segunda-feira, maio 13, 2013

Nigéria: Para MEND "Ações do Boko Haram visam atacar Jonathan nas eleições de 2015".

Os grupos armados independentes tem se mostrado como verdadeiras ferramentas de suporte a políticos do alto escalão do governo nigeriano. Interesses partidários têm levado grupos armados, como Boko Haram a matar civis inocentes e autoridades, em nome de revanches políticas e disputa por cargos.

MEND Fighters and hostages - Photographer: Dulue Mbachu
Cortesia: International Relations and Security Network (Creative Commons)
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio, 13 de Maio de 2013 - 08:24 GMT-3

   Nigéria - Um ônibus que explodiu lotado de cristãos causou a impressão de uma guerra religiosa. 75 cristãos mortos em uma semana e 52 templos católicos e evangélicos destruídos em pouco mais de 30 dias... parece uma guerra religiosa. Mas não é.
   As próprias ações do grupo radical islâmico, foram denunciando a fraude. Primeiro é fácil entender porque a comunidade islâmica não reconhece o Boko Haram como uma comunidade islâmica: "Eles quebram todas as regras do alcorão", dizem os maiores cléricos do país.
   Nesta caso matar cristãos no Norte da Nigéria é apenas uma desculpa para provocar o caos e dar uma imagem de confusão para o governo democrático do presidente Jonathan Goodluke.
   Haja visto que não foi possível incitar a comunidade islâmica contra os cristãos, o Boko Haram partiu para outra forma de provocar o caos: Executando membros importantes do governo. Dois meses depois o grupo estava dedicado a invadir delegacias, matar a segurança e libertar presos aleatoriamente.
   Estas ações não tipificam uma guerra religiosa, uma guerra política, muito menos uma revolução armada. Rejeitado pela comunidade islâmica, política e a própria população, o Boko Haram, que se diz aliado do Alqaeda tem se limitado a receber ordens de poderosos líderes militares do exército regular, que parece querer que o regime militar seja instaurado novamente no país. Para isto, a fabricação de guerrilhas e terrorismo tem sido uma arma além de violenta e covarde, pouco funcional.

   Por outro lado se levanta a milícia conhecida como "MEND", revolucionário que luta pela independência da região do Delta do Níger, agora sai em defesa do governo de Jonathan, e da população cristã, fazendo ameaças de atacar a comunidade islâmica com o mesmo ímpeto que os cristãos são atacados.

   A verdade é que todo mundo hoje já sabe que não há grupos terroristas trabalhando independentemente. Todos sabem que os grupos de terror são fabricação de governos árabes que os utilizam como ferramentas de manipulação da opinião pública ou da classe política por meio da força bruta.
   É por esta razão que por exemplo, muitas pessoas acham que "o atentado de 11 de Setembro foi uma fabricação, para obrigar o congresso a aprovar a invasão do Iraque", quando antes se fazia claramente contrário. Esta pode ser uma das verdades do terror. Não há terrorismo marginal. Há grupos liderados por agentes secretos que reúnem um bando de criminosos e ex-combatentes, ou mercenários para criar instabilidade nos governos aos quais se pretende derrubar ou envergonhar.

   Olhando pelo lado religioso, qualquer um há de concordar que toda religião precisa falar de amor ao próximo, amor à vida, amor à Deus e às suas obras, se quiser sobreviver. Não há de ser popular uma religião que prega o ódio a todos os seres humanos que não estão afiliados à própria entidade religiosa.

  Por esta e outras razões fica claro que como o MEND declarou: O "Boko Haram é uma ferramenta de manipulação dos resultados das eleições previstas para 2015". No mês de Abril o Boko Haram anunciou que se o presidente Goodluke Jonathan não concorrer à reeleição em 2015, o grupo vai encerrar a matança de cristãos. Esta informação foi publicada pelo site noticioso nigeriano "Naij".

Ref: "naij"

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