. Na questão da segurança, as agencias bancarias precisam se proteger. Esta é uma realidade indiscutível. Mas no mundo tão moderno como este, ainda vemos as pessoas sofrendo discriminação ao tentar entrar numa loja para cumprir uma simples obrigação financeira. Apesar das reclamações diárias os abusos são tratados como se não fossem nada pelas autoridades competentes.

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2013 - 08:23 GMT-3

   Sair de uma agência bancária sem um centavo no bolso, após ter pago tudo o que se deve, é uma realidade comum no dia-a-dia. Além das longas filas, a demora no atendimento até para quem esta sentado..  Uma situação desesperadora.  Tudo isso seria suportável se antes de acessar ao serviço de atendimento dos bancos muitas pessoas não precisassem se submeter a ultrajantes humilhações nas portas eletrônicas, que supostamente deveriam detectoras "inteligentes" de metais.

Na prática vemos um bando de guardas despreparados para lidar profissionalmente com a segurança das agências, brincando com as pessoas que necessitam acessar o salão principal. Não é segredo que dos três Seguranças que são responsáveis pela proteção da agência, um deles possui o controle remoto da porta giratória. O usuário da agência que se sente humilhado diante de uma vergonhosa revista diante de todos,  acaba suportando o estresse por pensar ser apenas um erro de operação do computador ou do detector de metais. Nada disso. Os guardas escolhem as pessoas pelo grau de familiaridade e de interesse. É óbvio que recebem orientações dos gerentes responsáveis pela filial.

Nesta brincadeira, mulheres lindas e cheias de apetrechos metálicos em suas gigantescas bolsas, além de  jóias, fivelas e grampos de cabelo são beneficiados com generosas aberturas de portas, bem como grandes investidores e clientes. Enquanto que outras pessoas acabam pagando caro para que o circo da segurança bancária pareça realmente sério. Agências do Banco do Brasil e do Banco Itaú são as que mais permitem estas práticas. O Saulo Valley Noticias já presenciou inúmeras situações de discriminação racial e estética e já viveu três situações extremas.

No campo dos Direitos Humanos, os poderosos bancos têm sido isentados de todos os abusos que praticam contra seus usuários, por que? Por que a Secretaria de Direitos Humanos não investiga esta situação tão ridícula que milhares de pessoas são obrigadas a suportar, sob pena de não conseguir pagar uma conta importante, ou receber um pagamento?

   Minhas três experiências pessoas foram bastante dolorosas e as três aconteceram em agências do Banco do Brasil. A primeira aconteceu na Agência Banco do Brasil na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. Subi os degraus que levam à porta giratória e o detector de metais supostamente sinalizou que eu tinha algo que me impedia de entrar. As tentativas foram várias e além de um chaveiro com três chaves, um celular e umas moedas eu só tinha o cinto e o terno. À cada nova tentativa, eu recuava e procurava o que poderia ser... Enquanto isto as pessoas entravam numa velocidade assustadora. Elas passavam com o que tinham e nada as impedia, nem mesmo relógios do tipo "Oriento", que são metálicos, canetas metálicas, fivelas e outras coisas. Mesmo retirando os metais, não pude entrar no ambiente. Os guardas faziam cara de que não entendiam porque a máquina não me permitia entrar. Eu ameacei retirar a roupa e uma funcionária pegou uma prancheta e foi lá na calçada me perguntar qual o serviço que eu queria solicitar na agência.... Desesperado virei as costas para ela e fui procurar outra agência. Mas no mesmo dia acabei passando pela mesma humilhação na outra agência do Banco do Brasil a poucos metros dali. Desta vez chamei uma viatura e os policiais disseram: Eles estão fazendo o trabalho deles".

   Há dois dias precisei entrar novamente numa agência do Banco do Brasil próxima do Largo da Freguesia, na Agência Três Rios e não foi diferente. Irritado, com a terceira tentativa, depois de ter retirado tudo, celular, tablet, fone de ouvido de plástico, envelopes de depósitos de cheques, menos duas moedinhas de 10 centavos e eu não podia acreditar que aquelas moedas me impediriam de acessar à loja. Ninguém entra no banco com moedas? Outros usuários que queriam entrar na agência gritavam de fora: "Tira a carteira!"
Abri a carteira e mostrei que tudo o que possuía ali era de PAPEL, mesmo assim as pessoas insistiam. A confusão estava armada. Do lado de fora acumulavam-se as pessoas que queriam entrar, enquanto que do lado de dentro as que queriam sair. Cruzei os braços e fiquei parado no meio da porta giratória. Os guardas disseram que deveriam chamar uma viatura e eu fiquei aguardando a viatura chegar. Se aproximou o gerente geral da loja e eu estava muito alterado, já que só me faltava retirar a roupa, mais uma vez... de novo... 

   \depois de mais de 20 minutos dentro da porta, o gerente me pediu para retirar as duas moedinhas e dar uma passo atrás e voltar com elas. Saí da porta e entrei novamente. O guarda desarmou a trava e entrei com vontade de explodir aquele prédio!!!!

   As agências do Itaú até já modernizaram suas portas. Trocaram a caixa de coleta de objetos, pela cestinha de acrílico que fica na própria parede frontal da porta, assim a máquina "lê" os objetos na cestinha ao mesmo tempo que os guardas visualizam o material.

Mas nas agências do Bradesco, da qual sou cliente desde 1986, não existem portas giratórias, e no dia seguinte, portando meu Tablet, meu fone de ouvido, meu celular, minha carteira, roupas e moedas, entrei, conversei com a gerente, me dirigi ao caixa eletrônico e saí respirando aliviado por fazer parte de um banco acima de tudo inteligente e respeitador.

A grande pergunta deveria ser: Quantas vezes na história, uma agência do banco Bradesco foi assaltada, em comparação com os outros bancos que utilizam as humilhantes portas giratórias?

Mas quero neste momento perguntar: Porque os bancos ainda se comportam com se tivesse total poder, acima de tudo desrespeitando os direitos das pessoas, as obrigando a abrirem suas bolsas, carteiras, bolsos e além de toda exposição, não passam de brinquedos dos guardas que operam as máquinas com seus controles remotos, como se fossem joysticks de video-game?

   Que tipo de desgraça precisa ser feita para que as pessoas parem de ser tratadas desta forma nas entradas destes bancos em especial? Será que o Brasil só se concentra nas situações trágicas? Porque pedir por soluções urgentes não adiantam, elas precisam ser trágicas! A dificuldade de você comprovar o abuso é que é obrigado a retirar os materiais. Poderia gravar com um celular, uma câmera, mas nada. Eles se prevalecem com o fato de o usuário que se sente humilhado não pode provar que sofreu abuso ao tentar entrar numa agência.

O pior é que depois que eu entrei, fui até o setor de Contas Correntes de Empresas, fui atendido e em menos de 2 minutos estava saindo e uma mulher foi travada na porta de entrada. Sabe o que o guarda fez, ao ver que a porta travou?

Pediu a bolsa da mulher, sem abrir, sem solicitar que ela abrisse. Abriu a porta pra que sua bolsa fosse retirada, e a mulher foi obrigada a dar dois passos atrás para que a máquina fizesse uma nova leitura, enquanto que do lado de dentro da agência o guarda segurava a bolsa da usuária, sem ao menos tê-la aberto. E se uma arma estivesse na bolsa, ela entraria com a ajuda do guarda. Porque a bolsa cheia de detalhes e materiais metálicos podia entrar na agência e eu com duas moedas de 10 centavos não?

O que a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pode fazer quanto a esta situação?

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