sábado, junho 22, 2013

Tráfico do Rio tenta silenciar o maior fenômeno popular do Brasil - Protesto

Uma multidão jamais vista em protestos populares ainda recheada de adolescentes e jovens ganhou admiração dos movimentos populares e governos de todo o planeta, mas está sendo ofuscado pela destruição orquestrada pelo crime organizado.

O vandalismo  nas passeatas veio para criar oportunidade para que criminosos pratiquem crimes sem punição
 - Foto: Saulo Valley Notícias 20-06-2013
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 21 de Julho de 2013 - 22:02 GMT-3
Atualização: 22 de Junho de 2013 - 09:23

   De uma coisa todos sabem: Manifestações 100% pacíficas não produzem qualquer resultado, a não ser a sensação de dever cumprido para aquele que se dispõe a sair de sua casa para pedir mudanças e melhorias para a sua comunidade ou nação.   Mesmo assim há um limite e uma diretriz. Manifestação demanda aleatória é jogar palavras ao vento. A polícia brasileira enfrenta agora um grande dilema. A ideia inicial era garantir a paz e a segurança dos manifestantes ao ponto de oferecer ao povo brasileiro uma oportunidade única de protestar em família.   Mas após 4 dias relativamente tranquilos, tudo mudou ao ponto de retroceder até um ponto muito atrás, que o Brasil se encontrava quando tudo começou.

Cenário caótico do centro do Rio de Janeiro parecia de pós-guerra - Foto: Saulo Valley Notícias 20-06-2013


   Quando publicamos uma matéria defendendo o direito de brigar e mostrar firmeza em nossas propostas, mesmo nos valendo de recursos como pequenas desobediências civis, não nos referíamos à destruição absoluta de nossa humilde, mas maravilhosa cidade. Desobediência civil não diz respeito a arrastões, invasão de propriedades privadas como prédios residenciais e agências bancárias. Desobediência civil é o ato que desrespeitar levemente alguns limites impostos pelas autoridades constituídas, como ocupar uma prefeitura (não destruí-la completamente), uma agência bancária, uma praça, um outro prédio governamental e até mesmo bloquear ruas para que a passeata continue fluindo.

   Nesta sexta estivemos na Taquara acompanhando os movimentos das comunidades de toda a região da "Praça Seca" e "Freguesia". Lá pudemos ver que dezenas de jovens de diversas comunidades desceram o morro portando facas, paus, pedras e até ferramentas usadas na construção civil. Mas a polícia fez um excelente trabalho. Convenhamos.


   Este ato de desobediência estava seguindo rumo ao homicídio e ao latrocínio. Brigas de gangues e arruaças não são pertinentes ao direito à manifestação popular e pacífica.   Por esta razão alertamos que as pessoas que querem garantir que os favelados exerçam seu direito de protestar não devem abrir mão desta liberdade.

Batalhão de Choque forma barreira para proteger a Sede da Prefeitura do Rio, após violenta onda de destruição no centro da cidade.  - Foto: Saulo Valley Notícias 20-06-2013
  Que assim o façam, obedecendo as regras comuns a todos os ricos e pobres numa sociedade formada por seres humanos.  Sem querer ofender a ninguém, esperamos que as pessoas que vivem nas inúmeras comunidades do Rio de Janeiro e de outras cidades espalhadas no Brasil e no mundo, percebam que não podem deixar que delinquentes e criminosos roubem-lhes a voz e os obriguem a se manter em silêncio antes mesmo de consolidar o mais ousado ato público de toda a história deste país conhecido hojc como: "#vemprarua"


   A mídia é sem sombra de dúvida a grande parceira desta violência desacerbada que o Rio volta viver de modo agora inusitado. Enquanto na Turquia o bloqueio de mídia chega a ser de quase 100%, no Brasil a liberdade é tanta que quase não se ouve falar em protestos, sabe porque? Porque os repórteres estão atrás de sensacionalismo e estão apontando todos os holofotes para os vândalos e para o caos das ruas. Quanto maior e exposição dos estragos, maiores as repercussões que valorizarão cada buraco feito nas vidraças, em cada poste derrubado e em cada veículo incendiado.

   As manifestações têm se revelado parte homogênea de um grande fenômeno global, mas se as milícias, o terrorismo, o sectarismo e o anarquismo assume o controle destes importantes e autênticos movimentos, não haverá mais nada para se comemorar. A não ser que esta fase termine por definitivo.

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