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EUA: 85 Mil militares queixam-se de abusos sexuais e problemas mentais - Os Filhos da Guerra

A guerra sempre foi o forte dos Estados Unidos. Mas o que a guerra pôde trazer de benefícios jamais poderá repor ou superar o que pôde trazer de prejuízos. Logo após a retirada de mais de 150.000 soldados de operações no Iraque e no Afeganistão, os EUA começaram a perceber que muitas das pessoas que retornaram não eram mais as mesmas que enviaram. 

Newly arrived Women's Army Auxiliary Corps recruits, at Fort Des Moines, Iowa, 1942. (U.S. Army Signal Corps Collection). Women in the U.S. Army
By The U.S. Army (www.Army.mil) [Public domain], via Wikimedia Commons
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - 20 de Maio de 2013 - 09:45 GMT-3
Atualização: 17:07

   Citando a agência "Associated Press" como fonte dos dados a serem apresentados aqui, no que percebemos que a grande mãe americana descobriu agora que no ano de 2012 precisou tratar de mais de 85 Mil veteranos com distúrbios psiquiátricos e doenças que surgiram em decorrência de abusos sexuais sofridos no âmbito militar.  Só agora é que a América pôde sentir os impactos da guerra do Vietnam na vida dos combatente que sobreviveram a um dos mais cruéis combates da história americana. De acordo com a fonte, os dados levantados pelo DVA (Dep. Contábil de Assuntos dos Veteranos) do governo americano,  revelaram uma assustadora soma de gastos com tratamentos de ex-combatentes que atuaram nas crises do Vietnam, Iraque e Afeganistão.

   Na extensa relação de nomes de veteranos em tratamentos de traumas do pós-guerra, 60% são mulheres que além de tudo foram vítimas de abusos sexuais em ambiente militar. Mas os 40% do outro lado da balança são homens que sofreram os mesmos tipos de MST "Trauma Sexual Militar".

Women's Army Corps, Randolph Field, Texas, 1944.
By Signaleer at en.wikipedia[see page for license]
from Wikimedia Commons
   Artigo de grande sucesso de leitura do público americano aqui no "Saulo Valley Notícias", a matéria: O massacre da escola em Newton, USA e o efeito Boomerang  levanta discussão sobre estes efeitos na vida do país inteiro que precisa conviver com uma grande quantidade de pessoas que adquiriram o hábito de utilizar armas de fogo como sendo algo "cultural". Daí levando-se em conta que uma grande soma de pessoas são enviadas para as operações militares internacionais como meio de manutenção do "Sonho Americano" ou o "Estilo de Vida Americano". Luxúria que desde 2008 vem sendo corroída por problemas que antes estavam sendo mantidos debaixo do tapete do gabinete presidencial, anos-após-anos. Bom: Agora a América precisa pagar pelos benefícios deste período próspero que viveu desde o fim da II Grande Guerra.

   Mas Obama já assumiu que esta é uma realidade que o governo precisa encarar de frente. Na verdade deve tratar ex-combatentes, como quem trata de uma epidemia nacional.  Quem são eles? Onde encontrá-los? Por toda a parte do país. Enquanto o ataque à Maratona de Boston sugere que Estados Unidos tenha maior cuidado com os estrangeiros, apertando o cerco sobre os imigrantes... esta realidade precisa ser levada em conta hoje, para que a América do Norte não se torne uma versão ocidental do Oriente Médio.   O trauma do pós-guerra certamente é um dos maiores responsáveis pelo surgimento frequente de "Serials Killers" ou "Snipers" ensandecidos país a fora, matando tudo e todos que encontram no caminho. Depois de várias décadas elegendo, perseguindo e matando inimigos "número #1 da América", o governo americano agora precisa olhar para uma regra ensinada pelo lendário general de exército chinês, o estrategista Sun Tzu que disse: "Seu verdadeiro inimigo está dentro de casa".

Foto Cortesia: "NDNG" no Flickr
Varal Project-007

   Capitão Penny Ripperger, o coordenadora da "resposta a agressão sexual 119" (SARC), lê um poema escrito em uma camiseta em 28 de julho, em uma exposição do Varal Projeto visual da Administração motivos Hospital dos Veteranos, Fargo, ND
    A exibição do projeto Varal com camisetas criadas por vítimas de trauma sexual militar (MST), e as pessoas que têm uma mensagem (tirar: a voz) sobre o MST, para "quebrar o silêncio" e dar testemunho de violência sexual. O evento dá aos sobreviventes a oportunidade de expressar as suas experiências através da arte da pintura, e para alguns pode ser um primeiro passo no processo de cura de recuperação emocional de violência contra eles. (Foto DoD pelo Mestre Sênior sargento. David H. Lipp a) (conteúdo liberado).

Abuso em ambiente militar em tempo de paz

   O famoso abuso de autoridade tem sido uma prática cujo número de denúncias têm aumentado muito recentemente. Mas este ato tem aberto muitas oportunidades para a prática de abusos sexuais. O mais escandaloso e recente fato relatado nos EUA, é a história de um 1º Sargento que é lotado no Fort Hood, para assuntos de abusos sexuais foi denunciado por abuso sexual, abuso de autoridades, agressão e maus tratos de seus subordinados. O escândalo levou milhares de americanos a considerar este um caso "repugnante", disse o "NPR".  A fonte disse que apesar de ter sido afastado em função das acusações, seus crimes não haviam sido investigados até que o secretário de Defesa Chuck Hagel exigiu a investigação. Este escândalo aconteceu uma semana depois de outro escândalo envolvendo outro militar. O tenente-coronel Jeffrey Krusinski era chefe do centro de atendimento para assuntos ligados a abusos sexuais na Força Aérea. Depois de preso, a autoridade aguarda julgamento que está previsto para o próximo mês, disse "NPR". Além de chefe do "FASPAR" O novo detalhe é que o criminoso aqui exposto, é um herói de guerra que lutou na guerra do Iraque e do Afeganistão no comandando de um esquadrão da Força Aérea.

   O governo americano entende que as poucas vítimas que tiveram coragem para denunciar os crimes cometidos por seus superiores, já foram capazes para provocar grandes viradas. Resta-nos a reflexão de que seria muito mais transformador se houvessem mais denúncias. Infelizmente as pessoas só denunciam quando não há mais medo do que possa perder. Citando o "nation.time" como fonte que citando o secretário de defesa Chuck Hagel que lembrou que hoje já somam pelo menos 26 mil vítimas de abuso sexual dentro do ambiente militar. Segundo a fonte, a autoridade citou o caso de um soldado de cognome "Jéssica" que foi estuprada por seu próprio companheiro de combate, que segundo as autoridades, em apenas 18 meses, o mesmo militar acumulava 7 acusações de estupro de praças do sexo feminino nas fileiras do exército americano no Afeganistão.

   A autoridade apresentou 3 passos para minimizar as ocorrências de abuso nas fileiras militares e dentre elas, o secretário Hagel acredita que se deve "responsabilizar os comandantes" dos setores onde os crimes acontecem.

Esta é boa.

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