terça-feira, julho 09, 2013

Egito: Exército mata 51 insurgentes ligados a Irmandade Muçulmana - Crise Política

    Adly Mansour é o novo presidente interino do Egito e para encerrar a violenta crise que se alastra, as eleições estão sendo preparadas à toque de caixa.  Por outro lado a irmandade Muçulmana que se mostrou amável e moderada durante toda a campanha de 2012, agora declara guerra armada contra seus oponentes políticos chegando ao feroz confronto contra o exército nesta segunda matou 51 pessoas.

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 09 de Julho de 2013 - 07:23 GMT-3

   A violência é sem sombra de dúvida, o grande ponto fraco da proposta islâmica. A maioria dos egípcios já não aguenta mais tanta tragédia e busca por um padrão de vida mais europeu.  Com isto a corrente secularista ganha força e provoca o ódio dos religiosos ligados à Irmandade Muçulmana.

   Mas há aqueles que apesar de professar a fé islâmica, aceitam compartilhar o espaço físico com pessoas de outros credos, sem qualquer ressentimento. Estas pessoas estão mais ao lado dos seculares do que da Irmandade, pelo simples fato de a liderança da Irmandade estar visando interesses próprios e em nome da revolução islâmica que acontece no Oriente Médio e na África, e é uma campanha pró-alqaeda.
   O governo russo enviou mensagem de apoio para as novas eleições em caráter de emergência, enquanto que a Irmandade continua a se opor. Mas a cúpula militar no poder já advertiu que "não há diálogo com a Irmandade".

   O governo malasiano está pronto para enviar uma equipe das forças armadas para a retirada de seus estudantes do Egito, com o agravo da crise política e o crescimento acelerado da violência.

No dia 04 de Julho, a Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito publicou uma constituição de emergência com com 33 parágrafos, enquanto que a constituição lançada depois da eleição de Al-Morsi, ficou congelada.

Membros dos EAU (Emirados Árabes Unidos) anunciou que nas próximas horas um delegação estará chegando ao Cairo.

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