segunda-feira, junho 17, 2013

Polícia Militar do Rio descarta excesso em ação no entorno do Maracanã

O coronel Caldas informou que a ordem de usar as bombas, spray de pimenta e balas de borracha foi determinada pelo comandante do batalhão, tenente-coronel Fábio Almeida da Silva, que estava no comando da operação naquela momento. De acordo com o porta-voz, a ordem contou ainda com a aprovação do comando da Polícia Militar. “A ordem partiu do comando da tropa com respaldo do comando da corporação”, informou.


Por Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil - 16/06/2013 - 21h26 GMT-3

O coronel Caldas descartou um excesso por parte do Batalhão de Choque. Ele explicou que o uso da força é gradual, conforme vai modificando a ação dos manifestantes. Pelos cálculos da PM, a manifestação deste domingo começou com cerca de 300 pessoas e chegou a envolver 600. Além dos mil policiais designados para o esquema de segurança do jogo, no entorno do Maracanã, foram mobilizados 200 policiais para atuar no acompanhamento da manifestação. “Coube à Policia Militar dizer se ia ter o jogo ou não. Isso ficou nos ombros da PM”, disse.

Segundo o coronel, as imagens das câmeras utilizadas para o monitoramento dos manifestantes apontavam para a obstrução da Avenida Radial Oeste, via de acesso ao estádio, o que, de acordo com ele, impedia a passagem de torcedores e de integrantes da Federação Internacional de Futebol (Fifa). “A ação da Polícia Militar foi no sentido de desarticular os manifestantes e evitar a obstrução das vias”, disse.

Durante a manifestação, segundo a PM, um policial ficou ferido depois de ter sido empurrado por manifestantes, seis pessoas foram presas, três mexicanos foram detidos vendendo ingressos. Com eles foram recuperados R$ 840. Foram apreendidos ainda seis artefatos, entre eles dois coquetéis molotov. “O que pensar de quem sai de casa e vai para uma manifestação com coquetéis molotov?” perguntou.




Rio de Janeiro - O porta-voz da Policia Militar (PM), coronel Frederico Caldas, disse que a ação dos policiais do Batalhão de Choque, hoje (16), com o lançamento de bombas de gás lacrimogêneo, foi para garantir a realização do jogo entre o México e a Itália, pela Copa das Confederações. Na avaliação da PM, o jogo ocorreu dentro de “um mínimo de normalidade” por causa da atuação dos policiais. “As vias foram fechadas e se o Batalhão de Choque não interviesse, estariam interditadas até agora”, acrescentou.

Edição: Graça Adjuto

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Fonte: - agenciabrasil -

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