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Egito: pelo menos 30 mortos e mais de 400 feridos em confrontos entre manifestantes.

Pelo menos 30 pessoas foram mortas e outras mais de 400 se feriram durante os confrontos desta sexta entre manifestantes que apoiam Al Morsi e os que são contra. Uma crise que vem, se agravando enquanto as forças armadas assumem o controle político do país.

Protesters at Al Tahrir square

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 05 de Julho de 2013 - 22:28 GMT-3
Atualizações 06-07-2013 as 05:58 GMT-3

   O Egito tem enfrentando uma difícil crise política em circunstâncias muito comuns a países árabes e africanos: A diversidade de grupos étnicos que preservam suas culturas e lutam por uma vaga no governo. Assim como a Líbia, a população do Egito não é tão homogênea como parece e os interesses diferem de tribo para tribo. Por esta razão atender aos pedidos de todos os grupos é uma tarefa nada fácil.

   A crise é ainda maior já que desde a queda do líder Rosni Mubbarack, o país se viu dividido entre a instauração de um estado islâmico ou um estado laico. Na verdade não impor qual dessas decisões sejam tomadas no país. Neste momento qualquer um dos lados que assumir o poder, será derrubado pelo lado oposto.   Isto porque não tem sido possível criar um sistema de governo que atenda a tantas variadas agendas e o povo egípcio precisa agora é encontrar um líder que represente a todos de forma natural. É claro que enquanto um grande grupo pede uma constituição com base nos decretos islâmicos, há outro grupo tão grande quanto este pedindo maiores liberdades sexuais, religiosas e sociais, como namorar em praça pública, por exemplo. A mesma demanda que move os protestos na Turquia hoje, alimenta os israelenses e tem influenciado o Brasil a exigir mudanças políticas profundas.

   Uma mudança brusca de governo não é algo que se deva ignorar, numa situação destas. Quando uma grande massa está insatisfeita com a administração do seu governo, o primeiro lugar a sentir a magnitude dos sismos é a presidência. Então a queda de Morsi, Mubbarack, Kaddafi, entre outros, é apenas uma consequência natural de uma reprovação popular. Mas os confrontos no Egito ganham forças enquanto a população permanece rachada e não encontra um representante legal para erguer as duas bandeiras mais fortes da atualidade no país.

   Neste momento de descontrole geral, o Estado Maior egípcio pede que os grupos procurem manter a calma e evitar mais confrontos, e para muitos estas palavras podem soar até como um: LUTEM!

   Na verdade o Egito tem conseguido manter os tanques longe das ruas, apesar da violenta crise. A prisão da liderança da Irmandade Muçulmana é uma realidade depois que líderes da Irmandade ordenaram que manifestantes muçulmanos permanecessem nas ruas. Além disso nesta quinta-feira haviam sido presos pelo menos 300 membros do governo deposto de Al Morsi.

Rapidinhas...

  •  Pra piorar a situação, a população muçulmana está ameaçando atacar os cristãos no pais.
  • Muçulmanos atacaram a maior igreja cristã em Qena na cidade de Dabayia perto de Luxor. Além da igreja, casas foram incendiadas e muitas pessoas correram para pedir ajuda à polícia local.
  •  A ONU pediu aos militares no poder para garantir a proteção dos manifestantes
  •  Enquanto isto o governo de Barack Obama vem sofrendo pesadas acusações de ter apoiado a criação de um estado islâmico disfarçado em democracia no Egito e empossado Morsi que é chamado de "fantoche americano".
  • Agora há pouco o Supremo Líder da Irmandade Muçulmana pode ter ganho liberdade da prisão.
  • Barack Obama pediu a Irmandade Muçulmana para desistir de tentar controlar o Egito, disse ainda nesta sexta que "o governo americano está de olho na Irmandade." Isto aconteceu depois que a membros da Irmandade Muçulmana atacaram forças de segurança do governo.
  • Até agora os confrontos continuam deixando vítimas nas ruas do Cairo.
  • Após assumir o controle do país militares congelaram a nova constituição e há notícias ainda não-confirmadas de que os militares acabaram de dissolver o parlamento.
Atualizações 06-07-2013 as 05:58 GMT-3
  • A grande massa muçulmana continua pressionando os militares a estabelecer um governo islâmico, usando a violência como forma de protesto e exigir a volta de Morsi para o governo.
  • Testemunhas contam que os manifestantes estão lutando entre si com facas e pedras. 
  • Já há dezenas de vítimas por armas de fogo durante os confrontos que duraram toda noite.
  • Pelo menos 4 soldados da Guarda Republicana foram mortos em tiroteio com muçulmanos.
  • Jihadistas pró-morsi ameaçam iniciar séries de atentados suicidas.
  • Durante discurso de posse do Líder Supremo Militar, este teria dito que "O Egito é militar por essência".
   A crise se agravou porque os muçulmanos reclamam que venceram as eleições democraticamente, não aceitando neste caso, a derrubada de Morsi.

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