terça-feira, setembro 03, 2013

Coletiva de imprensa sobre a espionagem americana a presidenta Dilma Roussef

"O Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, e o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, conversaram com a imprensa a respeito das denúncias de espionagem americana à presidenta Dilma Roussef e de seus assessores. A Coletiva se deu em Brasília, no Palácio do Itamaraty em 2 de setembro de 2013."

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2013
Atualização em 04 -09-2013 as 06:42 GMT-3

MRE Coletiva de imprensa com ministro da justiça e relações exteriores sobre espionagem americana a presidenta Dilma Housseff.

A coletiva de imprensa deveria ser um momento em que as autoridades brasileiras competentes deveriam se pronunciar sobre a espionagem americana em diverso âmbitos, entre eles politico, empresarial e diplomático. Mas a decepção da imprensa se mostrou muito clara, uma vez que nenhum dos ministros presentes pode expressar publicamente o que realmente pensam a respeito. Isto porque não e qualquer politico ou presidente estrangeiro que pode se pronunciaria contra o governo americano nos termos mais fortes cabíveis ou não.

Outro fato que pudemos perceber na coletiva, e que em nenhum momento houve interesse dos senhores ministros em afirmar ou confirmar que houve espionagem de fato. Não e muito logico que o governo brasileiro convocou a imprensa para dizer o que só se tem como fonte a própria imprensa. Nada de concreto da parte americana muito menos do governo Dilma pode ser pronunciado, senão a impressão de que o brasil estava lidando com um boato de imprensa que envolve dois governos que declaram parceiros comerciais.

Por outro lado os ministros foram enfáticos em declarar que o Brasil buscara orientação junto ao BRICS, grupo de países que na verdade são todos anti-americanos. O BRICS e um grupo politico-comercial formado pelo Brasil, a Russia, Índia, e China. Ao grupo podemos somar ainda Coreia do Norte, Irã, Nigéria, Venezuela, Iraque e Paquistão… . entre os maiores aliados/parceiros. Ou seja: O Governo Dilma já escolheu de qual lado quer jogar, o lado oposto da América, França e Grã-bretanha. É claro que a soberania do Brasil não está em xeque, e temos o direito de optar pelas alianças que nos cabe fazer, mas na verdade, o governo Dilma não perguntou ao Brasil se ele quer ser aliado desses países, cujas ações arbitrárias, ditaduras e repressão nos provocam pânico só de ouvir as notícias...

No sentido real dos acontecimentos, o Brasil está literalmente se afirmando como um adversário político dos Estados Unidos e em se tratando de sobrevivência a América do Norte, como qualquer outro país vai tentar ver que tipo de perigo o vizinho ao lado pode proporcionar. Pensando pelo lado americano, não seria nada tranquilo de se imaginar que o Brasil poderia estar se transformando numa base aliada avançada para a China e a Rússia, entre outros grandes vilões temidos pelos americanos. Estes por suas vezes estão à cada dia do Governo Dilma, mais íntimos à política nacional, o que deveria causar medo até para nós brasileiros...

Até porque esta administração parece estar nos levando pouco-a-pouco de volta à ditadura militar. Não exatamente agora, mas o fato é que se cada um de nós analisarmos o contexto das relações estrangeiras nacionais poderá perceber que Dilma está nos conduzindo para o lado vermelho das forças que movem o planeta terra e sua sofrida civilização.

Por outro lado, ao passo que o Brasil quer condenar veemente a espionagem americana e não se assume como oposição, o Google continua a disseminar tecnologias gratuitas, cujas ferramentas oferecem recursos de sobra para que cada pessoa insira seus próprios dados pessoais neles, incluindo tudo o que se vê, fala, ouve, localização, senhas, acessos bancários e as pessoas com quem se relacionam, bem como o grau de proximidade de cada uma delas. Esta é uma realidade que não se pode escapar mais. O Brasil não possui meios para criar seu próprio provedor gratuito? Os Estados Unidos sim!!! Então se formos conversar a respeito da espionagem americana, deveríamos retirar o Google Street-View da Amazônia, o Android do mercado, além do Google Search, e todas as outras ferramentas criadas pela empresa americana, que não esconde que seus protocolos de privacidade, na verdade só server para os usuários, e não para os governos em exercício em todo globo terrestre.

Assista a coletiva  a seguir:

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